Afinou-se o sr deputado Vítor Salgado, pelo facto de lhe parecer que o uso do software livre lhe seria obrigatório. Enganou-se. O que está em causa é precisamente a liberdade de escolha e não a obrigatoriedade de nada.
Mas, e se fosse assim? Qual era o mal? Qual é o mal de ter a administração pública a usar software livre? Qual é o mal de ter os documentos publicados acessíveis a todos? Qual é o mal de ter um sistema operativo gratuito na administração pública?
Qual é o mal de poupar milhares de euros em licenças de software proprietário? Milhares de euros que saem dos bolsos dos contribuintes, assinale-se.
E porque há-de ser isto uma proposta? Porque raio é que um deputado, ou qualquer funcionário público, há-de poder escolher um OS com custos elevadíssimos, quando pode ter a mesma coisa de forma gratuita?
Digam-me, porquê?

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Infelizmente o discurso do deputado do PS foi literalmente o típico ladrar dos cães de fila da Microsoft. Um discurso quadrado, sem ideias ou novidades. Autênticos velhos do Restelo. Argh….
E porque é que em vez de andarem de BMWs Série 5 não andam numa bicicleta que para lá tenha dee “1900 e carqueja”? (de preferência gratuitas… ou tipo Buga)
Isso sim era poupar… tanto os bolsos dos contribuintes como o meio ambiente.
Agora o OS… se eles nem com o Windows lá vão, quanto mais com Linux!
E deixa lá os homens dar mais uns cobres ao Sr. Gates que tanto dignifica a profissão de Engenheiro Informático. Olha se eu fosse dizer ao meu pai que queria ser com o Sr, Stallman… até lhe dava um ataque cardíaco.
Aqui fica um link com a foto do último Sr., para quem não conhece:
http://www.softpanorama.org/People/Stallman/Images/saintignucius.jpg
@Mello: eu concordo com o facto de os BMW poderem ser dispensados. Já não concordo com a comparação: não fazes o mesmo com um BMW do que com uma bicicleta.
Já fazes o mesmo com ambos os OS em discussão
Não percebi o que é que a questão do aspecto do Richard Stallman (que de facto já tomava um banho e cortava o cabelo e a barba) tem a ver com o modelo de software a utilizar.
Aqui é uma questão de se ficar ou não dependente de uma empresa externa ou ter-se acesso ao código fonte e poder alterar e corrigir problemas sem ficar agarrado a situações proprietários.
Já que se fala em exemplos de carros, o software livre é o mesmo que ter um carro que não podemos abrir o capot e olhar para o motor e resolver problemas simples como trocar as velas ou a bateria e ter que ir sempre à marca para resolver este tipo de questões.
Já agora a proposta também fala sobre documentos em formatos abertos versus documentos em formato proprietário.
E assim lá se iam umas luvas em contratos de volume, manutenção, assistência e mais o - desculpem o termo - raio que os parta!
“Já que se fala em exemplos de carros, o software livre é o mesmo que ter um carro que não podemos abrir o capot e olhar para o motor e resolver problemas simples como trocar as velas ou a bateria e ter que ir sempre à marca para resolver este tipo de questões.”
Mas o que te esqueces é que eu compro um carro e não quero ser mecânico.
Mas, e se fosse assim? Qual era o mal? Qual é o mal de ter a administração pública a usar software livre?
O mal é quando se olha para o mesmo como a solução para todos os males… não pode ser obrigatório porque pode perfeitamente não ser a melhor opção para os resultados que se querem atingir. Era o mesmo que te dizer que o martelo é a única ferramenta que podes usar para todas as tarefas que tenhas de executar… Não faz sentido. Tu quando decides o que quer que seja não gostas de te sentir limitada, certo? E isso funciona quer para o sw livre quer para o proprietário.
“Qual é o mal de ter os documentos publicados acessíveis a todos?”
É qual deverá ser o melhor e formato único? Aquele que é standard ISO mas não é sequer completo?
“Qual é o mal de ter um sistema operativo gratuito na administração pública?”
Nenhum se for a melhor opção.
“Qual é o mal de poupar milhares de euros em licenças de software proprietário? Milhares de euros que saem dos bolsos dos contribuintes, assinale-se.”
Seriam os mesmos milhares de euros a pagar os serviços que o estado trocaria por licenças, não me parece um bom negócio, eu nunca trocaria sw por serviços, sai sempre mais caro.
“E porque há-de ser isto uma proposta? Porque raio é que um deputado, ou qualquer funcionário público, há-de poder escolher um OS com custos elevadíssimos, quando pode ter a mesma coisa de forma gratuita?
Digam-me, porquê?”
