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	<title>Comments on: Respiro</title>
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	<description>Life, the universe and all the rest</description>
	<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 12:34:21 +0000</pubDate>
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		<title>By: Paula Simões</title>
		<link>http://blog.felisberto.net/2005/04/12/respiro/#comment-1145</link>
		<dc:creator>Paula Simões</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Apr 2005 16:56:19 +0000</pubDate>
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		<description>Tive agora uma imagem fantástica: eu que cada vez que ouvia Heisenberg remetia para os electrões marotos que nunca deixavam saber tudo sobre eles... lembro-me disto escrito a giz num quadro preto da Brotero, numa aula (talvez física). Também associo esta imagem ao sr. Schrõdinger e à sua equação... numa recordação nebulosa... hei-de voltar a essa matéria :) 
Cada vez mais tenho aquela sensação de como os alunos são injustos quando dizem "isto não nos vai servir de nada!" (algumas vezes eu também disse :-$ ). Também tenho dificuldade em explicar esta sensação aos que ainda são alunos...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tive agora uma imagem fantástica: eu que cada vez que ouvia Heisenberg remetia para os electrões marotos que nunca deixavam saber tudo sobre eles&#8230; lembro-me disto escrito a giz num quadro preto da Brotero, numa aula (talvez física). Também associo esta imagem ao sr. Schrõdinger e à sua equação&#8230; numa recordação nebulosa&#8230; hei-de voltar a essa matéria <img src='http://blog.felisberto.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /><br />
Cada vez mais tenho aquela sensação de como os alunos são injustos quando dizem &#8220;isto não nos vai servir de nada!&#8221; (algumas vezes eu também disse :-$ ). Também tenho dificuldade em explicar esta sensação aos que ainda são alunos&#8230;</p>
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		<title>By: Paulo Sacramento</title>
		<link>http://blog.felisberto.net/2005/04/12/respiro/#comment-1144</link>
		<dc:creator>Paulo Sacramento</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Apr 2005 16:41:14 +0000</pubDate>
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		<description>Lol</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lol</p>
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	<item>
		<title>By: frog</title>
		<link>http://blog.felisberto.net/2005/04/12/respiro/#comment-1143</link>
		<dc:creator>frog</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Apr 2005 16:32:19 +0000</pubDate>
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		<description>Confundir? De modo nenhum: acabas de enunciar com total clareza o 'Princípio da incerteza de Heisenberg' aplicado à natureza humana...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Confundir? De modo nenhum: acabas de enunciar com total clareza o &#8216;Princípio da incerteza de Heisenberg&#8217; aplicado à natureza humana&#8230;</p>
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		<title>By: Paula Simões</title>
		<link>http://blog.felisberto.net/2005/04/12/respiro/#comment-1107</link>
		<dc:creator>Paula Simões</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Apr 2005 08:11:19 +0000</pubDate>
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		<description>Talvez seja impossível conhecer o outro profundamente.
Mas como conhecer o outro? Exemplo: relaciono-me com uma pessoa através de vários meios, email, instant messenger, através de sites que permitem interactividade, pessoalmente e por carta escrita em papel :), em cada uma destas formas essa pessoa tem um conjunto de reacções diferentes. Observo como essa pessoa interage com outras e reparo que também tem reacções diferentes. O conhecimento dessa pessoa será o conjunto destas observações (que às vezes parecem até antagónicas) ou meramente aquelas que se relacionam comigo?

Quando a pessoa não sabe "sequer que nós existimos", no sentido em que se relaciona connosco como com qualquer outra pessoa, se observarmos esta pessoa no seu relacionamento com os outros à sua e à nossa volta, poderemos tomar isso como conhecer a pessoa? 

Outro exemplo: conhecemos a pessoa A (de vista, porque é amiga de amigos, porque escreve para um público, porque reage para outros que não nós), observamos essa pessoa e conseguimos prever a reacção, diferente, dela à pessoa B e à pessoa C, porque observamos que a pessoa A tem uma postura e atitude diferente consoante exposta a estas duas outras pessoas. Podemos dizer que conhecemos a pessoa A?

Isto é, será possível conhecer o outro pelo conjunto das suas relações com outros, que não nós?

Mais um exemplo: duas ou três pessoas dizem-me que a pessoa X é radical e intolerante. O conhecimento pessoal que tenho dessa pessoa não me permite descrever essa pessoa com tais adjectivos. Quem conhece essa pessoa? Os outros, que se encontram em maioria e têm uma opinião unânime ou eu?

