…mas só até aparecer uma velha.

É sempre assim: depois de uma eleições ou um referendo continua a desorientação.

A abstenção não é nenhum sinal ao Governo nem à matéria em discussão. A abstenção só diz uma coisa: “não quero saber, nem quero que me perguntem”.

As pessoas que concordam com as eleições ou referendos, mas não concordam com nenhuma das possibilidades de voto dão-se ao trabalho de ir votar e votam em branco, isso sim é um sinal.

Uma pessoa que não vai votar, sem justificação, está apenas a dizer que não quer saber do direito de voto.

E há cerca de 56,39% nestas condições…

7 Respostas a “parece que os portugueses continuam umas nêsperas…”
  1. Nuno diz:

    notável como o 1o Ministro foi rápido a comunicar ao páis o que é a consequência deste referendo. Uma invulgar demonstração de “cojones” e de convicção.

    De forma directa veio dizer “quem está de fora não racha lenha”, o que é um conceito estranho a alguns médicos (e não só) que com um azedume tremendo vieram já à TV dizer que cada abstenção devia contar como um voto contra a mudança da lei. Fica-lhes bem essa atitude :)

  2. RedScout diz:

    Não percebo toda esta discussão em volta dos médicos. Na RTP estavam também a tentar fazer disso uma polémica. Um médico pode recusar-se a fazer um aborto mas haverá outro para o fazer. Alias, já deve ser isso que se sucede actualmente, uma vez que actual lei já permite o aborto em algumas situações, logo, não é só a partir de agora que vão ser feitos abortos.

  3. SD diz:

    Eu o que gostei mais nisto tudo foi os apoiantes do Não a vincar mais uma vez o valor da VIDA de tal forma que muitas pessoas pensariam que estavam novamente a ser questionadas se eram contra ou a favor do aborto. Por outro lado os do lado do Sim tentavam por de lado a questão de ser ou não uma vida. Confusão total… quer para quem já tinha a sua opinião formada como para quem nem sabia do que se estava a falar!

    Quanto aos médicos, aos psicólogos, aos advogados, políticos e afins, mais valia tarem quietinhos que também só ajudaram na bagunça de ideias. Já nem eu sabia para o que ia votar.

    No que diz respeito à abstenção eu gostava que houvesse uma separação das coisas, porque neste momento tanto entra para abstenção o que ficou em casa a fazer nenhum como o que foi lá e votou em branco ou nulo. Em termos práticos não me parece que seja para se meter tudo no mesmo saco.

    Pelos comentarios das pessoas que apareceram pelas radios e TVs, parece-me que o objectivo é o mesmo a estrada também só que uns mais realistas que outros… O aborto é uma realidade, e no fundo o que toda a gente quer é que ele seja reduzido ao máximo.

  4. Jay diz:

    Ora boas!
    Como vai a menina? Bom, quanto a essa matéria, os políticos deveriam ver a abstenção de outra maneira: se mais de metado do país não votou, é porque existe “alguma COISINHA” errada no sistema político! (tipo, tá uma MER#$%&)… Em vez de tentar encontrar uma lei mais equilibrada, inventam um 8 ou 80, na qual as pessoas têm de escolher um dos lados e mais nada! Admito q fui um dos q votou em branco. Ora vejamos um exemplo:
    SIM, acho que a mãe deve ter direito de escolha EM CONJUNTO com o pai, e em caso de não existirem possibilidades de sustentar a criança;
    NÃO acho justo uma menina que andou “na brincadeira” e lá correu mal passar à frente de pessoas que estão à anos à espera de uma operação… E ainda para mais, é o estado a pagar a operação! Errado… Se fosse uma doença é uma coisa, mas a gravidez poderia ser evitada!
    Daí um novo referendo, esse sim, penso que mais util, acerca do apoio na matéria de contraceptivos. É necessário prevenir os “erros”, não é só corrigi-los depois de estarem cometidos!

    Abraços/Beijos ;)

  5. Paula diz:

    Bem eu tinha escrito um comentário enorme, mas passou o tempo… e acabei por o perder. resumindo:
    essa conclusão só pdoe ser tirada se os números de abstenção fossem votos em branco.
    uma pessoa que não vai votar para ficar refastelada no sofá ou ir à praia não deve estar muito preocupada com a política do seu país
    e o sr já vê: toda a gente se queixa, ams quando há eleições ou votam naqueles de quem se queixam ou nem sequer se dão ao trabalho…
    os políticos têm culpa de muita coisa, mas da desresponsabilização que os cidadão têm vindo a cometer, não.
    relativamente ao seu sim e ao direito de veto de um pai, que a maior parte das vezes desaparece quando aparece o bébé e é muitas vezes responsável pela decisão de IVG da mulher pode ler este post.
    Relativamente ao seu não, dá perceber que gosta da tese da rameira, pelo que o remeto para este artigo.
    e se está relamente preocupado com as dificuldades económicas, deixe-me lembrar-lhe que os casais nesta situação também têm direito à sua sexualidade e os contraceptivos também falham.
    O sr queria pôr o quê na lei? que a mulher pudesse abortar se não tivesse condições económicas e fizesse prova que o contraceptivo falhou?
    ora faça-me o favor!
    por último, a informação e apoio nos contraceptivos não colide com a aprovação desta lei. muito pelo contrário.
    assim, vamos deixar de ver mulheres em tribunal (curioso que quando as pessoas escrevem que “o pai devia ter direito a decidir” nunca acrescentem que “também deveria ir a tribunal”) e mais do que isso, vamos deixar de ter mulheres com graves complicações de saúde e até a morrer por terem feito um aborto.

  6. Mário da Silva diz:

    curioso que quando as pessoas escrevem que “o pai devia ter direito a decidir” nunca acrescentem que “também deveria ir a tribunal” – PS

    Santa ignorância. Leia a lei.

    - Para as mulheres abortantes pena de 0 até 3 anos (não julgável e por isso nula mesmo com a lei actual).
    - Para os outros envolvidos:
    “Quem, por qualquer modo, fizer publicidade ilegal de produto, método ou serviço, próprio ou de outrem, como meio de incitar à interrupção voluntária da gravidez, será punido com pena de prisão até 2 anos ou pena de multa até 240 dias.”

    E sobre o que vai ser a Lei é sempre bom ouvir o que se diz antes, logo após e no dia seguinte e que juntei aqui mais uns comentários.

    É que a nossa Lei NÃO é a alemã e nem pretendem que venha a ser.

    Até outro dia.

  7. Mário da Silva diz:

    Já agora veja as restantes penas que estão previstas no Código Penal (PDF, extracto) e que não vão ser alteradas.

    Para o pai, companheiro, marido ou qualquer outro a pena pode ir até oito anos ou mais ainda caso resulte em morte da abortante.

    Fim.

  8.  
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