O Blog do Gustavo Felisberto

Paula Simões Michelangelo Antonioni [1912 - 2007] Print This Post Print This Post
 

Outro dos meus favoritos, criador do Blow Up. Mas que dia o de hoje!!!

antonioni

Paula Simões Ernst Ingmar Bergman [1918 - 2007] Print This Post Print This Post
 

Foi ontem que se soube, mas eu só soube hoje. Na verdade, deveria ter sabido ontem, que vi nas minhas feeds este post. Mas não associei, nem ao título! O olhar desviou-se logo para a foto e daí para o sétimo selo, para uma lição de amor, para as lágrimas e suspiros, e para cenas de um casamento, e tantos outros que vi e sobre os quais (ainda) não escrevi.
Quando comecei a descobrir os filmes do Bergman rendi-me imediatamente, porque neles não se encerra apenas o cuidado com a linguagem visual. A escrita está sempre muito presente. Ler os filmes do Bergman é tão delicioso como os ver.

bergman

Paula Simões Pé torcido Print This Post Print This Post
 

No sábado, torci o pé numa rua de Coimbra. A coisa não seria digna de registo se a causa não fosse um buraco no passeio. E como é natural passei a olhar mais para o chão. De facto, há vários sítios em que as pedras dos passeios foram retiradas, deixando buracos com dimensões jeitosas. Ontem, passei o dia de pé refastelado com gelo em cima. Que faço? Processo a Câmara?

Paula Simões e-Justice Center: mediar conflitos entre avatares no Second Life Print This Post Print This Post
 

Antes demais, um muito obrigada ao Diogo Gomes, pelo link deixado no coment anterior, que me possibilitou assistir à conferência sobre o projecto e-Justice Center.

A conferência serviu de mote à abertura do e-justice center, uma parceria entre o Ministério da Justiça Português, a Universidade Nova - responsável pela gestão do centro, e a Universidade de Aveiro - responsável pela construção do edifício.

À primeira vista, a ideia parece interessante. Na minha opinião pessoal, o ponto mais interessante é a abertura do Governo a projectos no Second Life (enquanto lhes interessa é certo, mas já me parece positivo que lhes interesse).

As perguntas colocadas no final não foram, infelizmente todas respondidas. Uma das que fiz tem a ver com o processo:

Qualquer avatar do Second Life que tenha um conflito com outro avatar, relacionado com um contrato celebrado no Second Life, pode utilizar o Centro de Arbitragem do e-Justice Center para dirimir este conflito.
O processo inicia-se com a apresentação de um pedido junto do centro. Em seguida, este pedido será transmitido à outra parte para que esta declare se aceita resolver o litígio neste centro ou não.

Se a “outra parte” não aceitar, o que acontece? É como se não tivesse havido um pedido ao centro ou fica registado que o “outro” avatar não aceitou resolver a questão via e-justice center?
O site tem uma secção de processos. Esses processos vão ficar visíveis?
Como é que os mediadores vão proceder em casos com pessoas de diferentes países? Que regras ou leis vão servir de base a essa mediação? As dos países do e-justice center, as americanas (onde estão os servidores) ou todas juntas? :-)

Concordo que a divulgação da mediação e arbitragem seja uma boa opção, mas daí até transpor as coisas para um mundo virtual, da mesma forma que se passam no mundo real…
Quando esteve em Portugal, a vice-presidente da Linden Labs colocou algumas questões sobre esta matéria, que já falei em post anterior, este centro pode ser uma resposta. Mas resolverá efectivamente as coisas? Será que um avatar que seja contactado pelo centro, por outro avatar, vai aceder a resolver o litígio e a pagar uma caução a este centro?

Aceitando resolver o litígio neste centro, as partes procedem ao pagamento da taxa de utilização do centro (1% do valor do pedido) e caucionam o montante equivalente a 5% do valor do pedido (como garantia do cumprimento do acordo obtido na mediação ou da decisão arbitral).

E se não aceitar? Fica tudo na mesma? Ou o avatar que não aceitou vê o seu nome na lista dos processos? E com que direito o centro poderá fazer isso?

Porque não deixar os mundos virtuais auto-regularem-se, como comunidades online, que efectivamente são?

