Archive for the “Jornalismo” Category


Alertada por um artigo de uma feed, fui espreitar o Global Notícias. A primeira reacção foi de incredulidade: o jornal é constituído por três pessoas, todas em cargos de chefia à boa maneira portuguesa. Um director de redacção, um director de publicidade e uma coordenadora de marketing.
A redacção do Global Notícias tem, pasme-se, uma pessoa.
Penso para mim própria que deve ser engano, só depois reparando no que é o Global Notícias:

globalnoticias

Ah bom, afinal o trabalho é apenas select/copy/paste. Enfim, mais do mesmo.
Fico a pensar o que dirão/sentirão os jornalistas que escreveram as notícias. Sim, os dos media mencionados (para os media mencionados).

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O que eu gostava de saber é como é que é possível a Universidade de Lisboa [link em baixo] colocar como requisito profissional para o cargo de Tecnico Superior Relacoes Publicas Publicidade Principal, ser o candidato Titular do cartão de jornalista emitido pela Comissão da Carteira Profissional de jornalista nos termos do Decreto-Lei n.º 305/97, de 11 de Novembro.

E eu ainda a pensar que os jornalistas que fazem publicidade ou assessoria de imprensa teriam de entregar a carteira… Curioso é também a remuneração (por volta dos 2000 euros contra os 1000 normalmente dados à categoria de técnico superior…)

No site da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista pode ler-se, no artigo 3:

6 - Os titulares da carteira profissional estão sujeitos ao regime de incompatibilidades previsto no Estatuto do Jornalista.

E no Estatuto do Jornalista pode ler-se, no Capítulo 1, Artigo 3º:

1 - O exercício da profissão de jornalista é incompatível com o desempenho de:

* a) Funções de angariação, concepção ou apresentação de mensagens publicitárias;
* b) Funções remuneradas de marketing, relações públicas, assessoria de imprensa e consultoria em comunicação ou imagem, bem como de orientação e execução de estratégias comerciais;

Seria interessante saber a opinião do Sindicato dos Jornalistas

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Quando um jornal de referência sente necessidade de justificar uma notícia, nas próprias páginas em que a notícia sai, facilmente se intui que a coisa pode correr mal.

Há dois dias atrás, altura em que o Público colocava no seu site perguntas a que o primeiro ministro deveria responder, estive para escrever um post interrogando-me se o objectivo era dizer ao leitor o que ele, leitor, deveria questionar; se seria um recado ou TPC para o primeiro ministro ou se seria um “olhem, olhem nós perguntámos, ele é que não respondeu!”.
Decidi, no entanto, não publicar esse post.

Agora, depois da entrevista de ontem, apetece-me falar disto.

Depois da entrevista, o director do Público, já veio dizer que uma das coisas que não foi explicada foi o facto do primeiro ministro decidir fazer transferência do ISEL para a UnI. O facto de o ISEL dar um grau que equivale a uma licenciatura e a UnI dar o grau de licenciatura parece-me bastante aceitável, mas talvez o director do Público não tenha ouvido essa parte?
Foi ainda mencionado o facto de no ISEL, o aluno ter de fazer 12 cadeiras e na UnI apenas 5, mas o aluno já tinha feito 10 cadeiras no ISEL, quando pediu transferência para a UnI, pelo que me parece lógico que tenha havido equivalências e na UnI, o aluno fazer menos cadeiras…

Outra questão que me parece assaz absurda é o facto de haver uma acusação de existirem pressões sobre os jornalistas.
Uma coisa é um jornalista ser ameaçado, ainda que veladamente, outra é ser pressionado e sejamos correctos: os jornalistas estão constantemente a ser pressionados, faz parte da profissão, todos os dias em todas as notícias. Fontes a telefonarem a jornalistas, sem um primeiro contacto deste (que nem foi o caso) é regular e ainda vos digo que é assim que muitos jornalistas arranjam boas histórias.
O jornalista ouve as opiniões e decide em consciência. Quem não consegue lidar com pressões, tem bom remédio: há para aí muitas outras profissões para além do jornalismo.

Não simpatizo com o primeiro ministro ou com a política subjacente, mas neste caso, considero grave que sejam feitas acusações, sem provas, derivadas de um post num blog qualquer, com o destaque que se deu.

