Vejo um post no blog do Alcides a incitar as Universidades a juntarem-se à Web 2.0. Fico estarrecida! Ando eu (e tantos outros) a lutar contra o hype das tecnologias, que tanto mal tem feito ao seu desenvolvimento e uso em contextos educativos e agora vejo um incitamento a esse mesmo hype.
Há pouco tempo dizia eu, numa reunião de professores, que a tecnologia é apenas uma ferramenta. Se nos serve para melhor atingirmos os objectivos, usa-se; se não serve, não se usa.
Desenho e faço tutoria de cursos à distância. Transformo cursos face-a-face em cursos de e-Learning. E é efectivamente uma transformação, uma mudança.
O hype das tecnologias tem levado Universidades a utilizarem diversas aplicações, migrando cursos e cadeiras da sala de aula para a web sem a atenção devida à diferente linguagem do meio e ao tipo de postura no novo meio. Obviamente, que um curso ou cadeira criado para ser dado numa sala de aula não resulta na web. E o resultado está à vista: alunos e professores a rejeitarem tecnologia que lhes poderia ser útil. Muito útil.
Não é fácil, nem mesmo em cursos de informática, utilizar sistemas de e-Learning ou Blended Learning. Diz o Alcides:
Simple things like blogs about some subject in some course would make students more interested and make them learn more about it.
Digo eu: O uso de blogs ou qualquer outro tipo de tecnologia não faz com que os alunos aprendam mais ou melhor. Criem-se blogs ou fóruns associados a um curso ou cadeira, mas não se espere que eles ganhem vida per se.
Vi serem introduzidas várias tecnologias e plataformas em contextos educativos e vi-os serem abandonados, quase vazios de actividade pela falta de técnica e gestão dos mesmos. Não é possível enganar nem alunos nem professores: eles são demasiados perspicazes e rapidamente percebem se a tecnologia que está a ser usada é realmente útil ou apenas hype.
Dizia-me há uns anos o Professor Fredric Litto, anterior coordenador científico da Escola do Futuro da Universidade de São Paulo: “Primeiro é preciso fazer o diagnóstico, ver onde está doendo. Só depois, escolher a tecnologia que nos serve”
A tecnologia é isso mesmo, apenas uma ferramenta. A introdução de tecnologias no ensino pode, no início gerar entusiasmo, mas se o professor ou tutor não tiverem as técnicas e a experiência, elas serão rejeitadas, uma vez passado o entusiasmo inicial.
Por isso, caras Universidades, olhem antes para os vossos objectivos, olhem para os learning outcomes que esperam que os vossos alunos atinjam, diagnostiquem os problemas e depois escolham a tecnologia. Uma vez escolhida a tecnologia há ainda que perceber, estudar e investigar as formas, problemas e casos de sucesso em que ela foi utilizada.
Nos dias de hoje, já temos casos e estudos suficientes, na área do e-Learning, para não cometermos os erros crassos de uma implementação de um sistema completamente novo: usem-nos 
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In the last week I’ve been working with sending and receiving SMS messages using a mobile phone connected to the computer. For that I had to use something that I was familiar with back in 1995/1996…. AT Commands .
So far I’ve used:
Sony Ericsson P990
Siemens S45
Nokia E50
Nokia 7250i
Nokia 6210
I must say that the worst phones for this task are the most expensive . The P990 and the E50 both use the Symbian OS, and as far as I can tell they do not support the AT+CMGL for listing or the AT+CMGR for reading messages.
The Siemens uses some other protocol BUT there is the scmxx software that works fine getting and sending messages.
The 7250i is a bit strange. AT+CMGL=”ALL” for listing all messages gives an error. And the AT+CMGL just lists new messages, after that will output an empty list. Also I had to play with AT+CMGS=”ME” for it to fetch messages from the internal memory. AT+CMGS=”MT” gives an error, although AT+CPMS=? reports that it exists…
The Nokia 6210……. Just works…. They don’t make them like they used to…….
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Afinou-se o sr deputado Vítor Salgado, pelo facto de lhe parecer que o uso do software livre lhe seria obrigatório. Enganou-se. O que está em causa é precisamente a liberdade de escolha e não a obrigatoriedade de nada.
Mas, e se fosse assim? Qual era o mal? Qual é o mal de ter a administração pública a usar software livre? Qual é o mal de ter os documentos publicados acessíveis a todos? Qual é o mal de ter um sistema operativo gratuito na administração pública?
Qual é o mal de poupar milhares de euros em licenças de software proprietário? Milhares de euros que saem dos bolsos dos contribuintes, assinale-se.
E porque há-de ser isto uma proposta? Porque raio é que um deputado, ou qualquer funcionário público, há-de poder escolher um OS com custos elevadíssimos, quando pode ter a mesma coisa de forma gratuita?
Digam-me, porquê?
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O projecto de resolução do “Software Livre no Parlamento” está a ser debatido hoje.
Em linux, com o MPlayer, fazer numa consola:
mplayer mms://80.251.166.34/live
Nota: o debate encontra-se aqui
http://www.youtube.com/jp.swf?video_id=fLxVupn6oKo
Obrigada ao MindBoosterNoori
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One of my favourite jazz players is Thelonious Monk, although I do not have much music from him. Last time I was in a Fnac I was thinking in getting some Monk’s CDs. There were three that catched my eye, but when I turned them around I saw the Sony Label, so I didn’t bought them:
It’s Monk Time - 11,50€
Monk’s Dream - 11,50€
Monk in Tokyo - 18,50€
In the end I took Perfect with me:

