Ontem, foi dia de Take Off, uma iniciativa de dois alunos do primeiro ano Engenharia Informática da Universidade de Coimbra
Antes demais, devo dizer que fiquei francamente surpreendida pela excelente organização do evento, bem como pela escolha dos oradores. Mais ainda fiquei, quando soube que o evento partiu de uma vontade espontânea dos dois alunos, e não de um trabalho curricular, pelo que estão ambos de parabéns.
Não vou falar de todas as apresentações, porque no site poderão ter acesso aos pdfs e aos mp3s.
A apresentação que gostei mais e que considerei melhor foi sem dúvida a “CoCriatividade- Outra forma de inovação?” do Pedro Custódio, que abordou a temática das comunidades web, que me interessa particularmente.
Também gostei da apresentação “EJAKI e YouTrack: duas ideias de partilha de localização” do Francisco Pereira, embora muito direccionada para os PDAs, pelo que de pouco interesse para mim.
Houveram Houve depois outras apresentações que gostei por terem uma abordagem diferente (caso da apresentação “Do cubículo para o sofá” do Pedro Sousa, ou por explicitarem bem o caminho tomado e as opções (caso da apresentação “Starting Up” de Frederico Oliveira). O facto de ambos os oradores serem excelentes comunicadores também ajudou a cativar o público.
A apresentação mais deplorável, do meu ponto de vista, foi a “Ideias e Software – Como desenvolver uma indústria de software em Portugal?” de Pedro Vitor Santos. Enquanto a Microsoft tiver a atitude de sobranceria que tem vindo a ter, não conseguirá captar público. Ser irredutível nas afirmações, dizer que o público que está a assistir diz coisas que não são verdade, sabendo que está à frente de uma comunidade de informáticos com portáteis e acesso wireless, que lhes permite em poucos segundos provar que o que estão a dizer é efectivamente verdade é, de facto, uma estratégia pouco inteligente.
Penso que foi a primeira vez que ouvi alguém da Microsoft falar em público, numa conferência. E nunca pensei ouvir que “o open source não respeita a propriedade intelectual”. De certeza que as pessoas da área não se deixam enganar assim tão facilmente, mas não pude deixar de pensar nos realmente jovens da primeira fila.
Claro que uma má apresentação oral e uma fraquinha apresentação visual, só conduz à distracção do público. No meu caso, entretive-me a contar os erros ortográficos: a partir de mais ou menos meio da apresentação contei sete! (Nas outras apresentações não sei, foram interessantes não me distraíndo
)
Numa das apresentações do take off, aconteceu algo que me dá o pretexto de voltar a falar sobre os sentidos da chamada Web 2.0. O problema maior que vejo na Web 2.0 é o facto do sentido estar a mudar. Não tenho a certeza que isto faça parte da definição da Web 2.0, mas o facto é que na maior parte das aplicações desta Web 2.0, o utilizador trabalha directamente (isto é, coloca dados) num servidor longe, de alguém que não conhece em vez de trabalhar no seu computador e partilhar ou colocar os dados na web, depois. Esta mudança de sentido de trabalho sempre me angustiou um pouco na tal Web 2.0.
Há um exemplo interessante nos cada vez mais cartões de desconto (que não é mais do que uma moeda de troca) dos hipermercados. Nesses cartões não ficam certamente registados só os descontos, mas também aquilo que compramos. Há alguns anos atrás, trabalhei num hipermercado, onde tinha de pedir o cartão, se o cliente tivesse, para o passar na máquina antes do registo.
Podemos pensar porque há-de haver alguém interessado em saber se compramos farinha x ou arroz y, mas o facto é que esta informação disponibilizada às marcas permite controlar, criar e aguçar novas estratégias de publicidade. Chamem-me mau-feitio: não gosto de facilitar o trabalho a quem pretende criar necessidades nas pessoas…
Voltando ao caso, devo dizer que não me lembro da resposta exacta à pergunta que foi feita ao Frederico Oliveira do goPlan, o que eu interpretei foi que o um dos criadores do goPlan já não via há muito tempo para que andavam as pessoas a utilizar o goPlan.