Está a acontecer com a blogosfera o que acontecia com os barricados, há uns anos atrás. As televisões tiveram de fazer um acordo de não darem notícias sobre pessoas barricadas porque as pessoas começavam a usar esse expediente para resolverem os seus problemas.
Antigamente, uma pessoa barricava-se num centro comercial, agora uma pessoa escreve num blog. E a comunicação social fomenta… e vai continuar a fomentar, que os jornais já fizeram notar que vão continuar a investigar, hmm…, investigar qualquer coisa…

A comunicação social criou um acontecimento (e eu que pensava que os pseudo-acontecimentos eram criados por assessores de imprensa…) e prestou um mau serviço ao país: enquanto se discutem certificados de habilitações, não se discutem problemas, esses sim, verdadeiramente importantes para o país.

“Dou-te um pontapé no joelho, para não te lembrares da dor de dentes” - Normalmente, isto é feito pelos políticos, quando querem desviar a atenção de algo. Quando é a comunicação social a fazê-lo, é sinal de que as coisas vão muito mal por este país… mas isso já todos sabemos, não é?

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Foi ontem. Foi ontem que vi, acho que pela primeira vez, um jornal justificar uma notícia, na própria notícia.
A mim, sempre me ensinaram que se preciso de justificar uma notícia ou um trabalho, é porque ele está fraquinho. Quando o trabalho é bom, ele justifica-se por si próprio.
Ora, já sabíamos que a blogosfera dava cartas ao jornalismo português. E confirma-se: a cabeça da reportagem do destaque de ontem do Público começava com “É um dos temas do momento na blogosfera” e a Nota da Direcção Editorial começava também com “Há cerca de um mês que se avolumaram, na blogosfera, referências múltiplas, algumas delas entretanto reproduzidas em jornais ou citadas nas rádios…”
Pois o Público, justificou com esta Nota da Direcção Editorial, o trabalho do seu jornalista: o Público queria acabar com os boatos. Sim, que aquele jornal de referência não usa o critério do curriculum académico para avaliar um político. É por isso que agora durmo muito mais descansada, por saber que existe um jornal português que coloca entre os seus objectivos acabar com os boatos e, principalmente, que mo faz saber. Também fico muito, muito contente por o Público me dizer que aquela investigação já serviu para alguma coisa: corrigir a biografia do sr. primeiro-ministro no site oficial.

Pois, não fosse dar-se o caso dos leitores não perceberem como é boa e importante aquela reportagem!

Se bem que, depois de ler, a seguir, a nota do sr. primeiro-ministro ao Público, fiquei foi com a sensação que a tal nota da Direcção Editorial mais parecia uma resposta ao descontentamento daquele.

Quem faz jornalismo ou quem faz investigação científica sabe que é muito duro andar uns dias, como parece que foi o caso do primeiro, ou uns anos como muitas vezes é o caso do segundo, a fazer investigação, para concluir que afinal não temos aquela grande história ou aquela grande descoberta, que nos permite escrever uma notícia ou um artigo científico de várias páginas. No caso da investigação científica, muitas vezes, é importante ainda assim fazê-lo, no caso do jornalismo é pior: não há meio termo. Ou é notícia ou não é.

Da reportagem, também não ficamos a saber nada de muito concreto, nem sequer mata os tais boatos: o processo da licenciatura na Universidade Independente tem falhas, há documentos não assinados, sem data nem carimbo e elementos contraditórios.

Na posse desta informações, teria sido muito mais interessante fazer uma reportagem sobre a forma como as Universidades fazem o registo dos processos dos alunos. Quem não conhece gente que coloca no seu curriculum vitae uma ou outra pós-graduação que efectivamente não tem?

Sim, é importante saber se um primeiro-ministro agiu sempre de “forma limpa, clara e legal”, mas não são precisas quatro páginas de destaque para isso. Quatro páginas de destaque seriam precisas, se efectivamente se se confirmassem os boatos.

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A edição de hoje do Público pode ser lida hoje, gratuitamente, em pdf.

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+ Soube há pouco tempo do suplemento Ípsilon, do Público. Vejo no site, hoje, um trabalho sobre o meu querido Alexandre O’Neill. Aqui podem ver um trabalho multimédia e em cima é possível fazer o download da edição.

