Hallo
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Estou a escrever desde Munique, na Alemanha. Sao 7:30 da manha, o turismo so abre as 9, o teclado e alemao e portanto estou com problemas com os acentos e com os y que insistem em ser z…
Enquanto espero pela abertura do supracitado espaco de busca de mapas e informacao, decidi vir ao EasyInternetCafe (mesma companhia que a EasyJet) mesmo a frente da estacao, que so tem 500 computadores e onde se paga 1.20 por hora de Internet (excelente se atendermos que em Viena pagava-se 1.30 por 10 minutos :D).
De Roma fui ate Bari, de Bari ate Brindisi. De barco ate Patras na maravilhosa Grecia (percebi finalmente porque e que os deuses eram pessoas comuns - eles viviam no paraiso). A Alki continua linda de morrer. De Patras ate Atenas, de Atenas ate Thessaloniki. Para Sofia, na Bulgaria. De Sofia para a Romenia e a Pequena Paris, Bucareste (um oasis num pais de muita miseria). Perdido o comboio de Bucareste para Belgrado, decido inventar e apanhar um comboio ate Timisoara, onde a miseria atinge outra proporcao. Em Timisoara descubro que terei de esperar pelo mesmo comboio pelo qual nao quis esperar em Bucareste, o que decididamente nao me agrada. Depois de varios sprints entre a estacao de comboio e a de autocarro, que serviram para me lesionar dolorosamente no pe esquerdo, devido ao desiquilibrio da mochila (a coisa mais pesada a face da Terra, pelo menos visto de baixo), decidi sentar-me nas escadas da estacao de comboio a espera de um milagre que me permitisse ganhar algum tempo. Esse milagre chamava-se Florin e sabia falar Ingles, o que ali era obra. Por sugestao dele fiy uns negocios meio manhosos com um taxista e consegui chegar a fronteira entre a Romenia e a Servia & Montenegro. Atravessei a fronteira a pe, naquela que provavelmente tera sido a primeira vez que um Portugues foi visto naquele sitio, naquelas condicoes e piorei o estado do pe. Do outro lado da fronteira parece que havia uns autocarros regulares para Belgrado (+/- 100 Km), mas era Sabado e autocarros nem ve-los. Os camionistas eram todos, sem excepcao, Romenos e iam todos, sem excepcao, para a Croacia e nao passavam por Belgrado. Sem boleia a vista, mais um negocio manhoso, este bem caro, e la cheguei ate Belgrado e a Biljana. Continua pequenina. Ali ainda havia sinais da guerra, mas nao houve problemas. Perdi um dia a tentar descansar o pe, quase inutilizavel e decidi nao ir a Bosnia nem a Dubrovnik, porque para alem da minha debilidade, na Bosnia os comboios sao um bocado tabu e em Dubrovnik nao existem. Fui directo para a linda e pequenina Zagreb, na Croacia. Depois para Budapeste, Hungria, Viena, na Austria e depois para aqui. E a viagem ainda nao chegou a meio… Mas o pe esta bem melhor e o espirito em cima. Ainda vou ver a Gosia a Varsovia, encontrar a minha maninha em Amesterdao e para acabar, antes de regressar a Roma, mais uma vez, Paris e a Vera.
Cansado? Nah… ![]()
Convictamente
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Há muito tempo que não escrevo nesta casa. Para mim é há muito tempo. Durante cerca de um mês escreverei num canhenho que comprei para esse propósito. Por razões que a razão desconhece.
Mas continuo a vir aqui todos os dias, várias vezes por dia.
Hoje descobri uma série de comentários feitos pelo sr. José. Diz que adora o nosso blog e que está viciado ![]()
Depois descubro e intuo que gosta de Murakami e Wong Kar Wai e Lost in Translation e Cesariny e Nouvelle Vague.
Sigo-lhe rasto até ao O Convicto, e descubro uma imagem deliciosa de um filme de Truffaut e reparo na coincidência de eu ter visto ontem, “O Acossado”, do Godard (fabuloso).
É sempre surpreendente encontrar alguém que gosta do que nós gostamos.
Os Homens livres e os escravos
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A liberdade assenta sobre a responsabilidade; e esta sobre o respeito.
Os escravos confundem liberdade com abuso e confundem respeito com servilismo.