Também te poderia explicar porque é que embora louvável essa escolha, gerir diversidade, também custa dinheiro e normalmente muito, a grande maioria das pessoas não são auto-suficientes, como imaginas garantir uma estrutura que te suporte, mantenha e faça evoluir o que um cromo qq escolheu, só porque lhe apeteceu, não é barato nem simples para quem quer prestar um serviço…
As decisões são o que são, não devemos achar que são todos estúpidos só porque decidiram de uma forma com a qual não concordamos, normalmente possuem mais informação do que aquela de que dispomos, e para além do mais têm de assumir os riscos associados, como deves saber nestas coisas a tecnologia é apenas uma das dimensões…
Victor, aconselho-te a veres o debate e decidir por ti próprio se eles decidiram o que decidiram “porque possuem mais unformação do que aquela que dispomos”. Não, desde o PP a dizer que “a Open Source é patrocinada por empresas” ao PS a dizer que “toda a gente consegue ler os nossos documentos”…
Bruno Mello: Arranja um tacho na Microsoft e por favor pára de vir chagar o pessoal com os teus comentários imbecis. Já agora vais mostrar aos teus papás: http://magicstatistics.com/wp-content/pictures/persons/gatesmug.jpg
Victor: Mais um cão de fila. Se tu não queres meter as mãos no motor… Não metes. Mas achas que por tu não quereres deve ser controlado quem o pode fazer? Para alguém preocupado com serviços e manutenção e suporte o grosso do teu comentário é imbecil e de vistas curtas.
Victor: Eu também não quero ser mecânico. Mas também não quero ter que estar a pagar uma pipa de massa à oficina para efectuar uma coisa tão simples como trocar a bateria. Ou queres convencer-me que vais sempre ao mecânico quando queres ver o estado do óleo, trocar a bateria, meter água no rádiador, etc..?
E já agora podias explicar o que é isso do “standard ISO mas que não é completo” ? E sobre o “estarem melhor informados”, parece-me mais que é quererem aparecer com obra feita sem terem que se preocupar em conhecer as soluções técnicamente.. A filosofia deste governo é “alguém que faça por nós que a gente abre os cordões à bolsa para parecermos que temos obra feita”.. Senão veja-se as iniciativas no âmbito do plano tecnológico e quais delas é que envolvem a criação de estruturas estatais em vez de gerar dependencia de meia dúzia de empresas.. E depois os resultados são anedotas como o PORTI que foi montado em cima do joelho, vergonhosamente divulgado e que estava às moscas isto só para mostrar à UE que Portugal tinha muita obra feita em termos de TI… Portanto não me venhas com conversas de “sabem mais do que nós”, porque isso está claro como a água que não sabem.
A terminar, a melhor solução obedece a um conjunto de parametros que é delineado por quem escolhe. E no meu entender nesse conjunto de parametros que norteia a escolha deve estar incluido o facto de ser software livre sempre que essa alternativa exista. Porque não é uma questão meramente técnica . Voltando ao exemplo dos carros, a escolha do mesmo deve-se nortear por principios que vão para além de questões meramente técnicas (i.e. qual o que me leva mais depressa e com menor consumo do ponto A ao ponto B) mas por outras questões que são políticas, nomeadamente o carro que emite menos gases poluentes. E o mesmo até pode não ser o mais eficiente em termos tecnológicos (pode não ser o mais rápido por exemplo) mas será sem dúvida uma escolha melhor. É tudo uma questão de equilibrio entre vários factores, uns técnicos outros não. Idem para o caso do modelo de software a utilizar.
Aqui há uns anos ainda a URSS existia ofereceu a um país africano uns quantos tupolev que de acordo com o dador só podiam andar com combustível fornecido pelo fabricante.
Os técnicos aeronáuticos do receptor fartavam-se de “rir2 quando viam chegar um bidões pintados de preto que por baixo indicavam vir de uma refinaria da Nigéria.
Claro que este maravilhoso combustível era mais caro que o normal.
Quando me dizem que compram software para evitar comprar serviços de assistência devem estar a atirar areia para os olhos, perguntem a uma Cap Gemini, ou semelhante, como é que faz parte significativa do seu negócio a dar suporte a software proprietário.
Ao adquirirem software aberto, mesmo que tivessem que comprar (vejam, o verbo é diferente) serviços de assistência, se calhar poderiam adquiri-los localmente (e não propriamente a uma filial de uma qualquer multinacional).
Claro que nem sempre o software aberto dará cobertura integral a requisitos e nesses casos então que se trata-se de comprar software proprietário.
boas, sou totalmente a favor da liberdade da esolha, mas acho que não é essa a questão fundamental no debate, mas sim porque usar algo pelo qual pagamos milhares qd podemos ter uma ferramenta a custo zero que faz o mesmo ou melhor.
Não seria melhor destino para essa despesa a saúde ou a educação? Na minha universidade passa-se o mesmo, temos todos os pcs com windows/office e outras aplicações bem pagas a peso de ouro, quando poderíamos ter alguns com 1 SO/aplicações e outros com outro, mas não temos que desperdiçar dinheiro a torto e a direito.
Já agora como é que posso ter acesso a esta proposta que foi votada?
Como ter acesso aos valores/despesas de uma instituição pública, neste caso especifico a minha universidade?
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