“Na primavera dos seus vinte e dois anos, Sumire apaixonou-se pela primeira vez na vida. Foi um amor intenso como um tornado abatendo-se sobre uma vasta planície -, capaz de tudo arrasar à sua passagem, atirando com todas as coisas ao ar no seu turbilhão, fazendo-as em pequenos pedaços, esmagando-as por completo. Com uma violência que nem por um momento dava sinal de abrandar, o tornado soprou através dos oceanos, arrasando sem misericórdia o templo de Anglor Vat, reduzindo a cinzas a selva indiana, tigres e tudo, para depois, em pleno deserto pérsico, dar lugar a uma tempestade capaz de sepultar sob um mar de areia toda uma exótica cidade fortificada. Em suma, um amor de proporções verdadeiramente monumentais. A pessoa por quem Sumire se apaixonou, além de casada, tinha mais dezassete anos do que ela. E, devo acrescentar, era uma mulher. Foi a partir daqui que tudo começou, e foi a partir daqui que (quase) tudo acabou.”
Murakami, Haruki. Sputnik, meu Amor. Notícias editorial.

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Um livro de que muito se fala e que vale realmente a pena. Diferente de tudo o que já tinha lido. Gosto deste espaço.
Visita-me em http://www.icicom.up.pt/blog/muitaletra/
{ … estou a ler este [esse] livro © de[mente] … }
Provavelmente vai ser a minha próxima leitura, já que fiquei muito impressionado com o “Norwegian Wood” - acho que só foram traduzidos para português estes dois, ou estarei enganado?
Sim, parece que apenas estes dois estão traduzidos. Este “Norwegian Wood”, há-de ser a próxima leitura
Li o Norwegian Wood e adorei.
Agora estou a ver o Sputnik Meu Amor. Esperemos que as editoras portuguesas tenham a brilhante ideia de publicar mais livros de Murakami.
Gosto muito do teu espaço. Vou ver com mais atenção.