Os outros assumem as responsabilidades nas quais assenta a sua liberdade.
r o d r i g o … l e ã o
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“Hoje o céu está mais azul,
Eu sinto
Fecho os olhos, mesmo
assim
Eu sinto
O meu corpo estremecer
Não consigo adormecer
Ah, nem o tempo vai chegar
P’ra dizer o quanto eu sinto
Você longe de mim
É uma espécie de dor
Hoje o céu está mais azul
Eu sinto
Olho à volta mesmo assim
Eu sinto
Que este amor vai acabar
E a saudade vai voltar
Ah, nem o tempo vai chegar
P’ra dizer o quanto eu sinto
Você longe de mim
É uma espécie de dor
Já não sei o que esperar
Dessa vida fugidia
Não sei como explicar
Mas é mesmo assim o amor”
Faróis
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Esta semana, o tema da Internet Public Library é “Faróis - uma viagem fotográfica” ![]()
talvez
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talvez
talvez a perfeição
talvez a perfeição não seja mais do que um reconhecimento
talvez a perfeição não seja mais do que um reconhecimento das nossas próprias imperfeições
…
talvez
talvez a perfeição
talvez a perfeição seja o reconhecimento
talvez a perfeição seja o reconhecimento da imperfeição
talvez a perfeição seja o reconhecimento da imperfeição e da calmia que o acompanha.
The Girl in the Café
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The Girl in the Café is a TV movie that was first aired in July 7th this year, right before the 2005 G8 Summit. The story is a simple love romance that ends with a “normal” woman attending the G8 summit and giving alot of the politicians there a hard time with her “simple” views of some of the issues being discussed there.
After the G8 summit this year seems we are closer to meet the Millennium Development Goals, but 2015? It would be so good to end extreme poverty and hunger. On a more “software oriented” side, it is interesting to look at the eight goal of the Millennium Development Goals and see how it fits so perfectly into Software patents, and patents in other areas. Kudos to the Brasilian government tha has said numerous times that it will allow brasilian companies to jump over any patents on medication that shows good results in the fight against AIDS.
The world is a small place. We need to find a way to work together to save it, and in the end save ourselvs.
“This Little Girl Of Mine”
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Há músicas que me tiram do sério. Esta fui encontrá-la num cd com a chancela da Blue Note.
Até já!
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Vou-me embora amanhã cedinho e se calhar só volto a escrever aqui daqui a um mês. Um abraço e até 15 de Agosto!
Começo a ser conhecida como detectora de bugs…
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ele - queria que desses uma vista de olhos numa coisa.
eu a olhar para uma aplicação informática - isto está muito fixe! o que posso fazer?
ele - olha, isto funciona assim e assim. podes inserir isto e aquilo. depois aparece aqui isto… e na principal aparece também… olha vai lá… vês?
eu - cool… e se eu fizer isto? e se em vez de fazeres assim, fizermos assim? e isto faz isto? e se tentares enganá-lo? o gajo [computador] pensa que isto é isto?
ele - epá! tu tem calma, que tu és perigosa. deixa estar assim, que daqui a mais uns dias te deixo mexer à vontade…
isto não é a primeira vez que acontece. e não há nada mais engraçado do que tentar enganar uma máquina. eu, ultimamente, só recebo elogios ![]()
becoming more like alfie - divine comedy once again
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“(Wot, you all settled then? Right, we can begin. My name is…)
(Alfie!)
Once there was a time
when my mind lay on higher things
And once there was a time
I could find pretty words to sing
But now, well now I find
it saves time to say what you mean
I know it seems so unrefined
But it’s time to let off some steam
Oh come on!
Everybody knows that No means Yes
just like glasses come free on the N.H.S
But the more I look through them the more I see
I’m becoming more like Alfie
Once there was a time
when a kind word could be enough
Andonce there was a time
I could blindfold myself with love
But not now - now I’m resigned
to the kind of life I’d reserved
for other guys less smart than I
Y’know the kind who will always end up with the girls
And besides
everybody knows that No means Yes
just like glasses come free on the N.H.S
But the more I look through them the more I see
I’m becoming more like Alfie
Oh come on!
I’m becoming more like Alfie”
hipóteses
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*às vezes, gostamos tanto das hipóteses que colocamos, que forçamos os factos a encaixarem-se nelas, em vez de mudarmos as nossas hipóteses.
*até percebermos que a colocação de hipóteses serve apenas para as descartarmos.
