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2007
Está explicada a confusão no debate parlamentar
Colocado por Paula Simões em Ciência/Tecnologia, PolíticaNo site da Assembleia da República pode ler-se:

Eles acham que o Microsoft Office é gratuito!!! Segue email para o webmaster…
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Antes de enviares o email para o webmaster re-le o
texto e segue o link
Msft Office != Office VIEWERS
Meu caro Vítor:
Hás-de explicar-me como é que eu _obtenho e instalo_ gratuitamente o Microsoft Word no meu computador.
Porque é isso que está escrito.
Cara Paula,
Eu não vejo nenhum problema no texto. Penso que a palavra “visualizadores” é bastante esclarecedora, ou não será?
Minha cara Paula: se seguires o link, veras que vai para uma pagina onde podes obter _gratuitamente_ visualizadores para os _formatos_ Microsoft Word, Microsoft Excel e Microsoft Powerpoint.
E tal como o Mario diz, o texto e’ suficientemente esclarecedor: “…visualizadores que podem ser obtidos…”. Nao encontro nenhuma parte no texto que diga que podes _obter e instalar_ gratuitamente o Microsoft Word no teu computador.
Para quem não sabe ler, o que está escrito é “… precisama de visualizadores que podem ser obtidos e instalados gratuitamente…”
A palavra chave é “visualizadores”! Ninguém está a dizer que se tem de fazer o download do Word/Excel/Powerpoint, é apenas necessário transferir os visualizadores para esses tipos de ficheiro (que já existem há bastante tempo…).
Há limites para tudo e o fanaticismo é uma doença!
Antes de disparatar convem seguir o link…
De facto está lá software que permite visualizar documentos office e que pode ser obtido e instalado gratuitamente…
sim e eu continuo a perguntar: como raio é que vou _obter e instalar_ gratuitamente o microsoft word (sic) no meu sistema operativo (debian)?
apt-get install openoffice
A informação é clara e aplicável a provavelmente mais de 99% das pessoas que visitam o site, visto no final da página da Microsoft estar um link para utilizadores de Mac.
Quem usa plataformas alternativas TEM de estar preparado para saber como as usar.
A informação deveria estar em formato que fosse possível de aceder em qualquer computador
Sim isso seria bom, mas seria feio, pois tirando excepto o .txt não estou a ver mais nada.
Acho que os comentadores cometeram um erro, porque leram a palavra “visualizadores” mas pararam aí.
O texto diz que são precisos visualizadores, e dizem que os seguintes programas são exemplos de visualizadores:
Acrobat Reader, Microsoft Word, Microsoft Excel, Microsoft PowerPoint entre outros.
Sim, o link vai para “Office Online File Converters and Viewers”, mas o texto não diz isso, o texto diz “Microsoft Word”, “Microsoft Excel”, “Microsoft PowerPoint”…
Está, portanto, errado.
“A informação deveria estar em formato que fosse possível de aceder em qualquer computador”
Exacto. Mas eu não sou tão radical. Não me choca que a informação não esteja num formato que o meu computador não leia, _desde que_ eu possa instalar e gratuitamente o programa que me permite lê-lo.
Gustavo, a informação podia estar em HTML, não?
PDF e Flash na web é um problema de usabilidade, usar formatos proprietários na Web é errado”. Mas não precisas de usar .txt’s, o Hipertexto não é só para o espaço entre o conteúdo, é também para apresentar o conteúdo em si…
@Paula:
Corres o visualizador através do Wine? Sacas o(s) ficheiro(s) .doc, .ppt ou .xls e tentas abrir (sim, “tentas” porque mesmo abrindo nunca é 100% compatível) com o OpenOffice?
