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Chega-me ao email um pedido do Fórum da Família para assinar uma petição para que os pais casados possam ter benefícios no IRS. Os argumentos que esta associação, organização ou o que seja, dá são que os pais solteiros têm benefícios fiscais que os pais casados não têm, o que configura, dizem eles, uma situação de injustiça.
Os argumentos _não são_ os pais casados precisam de ajuda. Não. Os argumentos são aquele pai solteiro que tem de sustentar uma família está muito mais beneficiado do que um casal que tem de sustentar uma família.

Ou seja, estes senhores acham que uma família que tem DUAS pessoas a receber dois ordenados deve ter os mesmo benefícios que uma família que tem UMA pessoa a receber um ordenado!

E não contentes com isto ainda têm o descaramento (não é exagero) de criarem uma petição que sugere ao Estado não gastar mais dinheiro, mas sim retirar metade dos benefícios dos pais solteiros para dar aos casados!!!
Dizem eles:

Sendo, actualmente, o número de crianças e jovens filhos de pais casados ou viúvos igual a metade do seu número total, isto é, igual ao número de crianças e jovens de pais com outros estados civis, esta questão pode ser resolvida sem qualquer encargo adicional para o Estado, fazendo com que todos os pais, independentemente do seu estado civil, possam deduzir metade do valor actualmente permitido apenas para os pais não casados ou não viúvos

E afirma-se esta associação defensora das famílias! Alguém quer fazer o favor de explicar a estes senhores que um pai + um filho TAMBÉM é uma família?

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No site da Assembleia da República pode ler-se:

ar

Eles acham que o Microsoft Office é gratuito!!! Segue email para o webmaster…

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O debate no parlamento, na semana passada, tem originado várias opiniões. Há duas questões a ter em conta:

1. a publicação dos documentos em formatos livres, que, na minha opinião, nem devia estar em discussão. É indefensável a publicação em formatos fechados que podem trancar, em algumas décadas, os documentos.

2. a utilização de software livre na Administração Pública.

É neste segundo ponto que as opiniões se dividem, lançando muitas pessoas mão do argumento da liberdade de escolha. Esquecem-se porventura que a liberdade de escolha, como qualquer liberdade, acaba onde começa a liberdade dos outros.
Os deputados ou os funcionários da administração pública devem ter a liberdade de escolher o seu sistema operativo ou computador? Devem poder escolher entre Windows, Mac OS X ou Linux (ou…) ?

A resposta é obviamente não. O uso de software proprietário só deve ser equacionado quando não existem alternativas livres. Porque há-de a Administração Pública gastar dinheiro (e não deve ser assim tão pouco como isso) em software proprietário e formação para esse mesmo software proprietário, quando tem alternativas livres que produzem os mesmos resultados com a mesma qualidade?

E desengane-se quem acha que isto não é liberdade de escolha: estamos a falar de dinheiro público. A possibilidade de um deputado escolher um computador topo de gama com software proprietário acaba no exacto momento em existam alternativas livres gratuitas que produzem os mesmo resultados com a mesma qualidade no mesmo tempo. Acaba exactamente onde começa a liberdade que a população tem de ver o seu dinheiro a ser gasto em coisas mais úteis. Porque há-de um deputado ter a liberdade de escolher um sistema operativo ou software caríssimo só por ser mais “giro” ou ter mais “eye candy”? Já agora mostrem-lhes todo o “eye candy” possível em Linux, pode ser que os convençam :-P

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O Conselho de Ministros aprovou ontem uma proposta de lei a ser submetida à aprovação pela Assembleia da República, que estabelece,

a obrigação de os fornecedores de serviços de comunicações electrónicas publicamente disponíveis ou de uma rede pública de comunicações conservarem, durante um ano, dados de tráfego e dados de localização relativos a essa comunicações, bem como dados conexos necessários para identificar o assinante ou utilizador.

Na Directiva 2006/24/CE, pode ler-se, no ponto 8:

Na sua Declaração de 25 de Março de 2004 sobre a luta contra o terrorismo, o Conselho Europeu encarregou o Conselho de proceder à análise de propostas relativas ao estabelecimento de regras sobre a conservação de dados de tráfego das comunicações pelos prestadores de serviços.