- No dia 14, eram os beijos no YouTube, hoje são as gargalhadas no YouTube. Vocês que estão aí mais perto: o Público fez alguma parceria com o YouTube que me tivesse escapado ou quê?

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Porque é que no site da Visão, primeira página,
no Firefox, não consigo entrar em nenhuma secção?
no Safari e no Flock, consigo entrar nas secções Portugal e Mundo, mas não nas outras?
Não é lá muito agradável, ter de clicar num dos links ao lado para poder aceder às secções em cima…

player rcp

Porque é que mesmo com o plugin do WMP instalado não consigo ouvir a emissão do Rádio Clube Português, embora os botões de play, stop e volume se alterem à passagem do rato, mas não obdeçam aos cliques?

fire fox

Porque é que no site do RCP, eles escrevem uma vez Firefox e outra vez Fire Fox?

forum expresso

Porque é que o Expresso tem um forum com a pergunta Com quem devia ficar a criança? E que raio têm eles ou nós a ver com isso?

concurso

Entusiasta? De parabéns? Agora o Expresso faz concursos ou passatempos sobre as cheias em Portugal?

6 horas da manhã… deve ser disso…

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Foi hoje embora. Escrevi nesta casa sobre ele. Para além dos livros, lembro uma reportagem, num livro da Granta, sobre futebol. E de uma entrevista que rasgaram de um jornal e me deram, por saberem que gostava tanto dele. E que ainda guardo. Foi hoje embora. Era repórter. Daqueles a sério.

Kapuscinski

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Foi este cavalheiro que me chamou a atenção para a questão que pulula por aí, em blogs e jornais, sobre o romance histórico de Miguel Sousa Tavares.

A resposta de MST, transcrita aqui, tem uma frase tão verdadeira como crucial para o exercício do jornalismo.

Debalde, tentei explicar ao enxame de jornalistas que imediatamente me caiu em cima que o simples facto de darem eco àquele blogue anónimo, sem verificarem previamente o fundamento da acusação gravíssima que me era feita, equivalia a transformar uma mentira privada, ditada pelo despeito e inveja, numa calúnia produzida à vista de milhares.

O problema não está só nos blogs, está também nos media.
Todos sabemos que os media criam acontecimentos. Também sabemos que a escolha que os media fazem entre os factos que ocorrem elevam esses factos à categoria de acontecimentos.
Há um filme, penso que se chama “The paper”, em que uma redacção discute o título a dar na primeira página. Há uns putos, suspeitos de cometerem um crime, e um dos jornalistas diz que se podia colocar a foto dos putos com o título “Apanhados”. Outro jornalista chama a atenção para o facto de não se ter a certeza de terem sido os putos. Ao que o primeiro responde: “Não faz mal, sujamo-los hoje, limpamo-los amanhã”
O problema é que as pessoas que compram hoje o jornal podem não comprá-lo amanhã, o problema é que mesmo que o comprem as pessoas tendem a acreditar na culpabilidade muito facilmente, mas dificilmente na inocência.

Há uns tempos atrás, ouvi no Clube de Jornalistas, uma jornalista, da velha guarda, dizer que antigamente os jornalistas escreviam o que sabiam, diziam “eu sei que…” e que hoje, os jornalistas dizem o que as personagens das histórias dizem, dizem “Fulano disse que…”.

O jornalismo hoje está cheio de pés de microfone, os jornais enchem-se de aspas. Penso que era Gaye Tuchman, que chamava a atenção para este fenómeno: os jornalistas passaram a usar as aspas, não como como prova do que sabem, mas como protecção. Podem meter no jornal as maiores barbaridades, desde que arranjem alguém que as diga e acham até que nem precisam de as confirmar, pois se lhes disserem alguma coisa, passam logo a retorquir “está entre aspas, não fui eu que disse!”, e é esta desresponsabilização dos jornalistas, que faz o jornalismozeco que temos hoje, o jornalismozeco do diz-que-disse.
Porque, sejamos claros, para gravar o que uma pessoa diz, gravar o que a oponente diz e transcrever no jornal não é preciso andar a estudar quatro ou cinco anos. Qualquer um faz. Aliás, qualquer gravador ou qualquer microfone faz.

