O Blog do Gustavo Felisberto

Paulo Sacramento O problema não é meu! Print This Post Print This Post
 

Nota: Este é o primeiro post de um conjunto que pretendo fazer à volta da moral. Escrevi quase tudo o que se segue como um draft, que achei muito fraquinho e que pensei poder melhorar. As ideias estão soltas e provavelmente difíceis de seguir e interpretar. Acabei por decidir fazer o post assim mesmo e ir acrescentando o resto à medida que calhar… Os próximos vão ser “As etapas do desenvolvimento moral segundo Kholberg, Piaget e Rosen”, “As 13 formas de viver segundo Morris” e “Os valores de Rokeach ou Buda, Jesus, Albert Schweitzer, Lincoln, Martin Luther King, Einstein, et al.”. Estes títulos são inspirados por um livro de quase 1500 páginas sobre psicologia de que estou a ler uns bocados, ao mesmo tempo que leio o Zaratustra do Nietzsche.

Já por duas vezes - que eu me tenha apercebido - uma pessoa que conheço e prezo muito usou o seguinte extracto como argumento para rebater a atitude que tomamos muitas vezes de desresponsabilização perante aquilo que não nos afecta directamente, ou que faz parte da “maneira como o mundo funciona”, e que, como tal, somos demasiado insignificantes/impotentes para alterar (a minha mãe ficava-se pelos mais modestos e mais clássicos “tu não és os outros” ou “se fulano X se atirar a um poço, tu também te atiras?”):

“Primeiro vieram buscar os judeus e eu não me incomodei porque não era judeu.
Depois levaram os comunistas e eu também não me importei pois não era comunista.
Levaram os liberais e também encolhi os ombros. Nunca fui liberal.
Em seguida os católicos, mas eu era protestante.

Quando me vieram buscar já não havia ninguém para me defender…”

Martin Niemoller (pastor protestante) referindo-se às práticas desumanas
ocorridas durante a Segunda Guerra Mundial.”

Parece-me que esta é a questão central na discussão da moral e dos valores. Da importância, da necessidade dos valores.
Na minha interpretação, o imperativo categórico de Kant diz que para sermos moralmente correctos devemos
fazer aos outros aquilo que gostaríamos que todos fizessem a todos, não apenas o que gostaríamos que os outros nos fizessem a nós (é uma máxima universal).
Ao mesmo tempo, Nietzsche e outros existencialistas descartam em grande medida os valores. Ainda ao mesmo tempo, a psicologia moderna defende os valores e a moral como pressupostos importantes e decisivos para a saúde mental e a estabilidade emocional. Há no entanto, sobretudo nos círculos conservadores religiosos, muita gente a afirmar que as ciências “psi” e sobretudo a psiquiatria destroem por completo a moralidade da sociedade contribuíndo para uma crise de valores.

No meio de tudo isto, que importância dar aos valores?

Gustavo Felisberto Ultimo post? Print This Post Print This Post
 

No ultimo ano e meio bastantes foram as vezes que este espaço foi a minha forma de aliviar tensões, de dar largas á imaginação ou simplesmente abrir a alma.

Fui chamado de inculto, insensivel, fanático e outros termos menos belos. Por esta razão penso que o meu objectivo inicial de partilhar aquilo que eu sou com o resto do mundo, mesmo que sabendo que o estava a fazer de forma limitada, falhou redondamente.

Não sinto mais vontade de partilhar aquilo que penso ou sinto com quem não me conheçe ou apenas deseja satisfazer a sua curiosidade.

Estou cansado de ser mal entendido e de as pessoas optarem por gozar, virar costas, ou assumirem que somos demasiado burros para atingir determinado estado. Nunca virei costas a ninguem que estava determinado a perceber.

Tinha inicialmente pensado em fechar o blog, mas existem mais pessoas que chamam a este espaço a sua casa, por tal o blog fica aberto, apenas fechadas durante um dia ou dois a submissão de novos posts, quanto a mim dou por terminada a minha contribuição nesta casa.

Poderei esporadicamente colocar aqui um post ou outro, mas irá necessitar de password para ser lido, por isso quem quiser continuar a ler que responda aqui tendo o cuidado de providenciar um e-mail válido para onde eu possa enviar a password. Desta forma poderei “controlar” quem me lê (odeio a palavra “controlar”) de uma forma semi-proactiva.

Paula Simões Íntima Fracção - 21 anos Print This Post Print This Post
 

Já está online a Íntima Fracção de Francisco Amaral, correspondente aos 21 anos de programa.