Leis semelhantes a estas (algumas bem piores, diga-se) foram aprovadas nos EUA, após o 11 de Setembro, levando ao encerramento de muitos Talkers, já que os autores se recusaram a manter dados sobre os utilizadores.

Mais uma lei que, a ser aprovada, irá permitir mais uma forma de controlo sobre a sociedade. É muito fácil para os governantes incutirem medos na população, neste caso, basta mencionar o vocábulo terrorismo.
E fazendo uso dos medos das pessoas lá vão arranjando leis que permitam controlar as populações…

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Foi ontem. Foi ontem que vi, acho que pela primeira vez, um jornal justificar uma notícia, na própria notícia.
A mim, sempre me ensinaram que se preciso de justificar uma notícia ou um trabalho, é porque ele está fraquinho. Quando o trabalho é bom, ele justifica-se por si próprio.
Ora, já sabíamos que a blogosfera dava cartas ao jornalismo português. E confirma-se: a cabeça da reportagem do destaque de ontem do Público começava com “É um dos temas do momento na blogosfera” e a Nota da Direcção Editorial começava também com “Há cerca de um mês que se avolumaram, na blogosfera, referências múltiplas, algumas delas entretanto reproduzidas em jornais ou citadas nas rádios…”
Pois o Público, justificou com esta Nota da Direcção Editorial, o trabalho do seu jornalista: o Público queria acabar com os boatos. Sim, que aquele jornal de referência não usa o critério do curriculum académico para avaliar um político. É por isso que agora durmo muito mais descansada, por saber que existe um jornal português que coloca entre os seus objectivos acabar com os boatos e, principalmente, que mo faz saber. Também fico muito, muito contente por o Público me dizer que aquela investigação já serviu para alguma coisa: corrigir a biografia do sr. primeiro-ministro no site oficial.

Pois, não fosse dar-se o caso dos leitores não perceberem como é boa e importante aquela reportagem!

Se bem que, depois de ler, a seguir, a nota do sr. primeiro-ministro ao Público, fiquei foi com a sensação que a tal nota da Direcção Editorial mais parecia uma resposta ao descontentamento daquele.

Quem faz jornalismo ou quem faz investigação científica sabe que é muito duro andar uns dias, como parece que foi o caso do primeiro, ou uns anos como muitas vezes é o caso do segundo, a fazer investigação, para concluir que afinal não temos aquela grande história ou aquela grande descoberta, que nos permite escrever uma notícia ou um artigo científico de várias páginas. No caso da investigação científica, muitas vezes, é importante ainda assim fazê-lo, no caso do jornalismo é pior: não há meio termo. Ou é notícia ou não é.

Da reportagem, também não ficamos a saber nada de muito concreto, nem sequer mata os tais boatos: o processo da licenciatura na Universidade Independente tem falhas, há documentos não assinados, sem data nem carimbo e elementos contraditórios.

Na posse desta informações, teria sido muito mais interessante fazer uma reportagem sobre a forma como as Universidades fazem o registo dos processos dos alunos. Quem não conhece gente que coloca no seu curriculum vitae uma ou outra pós-graduação que efectivamente não tem?

Sim, é importante saber se um primeiro-ministro agiu sempre de “forma limpa, clara e legal”, mas não são precisas quatro páginas de destaque para isso. Quatro páginas de destaque seriam precisas, se efectivamente se se confirmassem os boatos.

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…mas só até aparecer uma velha.

É sempre assim: depois de uma eleições ou um referendo continua a desorientação.

A abstenção não é nenhum sinal ao Governo nem à matéria em discussão. A abstenção só diz uma coisa: “não quero saber, nem quero que me perguntem”.

As pessoas que concordam com as eleições ou referendos, mas não concordam com nenhuma das possibilidades de voto dão-se ao trabalho de ir votar e votam em branco, isso sim é um sinal.

Uma pessoa que não vai votar, sem justificação, está apenas a dizer que não quer saber do direito de voto.