Desde a decisão da Linden Labs de banir os casinos, por pressão do Governo Americano, a comunidade educativa começa a ficar receosa das restrições e regulações que começam a surgir. Há universidades a trabalhar activamente com os seus alunos no Second Life e mesmo a utilizar o Second Life para recrutar novos alunos, oferecendo visitas virtuais às universidades.

Mais perguntas e mais opiniões.

conferência eJustice Center

Paula Simões Second Life: Governos nervosos? Print This Post Print This Post
 

Quando comecei a conhecer melhor o Second Life (SL), uma das primeiras questões que me coloquei foi “Quando é que os Governos irão começar a querer a sua parte?”
Isto porque o SL tem uma economia própria, que movimenta enormes quantias de dinheiro, que pode ser transformado em dinheiro real. E, há, efectivamente, muitas pessoas a fazerem muito dinheiro no SL.
Outra questão que se levanta tem a ver com o facto do SL ser construído pelos residentes, não havendo propriamente uma regulação.
Quando estive na Universidade de Aveiro, no workshop sobre Second Life, a Robin “Linden” Harper, vice-presidente da Linden Lab, levantava algumas destas questões, sem ter ainda respostas. Deveria o SL reger-se pela leis do Direito? E quais? As do país onde estão os servidores ou as leis dos países de onde são os residentes? Deveria o Linden Lab criar as regras, governar ou esse governo deveria ser feito pelos residentes? Deveria existir um núcleo eleito ou simplesmente existir uma auto-regulação? Relativamente à economia, colocavam-se outras questões como quem beneficiaria da riqueza criada no mundo virtual? Deveriam existir impostos? E estes deveriam ser cobrados pelo país do residente ou pelo país onde estão os servidores? Quando é que os Governos dos vários países vão começar a exigir impostos?

Chegou-me hoje à caixa de email, uma messagem de uma das listas de educação no SL, nas quais estou inscrita, que apontava uma nova regra no SL, que bane os casinos ou qualquer forma de jogo de apostas, devido à lei americana:

While Linden Lab does not offer an online gambling service, Linden Lab and Second Life Residents must comply with state and federal laws applicable to regulated online gambling, even when both operators and players of the games reside outside of the US. And, because there are a variety of conflicting gambling regulations around the world we have chosen to restrict gambling in Second Life as described in a revised policy which is posted in the Knowledge Base under “Policy Regarding Wagering in Second Life”.

In Wagering In Second Life: New Policy

Esta notícia começa a gerar preocupações, mesmo na comunidade educativa. Cito uma reacção de um professor da mailling-list (procurei o link para a messagem, mas ainda não está disponível no arquivo):

I’m afraid this could be the beginning of the end of “SL as a game/community” because the next step could be to ban all those “SL Banks” in world, because in some countries it is not legal to lend money and payout interest without a bank licence.
Maybe the next could be banning education, because in some countries (like in Germany) you need a special permission if you provide e-learning over distance (even if students don’t have to pay for classes).
And: in some countries like China, things like free speech is not allowed. So maybe SL will comply to these laws also, and they may ban open chat in the future.
So, will we end up being a community of dancing zombies, just animating in silence (with no music for sure, because playing music is also restricted by law if you don’t pay a fee)?

(Negrito meu)

Paula Simões Shadows Print This Post Print This Post
 

shadows

Paula Simões ENIAC: simulation Print This Post Print This Post
 

ENIAC was the first electronic digital computer. It was announced in 1946. On the 60th anniversary, the ENIAC Museum Online provided an online ENIAC simulator. Here :-)

Paula Simões Books and freedom Print This Post Print This Post
 
All my life stood for freedom and the free distribution of texts on the Internet. I defended this principle when he was a journalist, and continue to defend, as I have already got three of the book.
I think that any novel must sooner or later be available on the Web, just like a book becomes available in the library.
I believe that presenting the text books on the Internet is not a “publication” in the legal sense (and the court case against Sorokin Chernov, was in my view).

Read all the article

Paula Simões Do not rename a user’s home folder - Mac OSX Print This Post Print This Post
 

apparently it seems that it is possible, but it can ruin your day. bookmark this.

Gustavo Felisberto ATI Open Source Drivers Print This Post Print This Post
 

Hey AMD/ATI: How soon is soon?