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Jennifer Pariser, the head of litigation for Sony BMG, seems to believe that if you rip a CD that you bought, you are stealing music:
Making “a copy” of a purchased song is just “a nice way of saying ’steals just one copy’,” she said.
And she added:
“It’s my personal belief that Sony BMG is half the size now as it was in 2000.”
Poor little Sony…
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Há claramente dois tipos de Americanos: aqueles que vivem confortavelmente dentro do sistema e a que associamos o sonho Americano (a casa de madeira com o relvado em frente, o(s) carro(s), as compras abundantes nos malls, as férias na Florida) e aqueles que vivem em permanente luta com a tirania do cartão de crédito.
Para estes últimos cada fim de semana (muitos Americanos são pagos à semana) é um martírio e uma salvação: pagam as contas atrasadas e vão gastar para a seguinte. E desengane-se quem pensa ser fácil fugir à escravatura do cartão de crédito: o sistema está tão ‘bem’ feito que não ter cartão de crédito é **pior** do que ter ‘bad credit’. Por exemplo, se alguém se recusa a usar cartão de crédito, e paga as suas continhas em cash, certinho, quando vai contratar o seguro automóvel obrigatório apanha com um prémio altíssimo. E este não é o único exemplo: aplica-se ao seguro de saúde (indispensável), ao contrato de água, luz, gás, telefone e internet. Aparentemente o credit-score determina as cauções que se é obrigado a pagar.
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Some 5 years ago I contacted my mobile operator (Optimus) and using the bonus points I had i got myself a new telephone. At that time the Siemens S45 seemed a good choice and I was informed that after a 2 year contract I could request the unlocking code for the phone. Now after 5 years I contacted their client support line to request the code as I needed to use the phone in a new operator. The person who answered my request now told me the full sentence:
After the 2 year period you can request the unlocking code IF you pay an additional 75€.
5 years ago there was no information on such a payment. I was tricked.
On top of that to request 75€ for unlocking a phone that was no commercial value is pure madness.
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Alertada por um artigo de uma feed, fui espreitar o Global Notícias. A primeira reacção foi de incredulidade: o jornal é constituído por três pessoas, todas em cargos de chefia à boa maneira portuguesa. Um director de redacção, um director de publicidade e uma coordenadora de marketing.
A redacção do Global Notícias tem, pasme-se, uma pessoa.
Penso para mim própria que deve ser engano, só depois reparando no que é o Global Notícias:

Ah bom, afinal o trabalho é apenas select/copy/paste. Enfim, mais do mesmo.
Fico a pensar o que dirão/sentirão os jornalistas que escreveram as notícias. Sim, os dos media mencionados (para os media mencionados).
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One of my favorite TV series is “My Family“. I have the five series plus the Christmas special episodes, in DVD, and I see them from time to time, in spite of knowing the story of each episode already.
A little time ago I found out that those DVDs are full of DRM. My boyfriend tried to play them in his computer without success.
Now, the 6th and 7th series are available at Amazon.co.uk, but I was strong enough to not buy them. So, minus £27.97, from my money, to BBC