Claro que, em teoria, todos sabemos que num serviço destes é possível que os administradores consigam ver o que fazemos nas aplicações, mas muitas vezes esquecemo-nos disto. Na verdade, temos apenas a palavra deles e, ou confiamos ou não. A certa altura, coloquei a hipótese de vir a utilizar o goPlan num trabalho colaborativo entre professores de quatro países europeus, depois, e porque a aplicação ainda era nova, decidi ir experimentando primeiro com projectos pessoais. Já os retirei de lá.
A minha interpretação pode estar errada, eu posso ter ouvido mal, mas a dúvida instalou-se e lembrou-me aquilo que muitas vezes esquecemos: a Web 2.0 parece mais um agregador de dados. Há uns tempos um amigo dizia-me a propósito disto que “Hoje sei como isto está, amanhã não sei”.
Pelo sim, pelo não…
Tópicos (RSS)
Paula,
Bons pontos de vista – e como julgo ser óbvio, partilho da tua opinião quanto ao cepticismo necessário quando se lida com este tipo de serviços. Acho que é importante fazer notar 2 coisas distintas:
1) Quanto à privacidade – sim, é sempre possível para administradores de qualquer serviço ter acesso a dados de outrém. Posto isto, são criadas privacy policies e terms of service para este efeito. Uma das regras sobre as quais nos regemos (na qualidade de criadores do Goplan) é de obviamente respeitar a privacidade dos nossos utilizadores, logo é claro que não andamos a ver o que as pessoas fazem com o produto. A existência da Privacy Policy apenas devia assegurar isso mesmo, mas é claro que fica sempre a dúvida, e quanto a essa apenas podemos responder com a nossa palavra. Acredita que não temos qualquer interesse nas coisas dos outros – já basta o trabalho que dá gerir as nossas próprias coisas, quanto mais andar de olho nas coisas de milhares de outras pessoas.
2) Estabilidade: Este sim, um problema complexo. Não há nada que garanta que qualquer serviço (incluindo o nosso) esteja de pé daqui a um, dois, ou dez meses. Ainda assim há várias coisas que posso dizer para apaziguar a mente. Neste momento o Goplan é um negócio viável, paga-se a ele próprio e não há razões para terminar nos próximos anos. Em segundo lugar, estamos a trabalhar em ferramentas de exportação de dados para fora do goplan, isto para garantir que caso alguém alguma vez mude de ideias em relação a gerir os seus projectos com a nossa aplicação possa garantir que não só não perde dados nenhuns, como nós próprios não guardamos dados pessoais dessa pessoa.
Há bastante tempo que penso neste tipo de questões e se há coisa que entendo são estas dúvidas. Não sei se o meu comentário chega para apaziguar a mente, mas espero que ajude
Só um pequeno reparo. O senhor da Microsoft chama-se Vitor Santos, e não Pedro Santos.
De resto, gostei da ‘review’, bom trabalho.
Estava a pensar abrir uma conta no GoPlan, mas já desisti da ideia. Por outro motivo, é que fiz 2 contactos, e não obtive qualquer resposta. Se ainda por cima vêm o que a minha equipa lá tem… não obrigado. Onde há fumo, há fogo.
Se calhar o nome até é bem dado: webreakstuff…
BaseCamp,contem com mais 3 projectos
Admito que também acabei por retirar os 2 projectos que tinha de lá.. até acredito na justificação do Fred mas… como o Henrique disse.. onde há fumo há fogo :\
Paula,
obrigado pelas simpáticas palavras sobre a minha apresentação, confesso que por estar a recuperar de uma alergia, saber que ainda assim passei uma boa mensagem é ainda mais importante.
Obrigado,
Pedro
É triste, este tipo de coisas. É a unica coisa que tenho a dizer. Onde há fumo há fogo? Vou acabar com a minha conta no Google (porque o search history dá cabo de mim), com a conta no flickr (porque eles não apagam as fotos dos servidores se eu as apagar na minha conta) ou os meus eventos no upcoming (porque assim as pessoas sabem onde ando!).
