Posts Tagged “Cinema”

Foi através do autor deste blog que eu soube da existência do Jaques Tati, de tal forma fiquei interessada, que comprei os DVDs quando saíram. Já em Turku, encontrei o Trafic, que não vinha na caixa.
Gosto de todos, longas-metragens ou curtas, mas sempre os vi em ecrã pequenino de computador.
Ontem tive oportunidade de ver Mon Oncle em ecrã gigante, no cinema Medeia Nimas, na Av 5 de Outubro, bem perto do Saldanha. E digo-vos isto porque, pelo menos até quarta-feira, se estiverem ou vierem até Lisboa também o poderão ver.

Sobre o que é o filme? Ternura de quem foi e permanece criança. Quem não gostava de ter tido um tio assim?

mon oncle

Dêem um salto à Tativille, usem o elevador para o Mon Oncle e vejam rascunhos, a sinopse e a cena 146 :-)

Tati sobre o Mon Oncle:
“I can assure you that in this film I did everything I wanted to do. If you don’t like it, I’m the only one to blame”

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Lisboa tem destas coisas, permite tardes bem passadas. Cinemateca, bilhete normal, 2,50€; bilhete de estudante, 2€, bilhete +65 anos 1€.
A sala tem as cadeiras mais confortáveis em que eu já me sentei, num cinema. O filme, restaurado, chegou com uma parte sem som, esses minutos foram substituídos por uma cópia, mas a qualidade da imagem do resto do filme valeu bem a pena.
Prince Valiant é uma comic strip da autoria de Hal Foster. A primeira tira apareceu no jornal a 13 de Fevereiro de 1937.

prince valiant

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Dos Poirot que já vi nas imagens em movimento, é este o mais fiel à personagem. Não me dêem um Albert Finney ou um Peter Ustinov – Poirot nunca, mas nunca teria cabelo grisalho! Pois se o Capitão Hastings lhe apanhou uma vez um frasco de tinta para cabelo!
Vejo e revejo os DVD’s. Na primeira frame, já sei a história, dos livros várias vezes lidos, já sei as falas e até os actores que entram no episódio. Mas vejo na mesma. Revejo na mesma. Agatha Christie continua a estar entre os meus escritores de policiais favoritos. Há quem diga que é uma escritora menor, como dizem de muitos outros escritores de policiais. Aliás, parece-me, a mim, que o género policial é considerado um género menor. Não concordo. De todo. A vontade de ler policiais, em mim, costuma ser sinal de vontade de maior actividade cerebral. Sempre foi assim, quando sinto maior vontade de estudar, esta é normalmente acompanhada pela mudança de leituras para livros do género.

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A Phala mudou de formato. Comprei-a na Fnac do Chiado. Deixa phalar Cesariny:

“Há uma coisa muito bonita, eu não sei alemão, e em inglês também não averiguei, eu tenho ali um dicionário de marinha, isto é assim, o barco assim, a vela assado, depois há uma expressão que diz assim: “dar a volta ao mundo”, que é uma operação no alto mar, mas tu sabes o que isto é? É fazer uma rotação completa com o barco. Quer dizer, o mundo são eles, não é o que está fora.
Mas suspeito muito de que isto só cá. Dar a volta ao mundo é ir a Berlim e a Pequim, não é? Não, não, não. É dar uma volta a esta cadeira onde estou, dei a volta ao mundo, porque o mundo sou eu.

Excerto de Autografia, um filme de Miguel Gonçalves Mendes e que pode ser lido, entre outros, na A Phala nº1 de 2007

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