Optaste pelo Linux e queres a papinha toda feita? Agora prepara-te para passares horas e horas em fóruns à procura de respostas. Talvez no final consigas mais do que um “RTFM!”. Não é esse o “gozo”? Se não tens tempo nem pachorra (sim, porque quer queiras quer não, existem pessoas que usam o computador para, de facto, trabalhar e não podem (ou não querem) passar 24 horas à frente do computador), então volta para o Mac OS X e/ou para o Windows
Epá, a sério. Já cansa esta guerrinha Linux vs. Microsoft. Parecem os putos com aquelas brigas “o meu é maior que o teu”, dasse! Se o movimento “open source” quer ser, de facto, uma alternativa, então que aposte fortemente na qualidade do seu software e no suporte técnico. Enquanto não mudarem de atitude e tiverem somente o código aberto como vantagem comparativa (ao software proprietário), o utilizador comum nunca considerará a sério o “open source”. Talvez alguns usem porque é gratuito e porque, para já, “dá para safar” relativamente ao software pago. Não mais do que isso. Mas alguém “non-geek” (e até geeks…) vai mexer no código? O que é que isso realmente interessa? (Temos o caso do The GIMP vs. Photoshop. Após estes anos todos, os profissionais da fotografia e do design continuam a preferir a solução cara (e bem cara) do Photoshop. Porque será?).
O utilizador comum quer ligar o computador sem se preocupar com trivialidades informáticas e focar-se na sua actividade profissional. Se no futuro, o software “open source” oferecer isso sem um gajo perder horas em fóruns ou ficar dependente de um qualquer amigo geek, então porreiro. É mais uma alternativa ao Windows e MacOS X. Depois é só escolher mediante as necessidades de cada um.
*Uff*
@Paulo
“Optaste pelo Linux e queres a papinha toda feita?”
Não
Neste caso eu só queria um texto com o rigor que se espera ver num site da AR. Só isso.
Obrigado Paulo.
@Mind Booster Noori: mas sera’ que tu tambem nao consegues perceber que o texto esta a listar as tres aplicacoes, identificando quais os respectivos file extensions (.doc, .xls e .ppt) com um link para os visualizadores desses mesmos formatos?
Eu considero a informacao simples de perceber e bastante relevante. Pessoas menos “tecnicas” apenas olham para o icon dos ficheiros para saberem que tipo sao. Uma pessoa sem conhecimentos avancados e sem o office instalado nao saberia o que significa o .doc, .xls e .ppt. Dai ser relevante a explicacao e o respectivo link para os visualizadores.
Meu caro Paulo, os documentos produzidos pela AR deveriam ser abertos, ou seja, de tecnologia aberta, que raio de nação é esta que obriga(va) os seus cidadão a pagar para poder pesquisar e consultar o diário da republica, que raio de nação é esta que obriga a instalação de visualizadores que não existem em “todas” as plataformas. Pelo menos o cartão de cidadão tem um programa que funciona em “todas” as plataformas.
Vocês realmente… não se preocupem eles vão passar a disponibilizar os documentos em OOXML e aí já ninguém se pode queixar ;o)
@Paula:
Rigor? Mas qual “rigor”?
Eu sei que a questão aqui é o facto do formato não ser aberto e etc. Mas tu não podes, de um momento para o outro, querer impor um formato completamente diferente (e, por conseguinte, obrigar as pessoas a sacar um programa compatível) quando o .doc (e o .ppt e o .xls) é usado há anos por TODA a gente em casa e nas empresas.
Hoje em dia, não há ninguém que não consiga abrir ficheiros .doc, .xls e .ppt mesmo não usando o Office da Microsoft. Bolas, até essa porcaria (desculpa, mas é — feio e lento, para não dizer mais) do OpenOffice consegue abrir e gravar ficheiros com esses formatos. Estamos a falar de formatos que estão standarizados entre a população. O OpenOffice teve de se adaptar à maioria ao mesmo tempo que tenta promover o seu formato .odf. Assim é que é. Porquê é que tem de ser o contrário? Só porque é “open source”? Vamos agora passar para a ditadura da minoria, da ditadura do “tem de ter o código aberto”? Francamente.
Volto a dizer: em minha opinião, se querem ser alternativa, apostem na qualidade do software e suporte técnico. É isso que interessa. O resto são balelas. Quero lá saber se é “open”, “closed” ou o “source” que o valha. Toca a competir, mostrem que são melhores que a concorrência e deixem-se de tretas ideológicas. Só vos prejudica. Porque uma coisa é ter o bichinho da informática e “brincar” em casa ou na universidade, outra é a exigência de produtividade no mundo profissional.
