Alertada por um artigo de uma feed, fui espreitar o Global Notícias. A primeira reacção foi de incredulidade: o jornal é constituído por três pessoas, todas em cargos de chefia à boa maneira portuguesa. Um director de redacção, um director de publicidade e uma coordenadora de marketing.
A redacção do Global Notícias tem, pasme-se, uma pessoa.
Penso para mim própria que deve ser engano, só depois reparando no que é o Global Notícias:

Ah bom, afinal o trabalho é apenas select/copy/paste. Enfim, mais do mesmo.
Fico a pensar o que dirão/sentirão os jornalistas que escreveram as notícias. Sim, os dos media mencionados (para os media mencionados).

Entries (RSS)
Assim repentinamente sem pensar muito no assunto acho que se a fonte (o jornal clássico) estiver identificado é uma coisa boa. É como os agregadores de feeds, mais uma forma de a mensagem passar.
Não concordo. Os trabalhos dos jornalistas são protegidos pelo Direito e Autor. Aliás, são vergonhosas as alterações ao Estatuto do Jornalista:
“No que diz respeito aos direitos de autor, a organização sindical europeia contesta a manutenção na disposição legal que permite que os patrões usem os trabalhos dos jornalistas como bem lhes aprouver dentro dos seus grupos de média durante um período de 30 dias após a primeira publicação e sem que os autores recebam qualquer retribuição adicional.
A FEJ contesta ainda o enfraquecimento dos direitos essenciais dos jornalistas no que diz respeito ao controlo sobre a forma como os seus trabalhos são reutilizados, uma vez que tal “ameaça a integridade do jornalismo”.”
Retirado daqui
Basicamente, uma empresa pode utilizar o trabalho do jornalista, em qualquer medium, alterando-o se quiser e sem dar conta ao jornalista.
Não sei como isto se liga à cláusula de consciência: um jornalista que trabalha para determinado jornal, pode não concordar em ver o seu trabalho publicado noutro.