A IF é o programa mais antigo da rádio portuguesa ainda a atravessar o éter.
Um obrigada muito especial ao Francisco Amaral pela continuação deste programa
que nos acompanha.

No blog Íntima Fracção é possível ver o alinhamento e interagir com o autor e os muitos ifeanos.
A comunidade que se gerou à volta deste programa alimenta ainda o blog IF no Ar. Neste blog, aberto, qualquer pessoa pode deixar o seu post sobre este programa.

A IF pode ser ouvida de domingo para segunda-feira, às 0h00 e à terça-feira, às 2h00, na Rádio Universidade de Coimbra.

Para guardar ou para quem não apanha as ondas da RUC, a IF fica disponível na
ESECRádio.

Paula Simões “Any intelligent fool can make things bigger, more complex, and more violent. It takes a touch of genius — and a lot of courage — to move in the opposite direction.” Print This Post Print This Post
 

Fez ontem 50 anos que este senhor de aparência muito simpática faleceu em Princeton, New Jersey.

Albert Einstein

Aqui podem ver alguns dos seus manuscritos digitalizados, alguns digitados em inglês e alemão (em pdf).

Paula Simões Como nos escolhemos? Print This Post Print This Post
 

Parece que as mulheres são mesmo interesseiras: escolhem o parceiro, no qual percepcionam, maiores competências para sustentar uma família.
Já os homens parecem escolher as mulheres de acordo com a relação entre a medida das ancas e da cintura, conotada com a fertilidade (Vivam as ancas largas! :) )

E há gente a estudar isto:
Buss, D.M. (2002). Human Mating Strategies. Samfundsokonomen, 4, 47-58.

Paula Simões Um Mann por um Visconti Print This Post Print This Post
 

A busca da perfeição. A busca da beleza. A morte como castigo. E Mahler de fundo…
Um grande escritor, Thomas Mann, por um grande realizador, Luchino Visconti.

Death in Venice

Paula Simões “O solitário do Linux” Print This Post Print This Post
 

“Quando o Bloco de Esquerda se preparava para propor a introdução do chamado software livre na Administração Pública, a cobaia escolhida para testar o sistema operativo Linux foi o deputado João Teixeira Lopes. Software Livre são programas de computador que proporcionam ao utilizador a liberdade de aceder ao código de programação para estudar o seu funcionamento e adpatá-lo suas necessidades. E para isso havia que ensaiar o sistema. Segundo os bloquistas a sua utilização pela Administração Pública permitiria uma poupança significativa em licenças, além d eque atenuaria a dependência do Estado relativamenet às empresas que fornecem as aplicações que trabalham nos computadores, nomeadamente a Microsoft. João Teixeira Lopes, longe de ser um crack da informática, está rendido ao Linux: “Mais simples de usar que o Windows e vai menos vezes abaixo”. O problema é que, dois anos depois de ter começado a ensaiar, o seu computador de trabalho continua a ser o único do Parlamento a correr num sistema de software livre.”

In Visão, 14 a 20 de Abril de 2005. Peça: “Políticos high tech”. Francisco Galope

Vou acrescentar que a Extremadura Espanhola já adoptou Linux na Administração Pública, criando inclusive uma disribuição Linex, para uso em Educação.

Gustavo Felisberto bloqueio de escritor……. Print This Post Print This Post
 

tou com demasiadas coisas na cabeça para conseguir escrever.

Queria falar disto e daquilo….. e não dizer nada? Mais vale estar quieto.

Mas que raio….. é isso mesmo que tou a fazer. Bem…. e até estou a gostar … vou continuar a falar de tudo e nada (especialmente de nada).
Esteve a chover hoje em Coimbra e a Briosa ganhou 4-1, grande briosa que vai com 9 jogos sem perder. O Sporting na quinta feira fez o mesmo e ontem o Porto ganhou por 2-1 ( o benfica empatou :mrgreen: ).

Bem antes que o Paulo me bata vou largar a bola.

Re-encontrei uma amiga Brasileira que não “via” a coisa de 3 meses, o ver está entre aspas pois é uma amiga virtual que apenas conheço na net, e a conversa é sempre muito boa, a forma “simples” e sentida como ela vê as coisas faz-me sempre parar para pensar :)
Brasil brasil se te conheço não volto para este Portugal.
Aqui está uma ideia que eu nunca desenvolvi, o sair de Portugal.
Cada vez mais sinto que o meu futuro não passa por Portugal. Esta terra cada vez me diz menos.
Cada vez menos pessoas que eu “amo” por aqui andam… Foram embora.

