This entry was posted on Monday, June 27th, 2005 at 7:34 pm and is filed under Geral.You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.
Cinema, outro tema apaixonante. Eu tb gostei muito do Lost in Translation, mas tenho outros títulos que me fascinaram mais. Antes de mais, qualquer filme de Fellini, ou do Lars Von Trier. Destaco o Amarcord, do primeiro, e o Europpa, do segundo. E cinema asiático, tb o há muito bom (devia colocar nos meus favoritos um nome que colocas nos teus, tb, Paula… e o “Disponivel para amar” nem sequer é o melhor!), e o Vincent Gallo, que vai estar em Paredes de Coura (eu estarei lá, eu estarei lá!), e… sei lá, tantas páginas de emoções que poderia aqui abrir, de repente. Qual o vosso filme favorito?
Também gostei mais do 2046 que do Disponivel para amar. Mas o Chungking express, esse sim… uma obra-prima (ainda mais prima… eheheh). O Wong Kar-wai é um sensível. Um lírico! Mais ainda que o “crú” Takeshi Kitano (por vezes, parece um Brecht oriental). Mas… e o Yi-yi, do Edward Yang? Eh pá, que filmaço!
O sr. Gabriel não venha meter veneno nesta casa
Eu tenho de admitir que a ideia no Chungking Express de expelir as lágrimas através do exercício físico é particularmente bonita.
Mas obra-prima é o 2046. Estamos a falar da imagem, do som, do guião e da perfeita combinação e integração de todos estes elementos. Não foi por acaso que o resutado foi trabalhado vezes sem conta, que foi anunciado em anos anteriores em Cannes sem resultado, que chegou a Cannes em cima do timming da projecção, que voltou à sala de edição mesmo depois de ter sido projectado. Dizia-se, em jeito de piada que o sr. kar-Wai iria acabar o filme lá para 2046…
E não se esqueça que o “In the mood for love” foi quase uma experiência pré-2046.
O 2046 não é um filmezeco em que se estalou os dedos e se teve sorte. Não. É uma obra muito trabalhada. Como as grandes obras. Não era o Tolstói que se ria na cara de quem lhe falava em talento? Reescrever o Guerra e Paz sete vezes…
eheheheh…. não meto veneno, não senhor. O 2046 é um filme especial, sem dúvida. O Chungking Express apanhou-me numa altura especialmente sensivel, sabes? Talvez por isso tenha um véu especial que, aos meus olhos, paira sobre ele. Mas reconheço a valia do teu argumento.
Volto, contudo, à questão anterior: e o Yi-Yi, que achaste? Acho que foi um filmão, uma obra também difícil de repetir, belíssima, uma sensibilidade incomum nas telas de cinema!
eu do Chungking express fiquei-lhe com esta sensação de leveza, agradável e suave, vá lá saber-se porquê…
o “Yi-Yi” não vi… mas que me aguçou a curiosidade.. talvez ainda o apanhe num ecrã pequenino…
e Tatischeff? que me diz? e eu a pensar tanto figurante, este playtime tem e afinal, papel, senhores, papel, fotografias de corpo inteiro! uma delícia, o monsieur Hulot… hei-de voltar a estes em post merecido
descobri o “Playtime”, o filme que o arruinou, nas sessões especiais do avenida. o encantamento levou-me a devorar os quatro dvds quase de uma vez. O Francisco Amaral contribuíu também para isso
os filmes, as curtas-metragens, o “cours de soir”, a “escola dos carteiros”, perceber que ele aprimorava as cenas, este é outro realizador favorito
Olha. Eu a pensar que ia escrever um comentário sobre o Lost in Translation e eis que me trocam as ideias.
Wong KAr-Wai é o meu cineasta favorito. Apesar de não ter visto todos dele, todos os que vi são especiais. O único que posso dizer que não adoro loucamente é o Days of Being Wild, mas é normal porque o moço era jovem nessa altura.
Chungking Express é talvez o meu favorito. É impossível explicar o que esse filme significa para a minha pessoa. Enfim, uma marabilha.
Mas é óbvio que também adoro o 2046, que me parece que não vai ser suficientemente respeitado nos próximos anos. Mas parece-me que daqui a muito tempo vai ser dos mais respeitados dele.
Simplesmente é um filme demasiado grande, parece-me que a semi-má-recepção se deve ao facto de as pessoas não olharem para ele e tentarem encontrar a imensidão que o projecto é. Porque entendo perfeitamente que numa primeira visualização o filme saiba a pouco à maioria das pessoas, especialmente aqueles que não vivem em plena harmonia com o cinema de Kar-Wai.
Quanto a mim… foi a sessão de cinema mais maravilhosa que alguma vez tive. Inexplicável mesmo.