E há cerca de 56,39% nestas condições…

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Nota prévia: Nesta casa, escrevem quatro pessoas. Cada post é assinado pelo seu autor e as opiniões nele expostas são apenas da responsabilidade de quem os assina. Este post é assinado por Paula Simões.

Soube há pouco tempo, pela embaixada portuguesa em Helsínquia, que não posso votar no referendo sobre a alteração à lei da Interrupção Voluntária da Gravidez.
Disse-me, num tom triste, o simpático senhor que me atendeu, que muitas pessoas já haviam ligado antes para saber como proceder.
Parece que a lei dos referendos portuguesa é muito restritiva: só podem votar cidadãos portugueses que estejam em território nacional, no dia do voto.
Há uma excepção, denominada voto antecipado, para militares, forças armadas, ferroviários e camionistas, que podem pedir o voto antecipado se souberem que vão estar fora do país no dia da votação. Mas se no dia do voto antecipado não puderem estar em Portugal, não podem votar na mesma.

Ainda me lembrei de apanhar um voo, mas é-me impossível.
Não concordo com o referendo à lei sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez. A lei já devia ter sido aprovada há muito tempo. Mas se pudesse ir votar, iria votar sim.
Quem me conhece sabe que tento ver sempre o(s) outro(s) lado(s) da história e, mesmo não concordando, aceitá-los como uma opinião legítima.
Neste caso, não há outro lado da história.
Por essa web fora tenho lido dos argumentos mais abjectos utilizados em defesa do não.
Analisemos alguns:

- O argumento do direito à vida

Este é talvez dos mais falaciosos argumentos que existe. Quem defende o não com este argumento não está a defender o direito à vida. Está a defender o direito a algumas vidas, àquelas que eles, que votam não, decidiram que tinham direito a ela.

Analisemos este ponto. Votar não, significa que querem manter a lei como está. Todos concordarão que se a lei se mantiver, a situação irá manter-se.

Não? Sim. Esta lei não tem funções de lei. As sanções que as leis impõem não servem para castigar, per se. As sanções servem para dissuadir comportamentos. E esta não está a dissuadir comportamentos. Quem pode, faz um aborto fora do país, quem não pode fá-lo arriscado-se a graves complicações de saúde e até a morrer. Não me parece que uma mulher que faz uma acção correndo estes últimos riscos possa vir a ser dissuadida de o fazer por poder ir parar a tribunal…

Pelo que, dizia eu, a situação vai manter-se: vamos continuar a ter mulheres que abortam e vamos continuar a ter mulheres que morrem por fazê-lo.

Se a lei for aprovada, as mulheres vão poder dirigir-se a um hospital, onde vão ser recebidas e acompanhadas.

Cada vez que alguém, que vai votar não, começa a falar comigo e a argumentar que é uma questão do direito à vida, só lhe pergunto o que pensa nos casos de violação, por exemplo. Façam o teste, a maior parte dos votantes do não, responder-vos-á que nesse caso já se pode… (previsto inclusive na lei que eles querem manter, veja-se)
Talvez para essas pessoas a vida fruto de uma violação não tenha tanto direito como as outras em causa neste referendo…

É por isso que não compreendo nem aceito que a criação de uma lei do meu país possa depender de pessoas que se acham no direito de decidir quem pode ou não viver.

- o argumento do pai

Começo já por dizer que conheço homens que são e que darão pais extremosos e carinhosos, mas também penso que não há muitas dúvidas que uma fatia significativa dos abortos que se realizam se devem ao facto do “pai”, à vista de uma gravidez, desaparecer por artes mágicas…

É por isso que não compreendo nem aceito que a criação de uma lei do meu país possa depender da existência num boletim de voto de um pai, cujo “desaparecimento” voluntário pode estar na causa de um aborto.

- o argumento da religião

Neste não há muitas dúvidas.

Não compreendo nem aceito que a criação de uma lei do meu país, Estado de Direito e Laico, possa depender de crenças religiosas. E considero grave que um Governo sabendo disto, o permita.

- o argumento dos números

Tendo em conta que o aborto é ilegal em Portugal, não existem números. Dizer que os números vão aumentar (ou diminuir) é desonesto.

É por isso que não compreendo nem aceito que a criação de uma lei do meu país possa depender de um argumento sem qualquer fundamentação.