@Paulo
“Estamos a falar de formatos que estão standarizados entre a população.”
O que é que entendes por um standard? Um formato que só pode ser usado convenientemente por um único software?
“Epá, a sério. Já cansa esta guerrinha Linux vs. Microsoft. Parecem os putos com aquelas brigas “o meu é maior que o teu”…”
Não se trata de “guerrinhas”… trata-se de escolhas.
“Se o movimento “open source” quer ser, de facto, uma alternativa, então que aposte fortemente na qualidade do seu software e no suporte técnico. Enquanto não mudarem de atitude e tiverem somente o código aberto como vantagem comparativa (ao software proprietário), o utilizador comum nunca considerará a sério o “open source””
Concordo que a qualidade e o suporte técnico são importantes… só não percebo a generalização que pareces fazer de que o software open source não tem qualidade nem suporte técnico.
Amigos, a Paula explicou para os que não entenderam bem o propósito deste posts. Podem ler aqui.
Resta apenas dizer que é com tristeza que olhos para os comentários neste post. Estão tão “formatados” no que esperavam ver dele, que viram aqui discussões sobre formatos, open source, Linux, standards e acessibilidade, onde o post só dizia “a informação apresentada neste site está errada”.
Em tom de conclusão, relembro-vos que tal como se critica o mau também se aplaude o bom. No passado dia dois foi aprovada uma resolução que indica a obrigatoriedade de todos os sites governamentais de serem acessíveis. Isso implica deixar de ter .doc’s .xls’s e .ppt’s na web, o que não só aumentará a acessibilidade ao conteúdo deste site como fechará, de vez, esta discussão.
Open Source but close minded!!!
Antes de mais convém frisar que eu costumo utilizar máquinas com o Ubuntu, Windows e tenho um velhinho portatil apple para ali no canto a ganhar pó. Sabemos que no “mercado” do Desktop(atenção que não estou a falar de servidores, etc.), todas as distribuições LINUX(incluindo as gratuitas e comerciais) não passam de mais de 1%, aliás a mesma percentagem que o windows 98, é mais que natural que os formatos disponibilizados sejam o doc, xls e ppt. São neste momento os formatos mais conhecidos. Mesmo ficheiros em pdf poderá implicar dificuldades a quem os vai abrir. Se perguntar a maioria dos utilizadores e diz-lhe que vai enviar um doc, ele saberá como o abrir, se diz que vai enviar em odf… ele ?!?!?! odf?”?”?
Se isto acontecesse há uns anos atrás, teria que ser em formato wordstar ou lotus 123… o mercado evolui como tudo na vida.
Porque não falam dos outros formatos, psd, dxf, dwg, dwf, etc. Não-vos interessa porque não são da Microsoft, simple as cake!!
Imaginando o ridicula dos vossos argumentos, eu crio um SO, gratuito, aberto, etc., com uma aplicação para processador de texto que utiliza o formato EUKERU. A minha pergunta é a seguinte, posso obrigar a AR, ou melhor, a AR é obrigada, a disponibilizar toda a informação em formato EUKERU porque é um sistema gratuito e aberto e tem pelo menos um utilizador? Ou não será melhor eu criar um aplicação/filtro para o meu SO para que possa também ter acesso à informação disponibilizada?
@Pedro Mora
“A minha pergunta é a seguinte, posso obrigar a AR, ou melhor, a AR é obrigada, a disponibilizar toda a informação em formato EUKERU porque é um sistema gratuito e aberto e tem pelo menos um utilizador? Ou não será melhor eu criar um aplicação/filtro para o meu SO para que possa também ter acesso à informação disponibilizada?”
Obviamente que não faz sentido que os documentos sejam disponibilizados em todos os formatos que são abertos… é uma questão de standards reconhecidos. Não quero dizer que não disponibilizem também em formato *.doc, mas acho que faz sentido que disponibilizassem num formato standard que fosse realmente conhecido como tal.