É pena que ainda estejamos num país em que se alguém diz “coça” o outro diz “esfola” e o seguinte diz “mata” e quando vamos a ver, ninguém sabe do que o primeiro falava. Onde há fumo, há fogo. Mas onde é que está o fumo? Sinceramente, se acham que alguém tem tempo para no meio de milhares de projectos ir ver o de algum utilizador (e para quê?), é necessário um reality check.
Posto isto, se tiverem outros comentários em relação ao serviço e como o podemos melhorar, nisso sim estamos interessados.
Obrigado pelos elogios!
É uma pena não termos conseguido discutir algumas destas questões sobre segurança, privacidade, etc.
se calhar precisamos de uma conferência sobre a web 2.0 muito próximamente.
Vários pontos para várias pessoas:
1-Quem quer que os seus projectos sejam 100% secretos, não os vai alojar num serviço de terceiros.
2-Quem acha que os administradores de um serviço com mais de 500-1000 utilizadores andam a ver o que eles tem nas caixas de correio, projectos, pastas de ficheiros. É porque não faz ideia do que está a falar, ou então é porque acha que na situação contrária não resistiria a ir ver.
3-É possivel ter sistemas até mesmo web based em que a informação no provider está encriptada e so fica livre no browser…. Mas desenhar tal coisa seria um pesadelo.
4-Quem não quer……. Não usa…. Agora levantar estas lebres sem provas…. é no mínimo foleiro…
Este é um problema das aplicações web-based, não do goPlan em particular. Duvido que um administrador tenha tempo de andar a ver os projectos, mas não conhecendo os administradores nada me garante que não passem os olhos por lá.
Em qualquer aplicação web-based, basecamp included
O outro problema é que a transposição de serviços normalmente associados a tarefas que fazemos no nosso computador estão a ser transplantados para a Web, acontecendo muitas vezes, esquecermo-nos disso.
O caso do hipermercado é excelente neste aspecto, as marcas não estão interessadas no que eu, Paula, compro, mas na informação reunida do máximo número de consumidores, onde me incluo.
Este caso foi muito positivo: sim, não vou continuar a colocar informação na web, sem pensar muito bem.
Lebres sem provas? Admito que posso ter ouvido mal, mas deu para pensar nisto.
Pedro Sousa: sim
de facto, há uma série de questões na Web 2.0 interessantes. A primeira vez que pensei nisto foi numa dessas aplicações web-based em que me davam a possibilidade de descarregar para o meu computador as coisas e eu pensei porque há-de ser o sentido colocar as coisas na web, trabalhar na web, e depois descarregar, como feature, como extra, para o meu computador e não trabalhar no meu computador e escolher o que quero colocar na aplicação web-based? Esta mudança faz parte da definição da Web 2.0 ou passou a surgir desta maneira naturalmente?
Devo dizer que em termos de design e até facilidade de utilização o goPlan bate o basecamp por muitos pontos. E quando estamos a falar de projectos com pessoas pouco habituadas às novas tecnologias esse ponto torna-se muito, muito importante. Mas são ambas web-based, pelo que utilizar uma ou outra me parece igual para projectos que não queremos partilhar com pessoas que não conhecemos.
Eu ouvi a mesma afirmação que vocês e não tenho qualquer problema em que os administradores de um produto que eu uso possam ver o que eu lá faço. Pior seria se vendessem os meus dados ou os usassem para proveito próprio. Se forem ver bem, até pode funcionar em vosso proveito… se eles perceberem que estamos a usar uma feature de forma errada porque há alguma lacuna no produto, podem perceber e implementá-la (melhor). Tal como alguém que consulta as estatísticas de utilização do seu serviço para perceber se há falhas/anomalias.
Sinceramente, o que me interessa nisto tudo é saber que estão a considerar ferramentas para exportar os dados. Tal como o export/import OPML, é crucial sermos nós os donos dos dados.
Se querem proteger os vossos dados de tudo e todos, optem por soluções locais (desktop ou web, no vosso server (em casa)). It’s a free world.