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Since June 2004 I’ve been maintaining the Skype ebuilds in Gentoo and because I pest them with bugs and issues I’ve been asked to join the Closed Beta Program in November 2006.
In the 12th and 13th of September Skype organized the Closed Beta Days 2007. It is an annual event that joins people from the Skype team as well as external developers, beta testers and translators and this year it happened in the beautiful city of Prague. It was a very good opportunity to meet the Skype team, other beta testers and to get a better idea on the future of Skype.
The event was very well organized and the seminars were fast and to the point, covering many areas of interest.
More info on what I saw there and about the future of Skype in Linux? No can do But trust me, Skype’s future in general, and the Linux version in particular, seems very VERY good.
Thanks to Raul and Antoine for organizing this event. Thanks to Marco, Ryan Hunt and Jonathan for the good time. I hope to meet you all next year.
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Olá! Estou a viver uma experiência absolutamente notável: faz amanhã um mês que vim para Pittsburgh trabalhar. O Gustavo pediu-me que deixasse aqui algumas das minhas observações, compromisso que tenho adiado, mas este primeiro mês tem sido de adaptação a uma cultura diferente e sobretudo a um ritmo de trabalho alucinante. Espero a partir de agora poder deixar-vos algumas notas das minhas vivências por cá.
O primeiro aspecto que quero referir é “cuidado com as generalizações”. Temos tendência para dizer que os Americanos são ‘assim’ ou ‘assado’ (p. ex. gordos ou estúpidos…) o que numa sociedade tão variada afinal apenas manifesta ignorância ou má-fé do observador. Por exemplo, visitei há dias um museu que estava cheio de pessoas, novos, velhos, crianças. A um dia de semana. Quem me dera encontrar aquele entusiasmo, aquela percepção de visita interessante e alegre num museu em Portugal. Esta simples observação desmonta qualquer afirmação de que ‘os americanos’ passam a vida em frente da TV, uma generalização muito pouco sólida.
Essa cautela vai-me ser difícil de manter nos posts que se seguem, dado que as observações, embora focando as diferenças, são sempre tendencialmente generalizadoras. Peço-vos, pois, alguma tolerância

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Há duas características, na minha opinião, que devem fazer parte do perfil de um aluno que chega à Universidade: escrever sem erros e ter um espírito crítico e dinâmico. E não há desculpa para elas não existirem. A típica “Não tive bons professores” não funciona: é que um aluno que entra numa Universidade já tem idade para se auto-educar e se auto-ensinar.
Mas o panorama português é muito fraquinho nesta matéria, de forma que quando vejo alunos do primeiro ano a organizar eventos como o Take Off fico deveras contente.
No caso, foi contentamento de pouca dura: os tais alunos que pareciam tão inovadores e dinâmicos, acabaram por mostrar muito pouco espírito crítico. Falei aqui da questão, em conjunto com o Gustavo. Não publicar algo é não dar conhecimento ao público, publicar algo adulterado é enganar o público. Quando um orador diz “Isso não é verdade” a toda e qualquer intervenção do público, que vá contra o que diz, como fez o sr Vítor Santos da Microsoft Portugal no Take Off, e o público, munido de laptop ligado à wireless lhe prove que é efectivamente assim e depois peça aos organizadores para publicarem o áudio sem “as partes más”, as partes em que o público lhe desmancha o discurso, é mau.
Quando os organizadores acedem, é pior.
Toda esta introdução para dizer que pelos vistos deu frutos: um dos organizadores do Take Off lançou há pouco tempo no seu blog a notícia de ter sido convidado para ser um Microsoft Student Partner. E de ter aceite.
Deve ser-lhe fácil integrar a equipa, já começa no discurso:
Como alguns de vocês já sabem, sou a favor do software proprietário (e também do opensource em certas situações. Sou capaz escrever um post dedicado a este assunto em breve) e a Microsoft desde sempre que tem impulsionado a tecnologia no seu todo e creio que tenho muito a aprender com a empresa.
(bold meu)
Não estou bem a ver onde ou como é que a Microsoft tem impulsionado o opensource, pelo que concluo que este recém MSP já é capaz de fazer um bom discurso “microsoftiano”.
Outro exemplo é:
(…)mas também para contribuir com as minhas ideias para melhorar a relação com os estudantes.
O que nada mais é do que uma técnica de venda: acredito mais na palavra do meu amigo ou do meu colega do que num anúncio. Basicamente a Microsoft entra no mercado através de alunos, pagando-lhes em géneros, a publicidade que lhes vão fazer na faculdade.
É triste ver um aluno agarrar-se a uma empresa como a Microsoft, nem que seja como MSP, em tão tenra idade, no início de uma carreira. A independência no início é o melhor que pode haver para se poder mostrar o que se vale, para se crescer, para se poder ver outras coisas e alargar ao máximo os horizontes.
Mas, principalmente, parece-me muito pouco inteligente.
Que razões levam um aluno da área de informática a aceitar ser MSP?
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Today, because of Victor Domingos, I decided to give another try on Virtual Machines. I saw his post and went to the site.
There is a source tarball platform indepent, but I suppose I needed the development tools from Apple (since it is about 900M and my network connection was pretty full, I did not even check if I could install it on my mac).
But this remmember me about VMware fusion for Mac, so I decided to give a proper try.
First, I must say I almost had gave up of trying to have Linux here. The process of install it to HD (I need windows too) is incredible difficult or at least time-consuming (time that I do not have).
Then I tried Fink and MacPorts. I had problems of stability (many crashes) and exchange things (like copy/paste does not work every time)
Then I tried KDE4 for mac, yes running the app on mac (like kontact without KDE), but it is very unstable and impossible to use.
Then I tried Virtual Machines: Q; Virtual Box; Parallels (only the ones I can think of right now) and I always had problems with them. Keyboard problems (@); Wireless problems; and exchange of files problems, and even installation problems.
Today I installed VMware Fusion for Mac (trial) and installed Kubuntu (
I had both in my hard drive for sometime - someone I do not remmeber the name told me about it at Barcamp - thanks, by the way ) and the thing is at follows:
- My wireless works just fine;
- I installed VMware Tools and I just need to click on a folder or file in mac os x and drag it to the window of Kubuntu - he asks me if I want to move or to copy;
- I copy text on mac and paste it in Kubuntu.
It is a little bit slow, but very “workable” 
I am really surprised! Now, I will try to check how much it costs… :-S
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Sábado. Direcção: Baixa de Lisboa. Brasileira do Chiado. Nenhum lugar vago.