Paula Simões Switchers ou como ter um mac deve ser como ter um bébé, mas sem as partes boas Print This Post Print This Post
 

O parto é difícil, os macs são talvez dos laptops mais caros do mercado.
As noites não são descansadas: “Que problemas vou ter amanhã?” ou então são febris: “Estás tão quente que nem se pode tocar-te!” ou “Será que o carregador vai voltar a entrar em combustão?”
Os dias, uma angústia: “Fez um barulho esquisito! Juro que fez!” ou “Tem umas riscas no desktop e nas aplicações de imagem e vídeo!!!”
Os tempos livres, um stress: “O DVD não toca, gira sem parar e nem sequer consigo fazer o eject!”
Para o vestir, é um inferno: “Colocar linux aqui tem os seus truques”
Se adoecer, pelo menos em Portugal, é um pesadelo lidar com os médicos.

E se ainda sorrisse para nós, fizesse festinhas ou dissesse gugu dada…

Assim sendo… melhor apostar num pczito e meter-lhe linux… :-)

Paula Simões Playing with Skitch… Print This Post Print This Post
 

sketchskitch

@http://myskitch.com/paulasimoes/

Paula Simões OMG! Web 2.0’s look is invading Linux too! Print This Post Print This Post
 

I saw, at Lifehacker, a post about an app for Linux, AcetoneISO, a disc image manipulation tools. Well, I must have been far from Linux for too much time, can you believe in the look of that?!

acetoneiso

Paula Simões Utility: Paparazzi - MacOSX Print This Post Print This Post
 

Need a screenshot of a webpage for your paper or article, but the webpage is bigger then the screen? Maybe Paparazzi! will be helpful. Just insert the URL and click capture. You can crop the screenshot directly too and the name of the file will have the date :-) :

paparazzi

And the result (click to enlarge):

sl

Paula Simões Mais faróis Print This Post Print This Post
 

Eu não tenho só um farol no Second Life, também tenho um na Selva V, e aqui tenho terreno e tudo! A entrada: telnet selva.grogue.org 8888
Aqui têm um how to

farolselva

Paula Simões More on Amarok Print This Post Print This Post
 

Um post rápido: no iTunes, quando tinha ficheiros duplicados tinha de andar à procura de scripts, no Amarok, é só clicar na opção do menu. No iTunes, para ter a capa do álbum tinha de andar à procura de scripts ou criar uma conta na loja iTunes, no Amarok é só clicar com o botão direito em cima da capa. No iTunes, para ter as letras tinha de andar à procura de scripts, no Amarok é só clicar na tab Lyrics. No iTunes, não me lembro de como podia ter informação sobre a música, no Amarok é só clicar na tab Artist que tenho informação da Wikipédia. Para criar playlists no iTunes tinha de ir retirar a opção, by default, de importar as músicas para a aplicação (que consumia mais espaço), no Amarok ele verifica as pastas que eu indico regularmente, sem duplicar as músicas. No iTunes se quisesse que aparecesse uma informação da música no desktop, tinha de instalar uma aplicação externa, o Amarok faz isso, by default, e sem ser intrusivo, no trabalho.
No Amarok é tudo tão simples e intuitivo! :-)
Fiquem lá com o iTunes… ehehe

Paula Simões Farol Print This Post Print This Post
 

Eu adoro faróis. Assim, comprei um por 1L$. Como não tenho terreno, só o vejo quando o coloco nas sandbox espalhadas pelo SL:

farolsl

Paula Simões Amarok e last.fm Print This Post Print This Post
 

Pois, agora percebi o entusiasmo de enviar as músicas que ouvimos para o last.fm pelos que usam o Amarok: é só colocar o username e a password nas preferências. Quando eu usava o iTunes para ouvir música tinha sempre de instalar uma aplicação de quase 9MB para ter as músicas no meu perfil…