Eu começo a ter problemas quando isso é admitido em público, porque nesse caso parece não haver a noção de que são dados que esperamos não serem partilhados.
Compreendo e aceito o facto de funcionar em proveito do utilizador, mas se se quer dizê-lo em público então façam-se questionários aos utilizadores, mas não se coloquem as coisas como foram colocadas.
André: compreendo a tua posição, mas há uma diferença entre recolher estatísticas de utilização e ver que projectos é que são criados no goPlan. Compreendo que para muitos projectos (como os que ainda tenho no goPlan) isso não é relevante (até porque são projectos Open Source), mas esse facto faz com que eu não use o goPlan para outro tipo de projectos (exactamente porque não há uma modalidade que me permita ter uma instância do goPlan a correr num servidor privado). Ainda assim me pergunto: será que outros sabem que os seus projectos estão abertos aos olhos da WBS?
Tanta celeuma com os acentos nos “ás” e depois sai um “houveram”… toca a corrigir isso
Bem, os “ás” têm sido quase sempre uma norma por aí e é por essa razão que coloquei. Um erro de vez em quando pode significar uma gralha, um erro constante, não.
Quanto ao houveram, não percebo o que queres dizer, utilizei como terceira pessoa do plural. Fui verificar porque não estamos livres de errarmos, e encontrei a conjugação assim
Acho muito bem o cuidado com a lingua portuguesa.
Quanto ao “houveram”, ver http://ciberduvidas.sapo.pt/resposta.php?id=1003
No caso concreto, devia ser usado “Houve depois outras apresentações…”
“Ainda assim me pergunto: será que outros sabem que os seus projectos estão abertos aos olhos da WBS?”
Marado, isto é de loucos. Não te chegaram as 3 vezes que comentei a dizer que não só NUNCA houve quaisquer olhos de ninguém da equipa de desenvolvimento do Goplan sobre dados privados de qualquer utilizador? Queres que te dê acesso ao SVN para veres que essa funcionalidade não existe (nem existiu) na aplicação? É disso que precisas para te deixares de difamações?
Desde o dia em que abrimos ao publico que há dois documentos no Goplan que dizem mais do que eu posso dizer em comentários:
1) http://goplan.org/help/privacy – A nossa privacy policy, cujo primeiro parágrafo acho que devias ler
2) http://goplan.org/help/tos – Os termos de serviço da aplicação
Novamente, tenho pena (acho muitíssimo triste, mesmo) que ao dizer “há muito que não sei o que é que as pessoas gerem com o goplan” (ou algo semelhante, ainda estou à espera do mp3) seja acusado de violar algo deste género – assumiste coisas absurdas sem sequer ter o descernimento para me perguntar o que queria dizer (logo ali, no local). Passo a citar o que disse no teu blog: “Quando estavamos em beta era comum falar com pessoas que nos mandavam feedback para saber como usam o produto”.
Parece-me ingrato e mesquinho que uses isso para fomentar discussões como esta. Escolhes ignorar tanto o meu comentário no teu proprio blog, como o primeiro comentário a este mesmo post em que digo, em ambas as situações que nunca vimos, nunca precisámos de ver, nem nunca vamos ver dados de qualquer outra pessoa que utilize o Goplan. Não entendo as tuas motivações para duvidar da minha palavra, mas gostava de as ouvir – isto porque novamente preferiste não me perguntar nada durante ou depois da apresentação (e até me conheces bem e teoricamente sabes as coisas que defendo) para partir para acusações online.
Se realmente houvesse uma discussão pública do que se passa nas contas privadas de cada um, aí sim, poderia haver problemas se os donos desses projectos não o tivessem autorizado. A verdade é que o Fred não o fez. Não mencionou nem um único projecto. Relaxem.
Mas sim, se há projectos em que têm dados extremamente sensíveis (dados de cartoes de crédito, pins dos cartoes, etc.) mais vale guardarem-nos no cofre e não num serviço web-based. Sabe-se lá se não vão atacar os datacenters da amazon e roubar informações dos clientes. lol
Agora aposto que todos vocês usam o GMail e não é por eles analizarem o conteúdo dos vossos mails que vocês deixam de ir lá… ou deixam? Get over it.