Cada vez mais temos licenciados em jornalismo. Há não muitos anos, havia jornalistas com a 4ª classe, hoje têm licenciaturas e mestrados. Ao mesmo tempo que o estudo aumenta, a qualidade do jornalismo parece diminuir. E esta cambada não percebe que não tem o direito de destruir a carreira de uma pessoa só porque um anónimo qualquer se lembra de lançar um boato. Que nenhum jornalista se deu ao trabalho de confirmar.

Quem se deve estar a rir desta atitude patética dos jornalistas deve ser o tal anónimo. E até eu me ria, não fosse estarmos a falar de uma difamação execrável que o jornalismo de hoje empolou e contribuiu para manchar uma carreira profissional de uma pessoa.

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Envolvido pelas temperaturas negativas e tendo o fumo do cigarro, uma árvore e um candeeiro por companhia, costumava dar por si a pensar que de um momento para o outro tudo se pode desmoronar. Parecia-lhe tudo tão efémero. A qualquer momento, poderiam concretizar-se os piores receios, os mais terríficos medos, que guardava dentro de si.
Costumava conseguir parar o crescendo de ansiedade, dizendo para si próprio muito baixinho “podem prender-te o corpo, mas não te podem prender o cérebro”.
Lembrava-se de alguém que lhe tinha dito uma vez que não podemos depender de ninguém, nem família, nem amigos. Que só podemos contar connosco para ir à luta. E sentiu-se ainda mais só.

Fica aqui a música para ouvir e a letra para cantar. Ah e os goodies também: por $0.45 podem ter as três versões desta música.

Percebi há pouco tempo que já não posso utilizar o visa no allofmp3, porque as companhias de cartões de crédito não têm bem a certeza se o site é legal (ah pois e eu nasci ontem!)

Há uma outra forma de pagamento que consiste em em comprar um pin-code através do alltunes, mas eu baralhei-me a meio do processo e tenho de ver aquilo com mais calma.

E já que estou a falar disto, aproveito para questionar que sol de jornalista mete um título destes (”‘Pirate’ Web Site Offers Music for Free“) num jornal? Custava muito ao jornalista ir às FAQ e verificar se o que eles dizem sobre a lei russa é verdade ou não? Se a empresa é russa, se a lei russa permite a actividade da empresa, não há pirataria. E não me venham dizer que o “pirate” está entre aspas, que no jornalismo, não há nada melhor do que as aspas para sacudir a água do capote.

Ain`t Got No, I Got Life - Nina Simone

[Acabei de descobrir, se bem que ainda não sei como se faz, que algo que está em flash pode ser sacado, por isso a solução passou por retirar a música. De qualquer forma não há problema, pois podem ouvir um trecho e ter o original, de forma legal, por $0.11]

Ain’t got no home, ain’t got no shoes
Ain’t got no money, ain’t got no class
Ain’t got no skirts ain’t got no sweater
Ain’t got no perfume ain’t got no bed
Ain’t got no mind

Ain’t got no mother, ain’t got no culture
Ain’t got no friends, ain’t got no schooling
Ain’t got no love, ain’t got no name
Ain’t got no ticket, ain’t got no token
Ain’t got no god

what have i got
why am i alive anyway
yeah, what have i got
nobody can take it away

I got my hair, I got my head
I got my brains, I got my ears
I got my eyes, I got my nose
I got my mouth, I got my smile

I got my tongue, I got my chin
I got my neck, I got my boobs
I got my heart, I got my soul
I got my back, I got my sex

I got my arms, I got my hands
I got my fingers, Got my legs
I got my feet, I got my toes
I got my liver, Got my blood

I’ve got life , I got my freedom
i got my life
I’ve got life,
and i’m gonna keep it
I’ve got life,
and no body’s gonna take it away,
I’ve got life