Paula Simões Facebook Print This Post Print This Post
 

Nunca gostei muito das chamadas web 2.0 apps. Há pouco tempo, nas minhas deambulações pelas mailling lists de educação, notei que havia vários professores a utilizar uma aplicação web chamada Facebook. Já me tinha registado há tempos, mas na verdade não achei grande interesse e pensei que seria mais uma aplicação para conhecer antigos colegas, comunicar via web - isto se quiser colocar as coisas de forma simpática - ou para dizer a toda a gente tudo sobre o utilizador - se quiser ser mais sarcástica.
De forma que voltei lá e vi que é possível adicionar aplicações ao Facebook. Desde aplicações que permitem partilhar os livros e reviews, aplicações para aprender línguas, questionários, ligações à Wikipédia, how to’s, vídeos sobre ciência, aplicações para formatar bibliografias nos estilos MLA, APA, Chicago ou Turabian, aplicações para procurar livros em bibliotecas, escrever documentos colaborativamente, ficando todas as versões e até, porque não, os três últimos comics do PhDComics :-)ha
Isto só na categoria Education.
O que me dá ensejo para falar de aplicações, que à primeira vista, parecem apenas aplicações de entertenimento, mas que acabam por ser arrebatadas para o ensino. O Facebook foi, de facto, uma surpresa. Outro caso similar, este não tão surpreendente, já que o meu primeiro contacto foi motivado pelo meu interesse no elearning, é o do Second Life.
Reputadas Universidades estão já a dar cursos via Second Life. Um dos aspectos que me entusiasmou logo de ínicio foi a possibilidade de role-play. Casos como colocar alunos de Medicina num consultório com doentes e enfermeiros ou colocar alunos de Direito num tribunal, fazendo-os desempenhar os vários papéis, pareceram-me desde logo entusiasmantes, porquanto são situações de ensino muito difíceis de levar a cabo na vida real, e definidos por aquilo que a tecnologia deve ser: necessária e não supérflua. Quero com isto dizer que projectos educativos que usem meios tecnológicos para ensinar só para se poder dizer que se usam as novas tecnologias estão, a meu ver, condenados à partida.
Na minha experiência, no ensino através do Moodle, constatei que as tarefas pedidas aos alunos que poderiam ser realizadas através de outras aplicações ou por outros meios, não suscitavam interesse, nem motivavam os alunos para a aprendizagem. Uma boa forma de aferir do sucesso de uma tarefa, em ambiente de eLearning, é pensar se essa tarefa pode ser realizada sem o uso da tecnologia que nos propomos utilizar. se a resposta for positiva, melhor procurar outra :-)
Mas o Second Life tem outros aspectos positivos. Quer no que concerne à comparação com outras aplicações usadas para o eLearning (como o Moodle, por exemplo), quer mesmo no que concerne à comparação com a sala de aula (ensino presencial).
Rebbeca Nesson, professora no curso CyberOne: Law in the Court of Public Opinion da Universidade de Harvard, leccionado em grande parte através do Second Life, aponta como aspectos positivos em relação aos Learning Management Systems, a maior facilidade em conseguir uma comunidade de aprendizagem coesa:

(…) having a physical representation of their “selves” through their avatars, whether it looked like them or looked like something completely different, was quite important in having them establish relationships with each other. Because it gave people a way to express something of their personality that wasn’t necessarily directly related to what we were doing in the class.

A professora aponta ainda como um aspecto positivo do Second Life, em relação às aulas em presença, o facto de desaparecer o aluno demasiado interventivo e desaparecer o aluno tímido, que raramente intervém:

In Second Life, that problem of students not participating in class discussions just totally disappeared. And when I thought about it, these reasons, these challenges of speaking up in a regular class went away in this environment. In Second Life, when you want to contribute something to the class discussion, you just go ahead and start typing it in your chat box, and nobody turns to look at you, even if they do notice that your avatar is doing the typing motions, they are not actually looking at you, it’s just your avatar, and your avatar is not doing anything embarrassing. When you are ready to enter your comment into the conversation, you just hit enter. And it doesn’t have that moment where everybody stops and looks at you. (…) On the flip side, we didn’t have any trouble with students who dominate the discussion. There’s always been the phenomenon of the student who ends every sentence with a conjunction in order to not stop their comment, and you can do that as much as you like in Second Life, and it doesn’t stop anybody else from participating in the discussions.

In I, Lamont

Paula Simões A Suspeita Print This Post Print This Post
 

Uma das melhores curtas que já vi. No ínicio deste ano descobri o DVD, há pouco tempo descobri o site. É favor entrar:

suspeita