Quando o Fred disse aquilo sobre ver o que as pessoas gerem com o goplan, admito que fiquei um bocadito incomodada na altura, mas ainda bem que já está tudo esclarecido.
Não uso o goplan e, mesmo que usasse, não era por este comentário que o deixaria de usar. Sei perfeitamente que, quando enviamos qualquer tipo de dados para a web, há a hipótese, mesmo que seja remota, de que outras pessoas possam ter acesso a eles.
E ainda bem que mencionaram o Gmail. Eu ainda demorei um bocado a convencer-me a usar o Gmail, especialmente quando vi este site: http://www.google-watch.org/gmail.html. Mas é uma questão de considerarmos as vantagens e as desvantagens e ver para que lado pende a balança.
Se quiserem comunicar de maneira absolutamente segura, escrevam uma carta à mão e entreguem-na pessoalmente. ^_^u
Fred: vamos lá esclarecer uma coisa… Tu estás de cabeça quente a responder a estes comentários. Chill out. Tanto no meu post como neste estão a ser discutidas duas coisas:
1) A tua frase e as suas consequências. Disseste depois que vocês nunca viram nada disso, o que é perfeito – formulaste apenas mal a frase, e isso fica esclarecido. Continua a ser, no entanto, pertinente o tipo de questões que a frase levantou…
2) …como por exemplo as vantagens e desvantagens de um serviço do tipo goPlan, em que os dados não são armazenados pelo utilizador mas sim pelo serviço. A Paula levanta essa questão no post dela, e as respostas apareceram um pouco por aí.
Não estou a dizer o que fazes ou não – e não estou a fazer difamação de tipo algum. Apenas repeti a tua frase no Take off.
Desde o dia em que abrimos ao publico que há dois documentos no Goplan que dizem mais do que eu posso dizer em comentários:
Disseste “Já há muito tempo que não vejo os projectos que as pessoas andam a criar no goplan”, e por isso eu não “assumi coisas absurdas”, assumi apenas que estavas a dizer aquilo a sério, apesar de entretanto teres dito que não era essa a tua intenção, e que a frase estava mal formulada, e que nunca disseste aquilo.
Não estou a fomentar absolutamente nada! Que tal em vez de vires com esse paleio todo teres dito apenas algo como “não era isso que eu queria dizer, devo-me ter enganado”? Se há polémica em torno deste assunto, és tu que a estás a fomentar.
O Fred Oliveira respondeu com uma frase, de forma natural, a algo que lhe perguntaram na plateia. Nestas situações, o que “sai” tende a ser a verdade. E a forma como disse, levanta muitas dúvidas, e gerou imediatamente a mesma sensação em várias pessoas. Está a ser blogado em vários locais. Se fosse a Microsoft, a coisa já tinha dado a volta ao mundo. Como é só a WeBreakStuff, a coisa é mais limitada
Se fosse alguém do BaseCamp, o Fred não iria comentar ?
No website do planeta asterisco o artigo do Adriano Afonso “data peeking”, levanta algumas questões importantes, tal como este e o do Marado também. Isso não é mesquinhez Fred.
Não vejo que o Marado seja mesquinho por comentar e blogar sobre uma frase dita em público pelo responsável de uma aplicação web cuja responsabilidade é armazenar informação de, em termos latos, projectos.
O facto de ter TOS e políticas de privacidade, não impede coisa nenhuma por parte da equipa de desenvolvimento e manutenção, se estes não tiverem comportamentos honestos. É aqui que a frase do Fred é importante, e nunca devia ter sido dita.
As ofensas só pioram a posição do Fred Oliveira. Era melhor de facto admitir que em tempos pode ter acompanhado algo, nem que fossem projectos da WeBreakStuff ou de amigos, porque segundo diz, criaram aquilo para uso pessoal. Está nitidamente a meter os pés pelas mãos.
Com tudo isto…… Fui abrir uma conta no goplan para ver que tipo de informação era colocada a cada nível de interacção com o sistema.