“Ou não será melhor eu criar um aplicação/filtro para o meu SO para que possa também ter acesso à informação disponibilizada?”
Torna-se difícil criar essa tal aplicação/filtro para suportar um formato que é fechado/secreto, e do qual pouco se sabe da sua estrutura.
Anyway… é possível ler *.doc usando apenas software open source/livre (com qualidade discutível… já há muito tempo que não o faço e não se quão bem é feito de momento). É apenas uma questão de usar standards capazes de serem lidos em todo o lado.
É complicado que formatos fechados sejam standards (para não usar a palavra impossível) porque não se conhece como eles são internamente e por isso torna-se difícil implementar leitores/editores desses formatos.
@Paulo
“Mas tu não podes, de um momento para o outro, querer impor um formato completamente diferente…”
Não sejas sensacionalista. Não se trata de impor nada. Trata-se de disponibilizar algo que é standard… não de não deixar que usem os tais *.doc.
Victor,
Nãa, não te preocupes, o OOXML é tudo menos um standard, portanto nunca será usado para esse tipo de coisas.
“Nãa, não te preocupes, o OOXML é tudo menos um standard, portanto nunca será usado para esse tipo de coisas.”
Pois é Mário, standards há muitos, até os que são considerados “de facto” como já aqui alguém o referiu.
O OOXML é apesar de tudo um standard da ECMA, isto significa que não pertence há Microsoft e que esta (ao standard aprovado) não pode decidir de forma arbitrária o seu destino (para o caso de ainda não te teres apercebido). O reconhecimento por parte do ISO sofreu uns atrasos mas creio que haverá de o conseguir com mais ou menos esforço.
Para veres que a história destes standards é uma treta quem fez um grande forcing foi sem dúvida o estado de Massachusetts, e que agora aprovou a utilização do ODF 1.1 (que não é o standard ISO, esse é a versão 1.0) e o OOXML (que tb não é standard ISO) e o PDF entre outros, como podes ver aqui.
http://www.mass.gov/?pageID=itdterminal&L=4&L0=Home&L1=Policies%2c+Standards+%26+Guidance&L2=Enterprise+Architecture&L3=Enterprise+Technical+Reference+Model+-+Service-Oriented+Architecture+(ETRM+v4.0)&sid=Aitd&b=terminalcontent&f=policies_standards_etrmv4_etrmv4dot0information&csid=Aitd
Basicamente a decisão deles não exclui o OOXML porque este garante um dos objectivos deles que é a garantia de que os documentos podem persistir no tempo, sem que se corra o risco da informação ficar prisioneira dos formatos, e isso de facto é um dos aspectos mais importantes e que o OOXML endereça.
Victor, estás errado.
Em primeiro lugar, ser um standard ECMA não significa nada em termos de relevância: A Microsoft submeteu o OOXML à ECMA para depois poder ter a aprovação do OOXML na ISO em Fast-Track.
O reconhecimento da ISO não sofreu atrasos alguns. O Fast-Track tem um procedimento definido, e o OOXML falhou o primeiro passo, tendo por isso agora a sua “última hipótese” de ser aprovado em Fast Track em Fevereiro. Vamos ver o que sai dali: se mais países comprados pela Microsoft, ou se a ECMA vai mesmo alterar o OOXML de forma a resolver as dezenas de comentários técnicos apontados ao formato.
Finalmente, o OOXML não garante que os documentos podem persistir no tempo sem que se corra o risco da informação ficar prisioneira dos formatos, por vários motidos, entre os quais, por exemplo, o facto do OOXML aceitar campos binários com informação interpretável apenas em ambientes Windows.
Eu também acho muito mau disponibilizar documentos em formatos proprietários, o preferível para mim é o HTML. De qualquer das maneiras, pode-se abrir doc, xls e ppt no Google Docs (docs.google.com) gratuitamente e sem ser necessário instalar nada no computador, basta ter uma conta google.
Não tens razão para mandar esse e-mail!