Adiante, rua abaixo. Livros usados, mesmo antes da Bertrand. Seis livros de Maigret e quatro de ficção científica, num saco verde.
Café, ali perto, a preço de turista. E ala para a Cinemateca.

Chá branco com torrada e scones. 19h30: três horas a torcer pelo Agente Nº 326
22h30: regresso a pé, Avenida da Liberdade acima até ao metro do Marquês.
Ah, como gosto dos sábados!
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Este fim de semana fui a Lisboa. Como o Marcos precisava mudar a morada no Bilhete de Identidade, decidimos ir à Loja do Cidadão, que fecha às 15h. Chegámos lá perto das 14h30 e eis que nos deparamos com um aviso a dizer que, porque já tinham sido retiradas muitas senhas, já não havia possibilidade de sermos atendidos.
Apetece dizer “isto só na Administração Pública!”. Ora, se não podem ter pessoas a trabalhar depois das 15h, deveriam ter um horário até às 14h. É que de outra forma, temos de ser nós a adivinhar. Da forma como está, nunca é possível saber a que horas fecha, se lhes dá para o fazer conforme lhes apetece!
Todos somos obrigados a andar com o Bilhete de Identidade, mas quando precisamos mudar a morada, por exemplo, durante sete dias andamos sem identificação, já que o papel que nos é dado não serve de documento identificativo. Isto para além do facto de se ter de pagar 7,05 € para ter algo, que somos obrigados a ter. Eis a discriminação:
Taxa de requisição = 3 €
Taxa de emissão = 3 €
Modelo x = 0.50
Modelo Y = 0.55
Perguntei à senhora a que se referia o valor do Modelo Y (já não me lembro do número), uma vez que só nos foi entregue o Modelo X. Disse-nos ela que era de um papel que só nos iriam entregar quando entregássemos o Modelo X.
Questionada sobre a que se referiam as taxas, saíu-nos com esta “Como agora não podemos cobrar imposto de selo, cobramos taxas”. Excuse me?
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Sometime ago, my macbook pro start to behaving strangely in what concerns windows focus. The problem is described here.
I though it could be Virtue Desktops, and I made a search on MacRumors Forum, founding out that other people think it VD could cause the problem.
Last week, I erase my home thinking I was erasing my external HD (I was able to get my documents from the trash) because of this problem. I did not notice that although the external HD was selected, had lost it’s focus by it ’s own.
Do you have a similar problem? Are you using Virtue Desktops too?
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I opened iTunes today and the “thing” told me that there is an update available and ask me if I wanted to download it, so I said yes. Then I saw the picture above, found it strange and closed iTunes and run the software update.
Yes, I have new software available for my computer. And I know that I have because, last time, I did not make the update for iDVD, iMovie or Garage Band, since I do not use them.
So I have updates available, but where are they?!
Apple updates are straightforward. Not 
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Hong Kong, 1982 - Nascia a Holga. Uma máquina fotográfica barata, de características insanas e efeitos imprevisíveis. Cada uma é diferente da outra, já que as juntas deixam entrar luz de maneiras diferentes. No pack, que comprei há algum tempo, vinha até um rolo de fita adesiva preta 
Agora a Holga ficou verde. Linda, como sempre.
(Em Coimbra, é impossível conseguir rolos para esta máquina, soube há pouco tempo onde os posso comprar em Lisboa. Em breve, colocarei aqui algumas experiências)

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