Sinceramente meus senhores. Qual o problema de um:
select nome,descricao from projectosNa altura, quando o Frederico Oliveira fez notar que não andava a par dos dos projectos que eram geridos através do goPlan à algum tempo, confesso que a afirmação surpreendeu-me bastante. A Webreakstuff é uma empresa com potencial para desenvolver projectos web based como se comprova com a qualidade dos seus trabalhos e, acredito que grande parte dos clientes do Goplan estejam a gerir projectos que colidam com os interesses e ambições da WBS – ao contrário do exemplo dado das fotos no flickr onde a mesma situação já não se aplica. Relativamente ao argumento que existem demasiados projectos para os manter debaixo de olho, na minha opinião não seria assim tão difícil: calcular o indice de actividade de cada projecto através de outros factores (tamanho ocupado em disco, numero de tarefas, numero de pessoas, etc) permitia obter um top de projectos com maior probabilidade de conter informação valiosa. “SELECT nome, descricao FROM projectos” isto pode conter informação bastante sensível se, por exemplo, a descrição incluir a nova “the next big thing”, um algoritmo como o PageRank, por exemplo; note-se também que segundo os planos de subscrições do Goplan, também é possível ter file storage, que pode conter código ou outros dados possivelmente tentadores se a ética pesar menos que a ganância. Eu confio em toda a gente, só não confio no diabo dentro delas…
Antes demais e sem ter nada a ver com o post em si, mas com o comentário do sr./menina A., queria agradecer-lhe pela correcção. A sério que pensava conjugar de forma correcta! Mas vejo agora que é uma excepção do sr verbo haver! Obrigada
– já está corrigido!
Relativamente ao outro assunto, que tanta polémica tem despoletado:
Gustavo – um dos meus projectos era uma ideia para um livro, sendo o título desse projecto “book tema”, pelo que só o título dizia quase tudo.
Há duas coisas que me parecem importantes nesta questão:
A primeira tem a ver com uma reflexão sobre a Web 2.0, da qual já falei e a qual me parece uma discussão pertinente e interessante (pelo menos para mim).
A segunda tem a ver om o facto disto ter sido dito em público.
Não sou assim tão assustadiça: se um administrador passa os olhos pelo conteúdo dos seus clientes, mesmo que tenha na sua Privacy Policy ou TOS que não o faz, para melhorar o serviço ou até que o discuta com os seus colegas da empresa, também eles administradores, não me choca.
O que me choca é quando isso é dito em público e isto não é de somenos importância, porquanto significa que não se acendeu nenhum sinal vermelho na pessoa que o disse, a coisa saíu naturalmente e nestas circunstâncias a pessoa pode estar preparada para falar do assunto.
Mas foi referido algum projecto que fosse realmente gerido no goplan? Eu não ouvi, mas podia estar distraído.
Acho que isto só choca as pessoas se nunca tiverem pensado que por detrás de qualquer produto há sempre pelo menos uma pessoa… Já imaginaram a quantidade de pessoas (manutencao de bd, webdev, etc) que trabalham no Google Docs? Eu já escrevi artigos científicos lá… é por isso que vou ter medo de o usar? Porque me podem roubar a ideia?
@mindboosternoori blog by me:
Tanta conversa sobre os TOS e Privacy: http://www.goplan.info/ ir ao footer, é a ultima coisa da página, como normalmente o é em todos os sites. Por isso é o primeiro sitio a ir procurar.
Que tal esperar uns dias até ao ficheiro MP3 sair e tirarem todas as dúvidas( sairá provavelmente no sábado).
Agora a minha opinião pessoal: É normal o que o Fred disse de já não ver os projectos do goplan, e tal não indica que os vá “espiar”. Decerto que o Fred para avançar com o projecto já tinha alguns clientes chave para a aplicação, tal como outros beta-testers que o iam ajudando a testar e melhorar a aplicação. É NORMAL estes falarem com a WBS sobre os seus projectos, e a melhor forma de os gerir. Por isso ver os projectos pode ser tanto com consentimento, como pode ser simplesmente falar com os clientes. Para quem tem experiência com aplicações online e clientes/utilizadores, sabe-se que muitas vezes eles pedem para vermos as contas deles (sim, acontece-me!).