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«Une image d’horreur: il y a un pied dans la porte.
Et c’est le mien.
Je suis parti ‘tenter de comprendre’ un infanticide, ou bien une affaire de professeur trucidé par un élève en plein cours, je ne me souviens plus très bien. Ma vieille amie Urgence, cette fois encore, est du voyage, et l´heure du bouclage, comme d´habitude, approche. Je rassemble les éléments d’enquête. J’arrive hors d’haleine chez des voisins de la victime, bouleversés. Ces pauvres gens n’ont qu’un désir : qu’on les laisse seuls avec leur chagrin. Mais leur témoignage m’est nécessaire. Je sonne. Un homme a entrouvert la porte, il va la refermer, éjecter l’intrus. Alors un pied se glisse dans cette porte pour la maintenir ouverte, pour qu’ils crachent tout de même les trois phrases qui me feront un beau reportage bien saignant, bien humaine, bien bouleversant, et ce pied, c’est le mien. C’est mon pied, là, dans la porte de ces gens foudroyés par le malheur.
Cela a duré une demi-seconde, et j’ai vite retiré le pied coupable, mais je l’ai fait, moi, j’ai glissé mon pied dans la porte des infortunés, j’ai osé.
Je ne le referai jamais plus mais je l’ai fait une fois, j’ai rejoint la cohorte des barbares, de ceux qui font brûler les voitures dans les banlieues pour avoir de belles photos, de ceux qui placent des nounours sur la tombe des enfants morts pour avoir de belles photos, de ceux qui envoient leurs micros dans le nez des gens que les gendarmes emmènent, je suis de cette bande-là, des chacals et des obscènes, ce que j’ai fait ne vaut pas mieux, j’ai mis un pied dans la porte (…)
Je suis un charognard, un chacal. Je ne oublierai jamais.
(…)pour comprendre ce métier, je crois qu’il faut avoir connu la tentation du pied dans la porte. Il faut avoir senti l’odeur si particulière de la mort. Il faut avoir été, dans une vie antérieure, un chacal. »

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Há certas expressões que, qualquer que seja o contexto, doem sempre muito.

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Os entrevistados dão cabo de mim. Decididamente.

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Decorreu ontem no auditorio do Aparte-Hotel MiraVillas (Mira) uma série de apresentações sobre Linux. Com organização da Associação da Incubadora do Beira Atlântico Parque as apresentações foram desde as visões de Futuro do Prof Paulo Trezentos a exemplos de como utilizar verificações incorrectas de tamanhos de BUffers para executar código malicioso ( alguem se lembra de Smashing The Stack For Fun And Profit ? ), a listagem completa pode ser lida aqui .
O admin de serviço aqui no Blog ( este vosso WebSlave ) esteve presente a fazer uma apresentação sobre….. Gentoo :)
Penso que a minha apresentação correu bem apesar de algum nervoso miudinho, mas quem assistiu parece que gostou. A organização estava excelente ( os meus parabêns a todos os que contribuiram para a realização do evento ) e depois de um belo jantar gostei bastante das duas horitas que estive na conversa com o Prof Paulo Trezentos.

Espero que para o ano que vem se repita.

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Recuperar o lápis azul na última facada no jornalismo é um ultraje àqueles que passaram noites na ‘gesta pequenina de redigir notícias’ para fazerem passar informação pela censura.
Foi buscar, o independente, um dos pais do código penal para dizer que “não é crime” reproduzir o conteúdo das cassetes…
tenho dúvidas, mas mesmo que não seja crime, é ética e moralmente reprovável. o facto de outros cometerem erros, não me dá o direito de também cometer erros
reproduzir uma conversa, da qual surgiram antes dúvidas quanto à sua veracidade é muito diferente de fazer o relato dessas conversas (caso o interesse público o justifique), onde podemos fazer uso de expressões que digam ao leitor que não temos a certeza da veracidade do texto, como “alegadamente”, ou “a pessoa X diz que…, mas a pessoa Y, discorda, argumentando que…” etc, etc
tudo isto é execrável

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“La ética no es una condición ocasional, sino que debe
acompañar siempre al periodismo como el zumbido al moscardón”