Considero que é mais saber como desejamos que o outro seja. Porque construímos o outro, tal como construímos qualquer texto (em sentido lato - imagem, som , situação) através do background que temos. Desta forma, as nossas acções e reacções estarão sempre condicionadas pela forma como somos, e dependendo do tipo dessas acções e reacções em relação ao outro, esse outro terá reacções e contra-reacções diferentes. 
O outro será sempre, para nós, uma parte de nós. Talvez só possamos conhecer o outro na medida em que nos conhecemos a nós próprios.

(xii... se precisarem de alguém que vos confunda, digam. comigo resulta :) )</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez seja impossível conhecer o outro profundamente.<br />
Mas como conhecer o outro? Exemplo: relaciono-me com uma pessoa através de vários meios, email, instant messenger, através de sites que permitem interactividade, pessoalmente e por carta escrita em papel :), em cada uma destas formas essa pessoa tem um conjunto de reacções diferentes. Observo como essa pessoa interage com outras e reparo que também tem reacções diferentes. O conhecimento dessa pessoa será o conjunto destas observações (que às vezes parecem até antagónicas) ou meramente aquelas que se relacionam comigo?</p>
<p>Quando a pessoa não sabe &#8220;sequer que nós existimos&#8221;, no sentido em que se relaciona connosco como com qualquer outra pessoa, se observarmos esta pessoa no seu relacionamento com os outros à sua e à nossa volta, poderemos tomar isso como conhecer a pessoa? </p>
<p>Outro exemplo: conhecemos a pessoa A (de vista, porque é amiga de amigos, porque escreve para um público, porque reage para outros que não nós), observamos essa pessoa e conseguimos prever a reacção, diferente, dela à pessoa B e à pessoa C, porque observamos que a pessoa A tem uma postura e atitude diferente consoante exposta a estas duas outras pessoas. Podemos dizer que conhecemos a pessoa A?</p>
<p>Isto é, será possível conhecer o outro pelo conjunto das suas relações com outros, que não nós?</p>
<p>Mais um exemplo: duas ou três pessoas dizem-me que a pessoa X é radical e intolerante. O conhecimento pessoal que tenho dessa pessoa não me permite descrever essa pessoa com tais adjectivos. Quem conhece essa pessoa? Os outros, que se encontram em maioria e têm uma opinião unânime ou eu?</p>
<p>Considero que é mais saber como desejamos que o outro seja. Porque construímos o outro, tal como construímos qualquer texto (em sentido lato - imagem, som , situação) através do background que temos. Desta forma, as nossas acções e reacções estarão sempre condicionadas pela forma como somos, e dependendo do tipo dessas acções e reacções em relação ao outro, esse outro terá reacções e contra-reacções diferentes.<br />
O outro será sempre, para nós, uma parte de nós. Talvez só possamos conhecer o outro na medida em que nos conhecemos a nós próprios.</p>
<p>(xii&#8230; se precisarem de alguém que vos confunda, digam. comigo resulta <img src='http://blog.felisberto.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> )</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: frog</title>
		<link>http://blog.felisberto.net/2005/04/12/respiro/#comment-1106</link>
		<dc:creator>frog</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2005 21:42:46 +0000</pubDate>
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		<description>Não creio, porque o 'conhecimento' de outrem é subjectivo: és alguém para mim, outrem para ele, ainda outra para um terceiro e por aí fora; e ainda outra para ti própria. Assim, como podes 'conhecer alguém profundamente' sem que ocorra a interacção que determina a visão que irás ter desse outro que pretendes conhecer? 

(mas sempre podes ficar a saber como desejas que esse outrem seja...)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não creio, porque o &#8216;conhecimento&#8217; de outrem é subjectivo: és alguém para mim, outrem para ele, ainda outra para um terceiro e por aí fora; e ainda outra para ti própria. Assim, como podes &#8216;conhecer alguém profundamente&#8217; sem que ocorra a interacção que determina a visão que irás ter desse outro que pretendes conhecer? </p>
<p>(mas sempre podes ficar a saber como desejas que esse outrem seja&#8230;)</p>
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	<item>
		<title>By: Gustavo Felisberto</title>
		<link>http://blog.felisberto.net/2005/04/12/respiro/#comment-1105</link>
		<dc:creator>Gustavo Felisberto</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2005 17:14:06 +0000</pubDate>
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		<description>Depende de tanta coisa.
Estamos a falar de alguêm que tem uma vida publica, que escreve e se expõe? Ai acho que se pode dizer "talvez" mas um "talvez" bastante hipotético......</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Depende de tanta coisa.<br />
Estamos a falar de alguêm que tem uma vida publica, que escreve e se expõe? Ai acho que se pode dizer &#8220;talvez&#8221; mas um &#8220;talvez&#8221; bastante hipotético&#8230;&#8230;</p>
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