Está sol. Nem uma nuvem no céu.
Toda a vizinhança está mergulhada num silêncio de domingo. Ouvem-se os insectos a zumbir; ao longe, o ruído distante de famílias a almoçar. Um brisa suave faz ondular a folhagem jovem da primavera. Nem um ruído de carros.
Pela vereda que conduz a casa, banhada pelo sol intenso, vejo chegar o meu filhote adolescente. Passou a noite em casa de um amigo e regressa agora com a almofada debaixo do braço. Quanta ternura por aquele miúdo que caminha tranquilamente com uma almofada debaixo do braço.
E no momento em que ele se acerca do portão já sinto saudades deste instante de harmonia.

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