“acordo. ao lado, uma luz no telefone indica uma mensagem.
custa-me dormir. agora que reduzi o café e tudo!
(pois se eu não durmo, porque haveis vós de dormir?)
lá fora, está tudo em silêncio. nem as luzes se ouvem.
antigamente, a iluminação era branca. agora este amarelo dá um ar estranho às coisas.
(pois se eu não durmo, porque haveis vós de dormir?)
before, desta janela via-se verde a perder de vista. ao fundo a “casa da quinta” dominava e nomeava o espaço.
agora, vê-se um emaranhado de ruas de alcatrão e sinais de trÃÂânsito, muitos sinais de trÃÂânsito.
o que não deixa de ser ridículo se tivermos em conta que estas estradas não têm movimento e muitas ainda não levam a lado nenhum.
(pois se eu não durmo, porque haveis vós de dormir?)
lá adiante, na junção daqueles montes, há uma claridade pouco habitual, mas não surpreendente neste calor. ali, hoje, a noite vai ser muito longa. ali, a noite vai ser muito mais longa do que aqui.
(pois se eu não durmo, porque haveis vós de dormir?)
o silêncio começa a ser invadido. está na hora das cigarras?”
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2 Respostas a “sono”
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Teu?
Absolutamente, ficção?
meu. ficção. baseado em factos reais