Gabriel García Márquez

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Os jornais de futebol também são jornais de notícias importantes.
Nos jornais, ditos de referência, como o PÚBLICO, o DN e o Expresso, esperamos que as notícias sejam sempre confirmadas. Quanto ao DN e ao Expresso, não conheço as redacções, mas no PÚBLICO as informações são sempre confirmadas. Mesmo que o jornalista tenha uma informação que foi dada em off, ele deve procurar outras pessoas que possam saber e fazer o cruzamento de fontes. Outra questão importante é quando o jornalista tem uma ‘cacha’, mesmo tendo toda a confirmação, o jornalista, no fim de reunir a informação deve contactar a ou as pessoas visadas para fazer aquilo a que se chama o contraditório, dando ao ou aos visados a hipótese de se defenderem do que lhes é imputado.
Embora continue a achar que o PÚBLICO é o melhor diário que temos, tenho de admitir que também este jornal não está imaculado. Há algum tempo atrás, saíu na comunicação social a informação de que o director do jornal teria ‘censurado’ uma notícia de um jornalista sobra a ex-Ministra das Finanças. Na altura, a Ana Sá Lopes (que participa no blog Glória Fácil), editora da secção nacional, na redacção de Lisboa, demitiu-se, levando o Conselho de Redacção a pedir também a demissão, em solidariedade para com a decisão da editora. Quero acreditar que este foi um caso isolado e uma decisão exclusiva do director, cujas opiniões não são partilhadas pela maioria dos jornalistas, felizmente.

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Sexta-feira 13 foi um dia negro para o jornalismo. Duplamente negro. O Independente decidiu publicar gravações de conversas de um colega (ainda que não do mesmo órgão) com as suas fontes, mesmo depois do jornalista ter enviado às redacções uma carta que não autorizava a publicação das gravações alegadamente roubadas. (ainda não se percebeu muito bem como foi possível roubar “mais de 50 horas de gravações” em cassete ou como, segundo alguma comunicação social, foi possível roubar essas mais de 50 horas de gravações, fazer uma cópia, e devolver de novo)
Duplamente negro, porque nos vimos confrontados com as gargalhadas de Sara Pina, hoje assessora de Souto de Moura, Procurador Geral da República.
Sara Pina foi jornalista e é autora do livro “A Deontologia do Jornalistas Portugueses” editado pela MinervaCoimbra. Não há estudante de Comunicação Social ou Jornalismo que não lhe conheça as páginas. Para quem ama a profissão, é um livro que se devora com gosto. Depois fica-se a saber que, afinal, a jornalista que o escreveu já não é jornalista: passou para o outro lado, é assessora. E como se não bastasse isso, descobre-se agora que é uma ‘excelente’ assessora, que passa informação aos “colegas jornalistas” (quando trabalhei na profissão sempre me repugnou este tratamento que os demais assessores me davam, como me repugnou as íntimas relações entre assessores e jornalistas)
É o abraço traiçoeiro. “Ao dar-te informação, fico a saber o que tu sabes”.
Depois há a questão do off: se me dizem algo em off, como poderei saber se é verdade? Quando um jornalista dá um off (que hoje mais parece regra do que excepção) fica completamente desprotegido. A fonte, se tiver confiança no jornalista, poderá dizer-lhe qualquer coisa, poderá veicular qualquer informação que lhe interesse…

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No jornal da SIC, dizia-se que o jogador norueguês estava contratado pelo Benfica.
No jornal da RTP1, dizia-se que a contratação iria, provavelmente, ficar decidida hoje.
Se a peça já estava pronta, custava muito o pivot ter actualizado?

Se pensássemos que isto teria dado à informação da SIC um ponto, logo este seria retirado a seguir: quando é que os jornalistas vão aprender que colocarem-se em perigo não faz melhores notícias? não faz sequer notícias?

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Algo de que acho que nunca aqui falei foi de futebol. Eu e o futebol temos uma relação de amor/ódio. Eu gosto muito do espectáculo que pode ser, mas odeio toda a cubertura que o desporto recebe, as trafulhadas (de dirigentes/arbitros/jogadores/comentadores).

Mas hoje falo de futebol, e apenas o assunto aparece porque foi hoje aqui em Coimbra o jogo Inglaterra/Suiça do Europeu 2004. A Inglaterra ganhou o desafio por 3-0 num jogo que pelo menos a mim não me convençeu. O meu tio Artur Valente que faz hoje anos ofereceu-me (ok ele faz anos e eu recebo prendas tios destes existem poucos) um bilhete para ir com ele ver o jogo. Ficamos no meio dos ingleses e aqui fica a comemoração do 2º ou 3º golo (já não me recordo)

festa inglesa

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