Nouvelle Vague
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Não vos posso dizer nada sobre isto, apenas que ouçam: http://www.nouvellesvagues.com
dias de 48 horas
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passei os últimos anos a dizer que precisava que os meus dias tivessem 48 horas. bem, consegui. há uma semana que só durmo de dois em dois dias. weee…
Palavras
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“Aguardo a resposta com a fome cÃÂôncava do filho único. Viva quem é incendiário com palavras. Que arda vítima do seu próprio fogo, e nos deixe o ocre e cinza da esperança!”
Caramba…. Fico um pouco perdido quando leio coisas assim. Tenho um espírito talvez demasiado linear. Não que não saiba perrceber que 1+1 pode ser bem mais que 2, mas muitas vezes leio coisas e fico a pensar que perçebo bem pouco, e que ainda pior do que perceber pouco, nunca irei conseguir escrever sequer de forma semelhante.
“-Mas tu tens a tua forma de escrever, que é diferente…. é tua!”
Diria agora a Paula. É verdade, eu escrevo de uma forma que se aparenta muito com uma conversa, talvez por isso a minha escrita seja tão confusa, as ideias numa conversa são como o pensamento, correm livres e vão pegando em pontas soltas aqui e ali.
Mas a escrita que aqui transcrevi do Gabriel_MM é, para mim, confusa por outra razão. Pela forma como usa as palavras. Por exemplo “Aguardo a resposta com a fome cÃÂôncava do filho único.” a fome cÃÂôncava não consigo entender. CÃÂôncavo ou convexo para mim são conceitos geométricos, e por muito que eu tente não os consigo encaixar com o conceito de fome, muito menos quando se mistura a ideia do filho único. Eu tento. Eu juro que tento. Dizem que eu escrevo depressa, mas não consigo para aqui transmitir as tentativas de ligação que eu já fiz, foram muitas. Não consigo….. Sou humano
………. Sou humano……. Sou humano
!
É verdade… Hoje conto 28 primaveras….. Ou como o frog colocou 28 voltas ao Sol. Isso parece imenso, por isso resolvi fazer umas contas:
365.2564(ano sideral)*(23 horas, 56 minutos e 4.091 segundos)(dia sideral) = 441993.4823324 segundos
É impressionante….
E que viagem eu fiz neste tempo?
Bem considerando que a terra orbita o sol a uma velocidade média de 30km/s (30 kilometros por segundo!!! ) eu já percorri cerca de 13259804 Km …
É bastante não é ? Infelizmente não. Ora vejamos…. um ano luz (distÃÂância que o luz percorre em um ano sideral) é 9 460 730 472 580.8 Km e considerando que Alpha Centaury (a estrela mais próximo do nosso sistema solar) está a 4,2 anos luz:
13259804/(9460730472580.8*4.2)=0.0000003337 ….. Ainda nem um milionésimo da viagem eu fiz!!!!
(Os mais atentos poderão dizer que as contas tão erradas, que não considerei a rotação da Terra em torno do seu eixo (peanuts in this calculos) que não considerei o movimento do Sistema Solar na Via Láctea (not peanuts), e que não considerei o movimento da via láctea na expansão do universo (se alguêm me disser um referencial para este eu talvez saiba se são peanuts ou não peanuts agradeço).
E pronto. Vou terminar. Já chega de asneiras!!! Nem tudo se perdoa só porque se faz anos.
mais um a viajar…
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Um amigo recente (a liberdade, é a escrita que mo permite) vai perder-se para Paris ao cair da noite.
Ficam aqui os votos de uma excelente perdição…
Sei que ainda falta uma resposta, que me apetece dar. Mas antes há que digerir bem o som e a voz ![]()
Quem é o menino lindo que faz hoje anos?
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O menino Gustavo faz anos. Isso mesmo, o sr. Admin aqui da casa ![]()
Parabéns na língua que quiseres.
Um grande abraço e principalmente um grande obrigada, Gustavo.
Ok, cá vai
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Tenho saudades de Portugal. De Coimbra, da Figueira. Dos amigos, da borga, dos copos. Dos abraços e dos beijos. Da família. Do Nuno, da Inês, da Anita, da minha mãe e do meu pai, dos meus avós, dos meus tios e dos meus primos.
E então o que é que eu vou fazer? Um interrail por grande parte da Europa, não incluindo a Península Ibérica. Parto este Sábado e só volto dia 15 de Agosto. Volto para Roma.
Não tenho o direito, mas vou citá-lo na mesma e na língua original, dedicado à pequenina:
“Pour toujours, je serai étranger à moi-même.”
Ouvido de passagem na rádio, sobre a luta contra o terrorismo
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“Con chi non ha nulla da perdere, non si vince mai”

