. . . . . . . . que . . . . . . . . . s a u d a d e s . . . . . . . . . de ti . . . . . . . . . da tua . . . . . . . l u c i d e z

. . . . . . que necessidade de ver o mundo pelos teus . . . . . o l h o s. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

. . . . . . . . . . que sentir . . . . . . . . . . e s t r a n h o . . . . . . . . . . este . . . . . . . . . . . . . . . . . .

. . . . . que falta de . . . . . l ó g i c a . . . . . esta . . . . .

. . . . . . . . . que . . . . . . . . s o l . . . . . . . . de . . . . . . . . d i s t r a c ç ã o . . . . . . . . . . foi esta?

8 Responses to “Que falta me faz a tua l u c i d e z
  1. :-)
    Lindo, linda!

  2. Gabriel_MM says:

    Paula, gosto dessa sensibilidade, algo etérea… que sol de distracção foi esta?… gostei.
    Herberto Helder, gostas?

  3. O surrealismo apetece.
    Helder, O’Neill, Cesariny, Mário-Henrique Leiria… se bem que tenho um carinho especial pela poesia do O’Neill…

  4. Gabriel_MM says:

    Humm… e Pessoa (o Joaquim)? Tenho uns sonetos perversos prontos para te arremessar, ou um peixe náufrago encalhado nas ondas verdes da insensatez. Se não tenho sono, e viver é fado imputado na origem? Fly… os Herdeiros do Vento saberão explicar-me porque vale, afinal, a pena!

  5. Pois arremesse, sr. Gabriel, arremesse :)

  6. Gabriel_MM says:

    Como ameaçado, aqui vai!

    Lisboa tem um vestido azul feito de

    mar e guerra.

    E cheira a laranjas maduras.

    Quandoa as gaivotas trazem no bico

    os primeiros pedaços de sol para acender o dia,

    Lisboa deixa correr os cabelos pelo Tejo

    e o povo pelas ruas.

    À mesma hora, a coragem agita no sangue

    duas grandes asas inquietas.

    Por todas as janelas destruídas, já o mar entrou,

    derrubando acácias,

    cantando hinos de espuma

    E porque toda a coragem é necessária,

    toda a esperança é legítima.

  7. E agora arremesso eu este do mesmo Pessoa (talvez um pouco no sentido de um post aqui deixado há pouco tempo pelo sr. admin):

    Europa Acidental

    Europa acidental
    Aqui nem mal nem bem
    Aqui nem bem nem mal.

    Aqui se alguém não é ninguém
    É porque a gente nasce
    De um modo ocidental:
    Vivem uns bem e outros mal.

    E afinal
    É natural (naturalmente)
    Que haja gente também
    Gente que é gente de bem
    E gente que é apenas gente.

    Europa acidental.

    O mal
    É Ter na nossa frente
    Um mar de sal.
    Um mar de gente
    Que de repente
    (é assim mesmo: de repente)
    fica vazio e sem ninguém
    se um dia alguém
    por mal ou bem
    quiser ser gente.

  8. Gabriel_MM says:

    eheheh… conheces o célebre “Poema Temperamental” do controverso Pessoa?

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