Penso então que tiraste uma conclusão errada das palavras dele.
Só tenho pena que esta situação não tenha ficado resolvida na altura… Se a afirmação incomodou tanta gente, porque não simplesmente o demonstraram na altura? De certeza que o assunto seria resolvido rapidamente, e até poderia ser criada uma dicussão bastante interessante nessa altura.
As coisas são muito mais facilmente desentendidas quando colocadas em blogs e quando cada pessoa interpreta de forma diferente, sem ter o contexto em mente.
De que servem os eventos se não é para discutir os asssuntos que nos tocam, de estar cara a cara com quem só estamos habituados a “ler de”.
Sérgio: quanto a mim, de facto, não disse nada, primeiro porque fiquei desorientada e não tive uma acção rápida para perguntar, depois porque a questão levanta uma discussão que não tinha a ver com o evento. isto insere-se na discussão sobre a Web 2.0, a meu ver e não em empreendedorismo. Depois porque o problema aqui não é se o admin de uma aplicação vê ou não vê os projectos.
Se um admin vê os projectos do cliente, para até melhorar o serviço, mas tem noção de que está a ver coisas que não são dele e que não lhe foi dada autorização explicíta para ver, não me choca. Porque sei que um admin nestas circunstâncias não vai discutir os projectos com outras pessoas.
O que considero grave é quando um admin diz em público (ou pelo menos eu assim o interpretei) que o faz.
Porque quando dizemos em público que fazemos algo, estamos mais facilmente propensos a falar sobre isso.
Se perguntam a um admin para que tipo de projectos estão a usar os clientes a aplicação, deveria acender-se um sinal vermelho nesse admin e não é difícil repsonder a esta pergunta, o admin pode dizer, ultimamente não temos tido feedback dos nossos utilizadores, mas já o tivémos, etc, etc
No entanto, não foi isso que aconteceu.
Também já percebi que a maior parte dos informáticos que falam deste assunto acham perfeitamente normal verem os projectos (que não me choca) bem como dizê-lo em público (de onde deduzo que não têm problemas em discuti-los).
Para mim, que não sou informática, não tenho problemas em que o admin veja os meus projectos, mas já me incomoda que o diga em público.
E também não interessa que fale de projectos em particular. No post, falo também de um exemplo daquilo que se pode fazer com um conjunto de informação não particular.
De qualquer forma, o meu post vai no sentido de um outro tipo de discussão. Podem dizer à vontade que quem acha que os admins não vêem o que colocamos na web 2.0 é naive. Para os informáticos é muito fácil que levam com a questão da segurança todos os dias, experimentem perguntar aos utilizadores não-informáticos o que eles pensam, ou até se sabem o que é a web 2.0…
09 f9 11 02 9d 74 e3 5b d8 41 56 c5 63 56 88 c0
Ei! Isso não se pode dizer!
Resumindo, web 2.0 isto web 2.0 aquilo.. o que é a web 2.0? Páginas com gradientes, botoes redondos e um conceito de http request asincrono que já existe há anos?
Comentando a situação do goplan, já que muitos de vocês parecem ter projectos sabem perfeitamente que se houver algum problema é preciso resolver. Por vezes é necessário ver o que se passa com o sistema, ver o que causou o problema e isso por vezes involve ver dados que alguns podem considerar sensíveis. Se têm um projecto em Beta é normal que vejam o que se passa com o sistema como está a escalar, e sim, que tipo de projectos são registados de modo a melhorar o sistema para todos os utilizadores, se não compreendem isto enfim, não sei o que vos dizer.
E já agora, por bem da sanidade mental parem de fazer posts com o raio do número, a infantilidade do mundo dos bloggers reflecte-se na quantidade de lixo no meu agregador.
Cumprimentos.
Augusto… desagrega!
Já agora não queres pedir assuntos que te agradem aos bloggers do teu agregador ? tssss….
Só é preciso um pouco de bom senso.