Podia continuar. Há muitas coisas que não compreendo e não aceito e tudo bem espremido resume-se muito bem num princípio democrático, atropelado e repudiado pelos votantes do não.
É execrável que lhes seja dada essa possibilidade.

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In the last few days I have managed to spend some time (not as much as I would like) sitting and thinking about the last 10 years of linux. It was in the beggining of the 1995 summer that i first saw a Unix system (before that I was a TOS user) . The beggining of my relation was a bit hard. I had to use a VT220 terminal to connect to a AIX machine so I always tought that it was a step back from my GEM box. Shure i knew that some 40 persons where using it, but it was 80×24 characters…..
After some months I got the oprtunity to work with a DEC3000 workstation with a HUGE 21″ monitor…. I had netscape, a word processor and a spreadsheet. I was hooked!!! Shure I had the same in the Atari but could only run one App at a time. There was windows 95…. but you could just stare at the box and it would crash on it’s own.
I got mysqlf a second hand 486 and installed Slackware. Time went on and there came RedHat, Mandrake, Debian, FreeBSD, Debian again….. And then one happy day I heard that there was a Linux distro with a Ports like system…. I just HAD to install it.

I used it, abused it and gave my first help to the Gentoo world after that some more helps here and there untill becoming a full member of the Gentoo comunity.

In the last months I have not helped alot. Life is like that, tends to get all your time. But summer is coming… and with summer… bug closing season is open :)

But why am I writting this? What is the big message? The message is a word about the future. Linux is here. Linux isn’t just kicking…. It is a huge explosion. It is so big that we that are making the revolution dont even get a grasp of it.

This is a word to all that make free applications for linux, that help users, those that spread the word:
“We will help shape the world of tomorow.”

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“Claro que, por princípio, as eleições são boas, e no caso em concreto até já foram validadas. Mas o que fazer quando ganham os maus?”

George W. Bush, sobre a vitória do Hamas nas eleições palestinianas, 26-01-2006

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“Con chi non ha nulla da perdere, non si vince mai”

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Mr. Toni Blaire wants to push a European Law that stats that ISP’s must keep logs of e-mails sent/received for an indeterminated amount of time.
Just for the fun i went to see for how long i keept logs of received/sent mails and it is 52 weeks!!! I’m going to change that right away….

(back)

Now it is only 2 months. No need to keep data that can only be used against me in aways I cannot even imagine.
As someone said “They are fanatics, they are not stupid.” they will find ways around the limitations and we will only loose our privacy.
There are countless ways to do private conversation if one really wants to hide the information from others. But ordinary people will not bother, and those are the ones that will be hurt.

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Quanto estiverem indecisos sobre em quem votar, talvez isto dê uma ajuda:

http://www.self-gov.org/quiz.html

Eu cá, parece que sou centrista (já li coisas mais insultuosas):

“CENTRISTS espouse a “middle ground” regarding government
control of the economy and personal behavior. Depending on
the issue, they sometimes favor government intervention
and sometimes support individual freedom of choice.
Centrists pride themselves on keeping an open mind,
tend to oppose “political extremes,” and emphasize what
they describe as “practical” solutions to problems.”

P.S.: “repeal” quer dizer revogar/anular.

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“[...]I say to you today, my friends, that in spite of the difficulties and frustrations of the moment, I still have a dream. It is a dream deeply rooted in the American dream.

I have a dream that one day this nation will rise up and live out the true meaning of its creed: “We hold these truths to be self-evident: that all men are created equal.” I have a dream that one day on the red hills of Georgia the sons of former slaves and the sons of former slaveowners will be able to sit down together at a table of brotherhood. I have a dream that one day even the state of Mississippi, a desert state, sweltering with the heat of injustice and oppression, will be transformed into an oasis of freedom and justice. I have a dream that my four children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character. I have a dream today.[...] ”

O discurso completo em http://www.mecca.org/~crights/dream.html

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Toda a gente anda a falar sobre o tema. Por isso acho que tambem devemos aqui falar, bem vistas as coisas somos carneirinhos como toda a outra gente. Ou talvez não sejamos, e por isso não falamos :)

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