Olha, adoro o teu blog. Estou viciado
(O Lost in Translation.. outro que adoro. :))
O filme que explica o que é sentimo-nos vazios rodeados de tanta coisa… Gostei bastante *
Cinema, outro tema apaixonante. Eu tb gostei muito do Lost in Translation, mas tenho outros títulos que me fascinaram mais. Antes de mais, qualquer filme de Fellini, ou do Lars Von Trier. Destaco o Amarcord, do primeiro, e o Europpa, do segundo. E cinema asiático, tb o há muito bom (devia colocar nos meus favoritos um nome que colocas nos teus, tb, Paula… e o “Disponivel para amar” nem sequer é o melhor!), e o Vincent Gallo, que vai estar em Paredes de Coura (eu estarei lá, eu estarei lá!), e… sei lá, tantas páginas de emoções que poderia aqui abrir, de repente. Qual o vosso filme favorito?
2046
(e não me faça falar, sr. Gabriel_MM, não me faça falar)
Também gostei mais do 2046 que do Disponivel para amar. Mas o Chungking express, esse sim… uma obra-prima (ainda mais prima… eheheh). O Wong Kar-wai é um sensível. Um lírico! Mais ainda que o “crú” Takeshi Kitano (por vezes, parece um Brecht oriental). Mas… e o Yi-yi, do Edward Yang? Eh pá, que filmaço!
O sr. Gabriel não venha meter veneno nesta casa
Eu tenho de admitir que a ideia no Chungking Express de expelir as lágrimas através do exercício físico é particularmente bonita.
Mas obra-prima é o 2046. Estamos a falar da imagem, do som, do guião e da perfeita combinação e integração de todos estes elementos. Não foi por acaso que o resutado foi trabalhado vezes sem conta, que foi anunciado em anos anteriores em Cannes sem resultado, que chegou a Cannes em cima do timming da projecção, que voltou à sala de edição mesmo depois de ter sido projectado. Dizia-se, em jeito de piada que o sr. kar-Wai iria acabar o filme lá para 2046…
E não se esqueça que o “In the mood for love” foi quase uma experiência pré-2046.
O 2046 não é um filmezeco em que se estalou os dedos e se teve sorte. Não. É uma obra muito trabalhada. Como as grandes obras. Não era o Tolstói que se ria na cara de quem lhe falava em talento? Reescrever o Guerra e Paz sete vezes…
eheheheh…. não meto veneno, não senhor. O 2046 é um filme especial, sem dúvida. O Chungking Express apanhou-me numa altura especialmente sensivel, sabes? Talvez por isso tenha um véu especial que, aos meus olhos, paira sobre ele. Mas reconheço a valia do teu argumento.
Volto, contudo, à questão anterior: e o Yi-Yi, que achaste? Acho que foi um filmão, uma obra também difícil de repetir, belíssima, uma sensibilidade incomum nas telas de cinema!
o “Yi-Yi” não vi… mas que me aguçou a curiosidade.. talvez ainda o apanhe num ecrã pequenino…
e Tatischeff? que me diz? e eu a pensar tanto figurante, este playtime tem e afinal, papel, senhores, papel, fotografias de corpo inteiro! uma delícia, o monsieur Hulot… hei-de voltar a estes em post merecido
Hum… Tatisheff? Não vi, não senhor. Podes dar mais dicas, Paula?
Tativille
descobri o “Playtime”, o filme que o arruinou, nas sessões especiais do avenida. o encantamento levou-me a devorar os quatro dvds quase de uma vez. O Francisco Amaral contribuíu também para isso
os filmes, as curtas-metragens, o “cours de soir”, a “escola dos carteiros”, perceber que ele aprimorava as cenas, este é outro realizador favorito
Olha. Eu a pensar que ia escrever um comentário sobre o Lost in Translation e eis que me trocam as ideias.



Wong KAr-Wai é o meu cineasta favorito. Apesar de não ter visto todos dele, todos os que vi são especiais. O único que posso dizer que não adoro loucamente é o Days of Being Wild, mas é normal porque o moço era jovem nessa altura.
Chungking Express é talvez o meu favorito. É impossível explicar o que esse filme significa para a minha pessoa. Enfim, uma marabilha.
Mas é óbvio que também adoro o 2046, que me parece que não vai ser suficientemente respeitado nos próximos anos. Mas parece-me que daqui a muito tempo vai ser dos mais respeitados dele.
Simplesmente é um filme demasiado grande, parece-me que a semi-má-recepção se deve ao facto de as pessoas não olharem para ele e tentarem encontrar a imensidão que o projecto é. Porque entendo perfeitamente que numa primeira visualização o filme saiba a pouco à maioria das pessoas, especialmente aqueles que não vivem em plena harmonia com o cinema de Kar-Wai.
Quanto a mim… foi a sessão de cinema mais maravilhosa que alguma vez tive. Inexplicável mesmo.
Olha, adoro o teu blog. Estou viciado
(O Lost in Translation.. outro que adoro. :))