Cada vez mais as pessoas que aqui andam me olham como se eu fosse uma ave rara por defender ideias estranhas, como Liberdade, Software Livre, abolição de patentes, ensino de qualidade (sim, quem esteve nas jornadas pedagógicas do DEI e diz que eu defendo os professores deve ter os ouvidos com demasiada cera).

Itália, Holanda, Brasil, Argentina……. Quem quer vir comigo?

Bem bem… Mas para quem não ia dizer nada….. Já disse demais ;) Vamos ficar por aqui….

PS: Rapariga dos meus sonhos bons: (K)

Paula Simões Saudades… Print This Post Print This Post
 

…de ti. Quando voltas?

Editado depois dos dois primeiros comentários:
A web é algo fantástico. Tenho saudades de muita gente. Gente que está perto e gente que está longe, espalhada por esse mundo fora. Da última vez, foi através desta casa que eu soube de uma grande amiga que está lá para os lados da França. Pode ser que desta vez saiba dos outros…

E vocês, de quem têm saudades?

Paula Simões Porque cada palavra tem uma chave Print This Post Print This Post
 

“Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível que lhe deres:
Trouxeste a chave?

Procura da poesia
Carlos Drummond de Andrade

Paula Simões Sputnik, meu Amor Print This Post Print This Post
 

“Na primavera dos seus vinte e dois anos, Sumire apaixonou-se pela primeira vez na vida. Foi um amor intenso como um tornado abatendo-se sobre uma vasta planície -, capaz de tudo arrasar à sua passagem, atirando com todas as coisas ao ar no seu turbilhão, fazendo-as em pequenos pedaços, esmagando-as por completo. Com uma violência que nem por um momento dava sinal de abrandar, o tornado soprou através dos oceanos, arrasando sem misericórdia o templo de Anglor Vat, reduzindo a cinzas a selva indiana, tigres e tudo, para depois, em pleno deserto pérsico, dar lugar a uma tempestade capaz de sepultar sob um mar de areia toda uma exótica cidade fortificada. Em suma, um amor de proporções verdadeiramente monumentais. A pessoa por quem Sumire se apaixonou, além de casada, tinha mais dezassete anos do que ela. E, devo acrescentar, era uma mulher. Foi a partir daqui que tudo começou, e foi a partir daqui que (quase) tudo acabou.”


Murakami, Haruki
. Sputnik, meu Amor. Notícias editorial.

Paula Simões Respiro Print This Post Print This Post
 

“O ar sente-se quente. Os vermelhos, castanhos e amarelos inebriam. Umas notas argentinas atravessam o fumo denso da sala.
Vens direita a mim. Imagino que vais sorrir e olhar-me nos olhos. Talvez traves o passo e me dispenses algumas palavras. Talvez me agarres e me arrastes para o centro num passo de dança.
Mas não.
Moves-te rapidamente dentro de um vestido preto muito justo e passas por mim, olhando-me, mas sem me ver.
Alguém te agarra o braço e te faz voltar para mim.
- Conheces o Zé? - perguntam-te
Olhas-me como se fosse a primeira vez.
- Não - respondes
Colocas um sorriso de circunstância. Sincero, porque é a primeira vez que me olhas.

Será possível conhecer alguém profundamente, sem que essa pessoa saiba sequer que nós existimos?

Paula Simões Tem mas é juízo! Print This Post Print This Post
 

Há pouco tempo dei por mim a não puxar determinados assuntos com determinada pessoa. Não os evito, simplesmente não os abordo, não os inicio. Mesmo que me apeteça.
Experimento esta sensação pela primeira vez. Pressinto que desses assuntos advenham discussões que não quero ter. Adivinho que o outro não será tolerante. Receio que o outro não seja tolerante, não consiga ver o meu ponto de vista, não tente ver o ângulo sobre o qual vejo determinado assunto.
Isto é tanto mais incomodativo quanto se simpatiza com essa pessoa. Começamos a pensar que, provavelmente, simpatizamos com determinada pessoa porque nunca vemos o seu lado lunar.
Nessa altura, duvidamos de nós próprios. Retraímo-nos. Afastamo-nos.
Até alguém nos dizer “Rapariga, tem mas é juízo!”

Paula Simões automóveis… Print This Post Print This Post
 

trânsito… 1ª… 2ª… paragem… 1ª… 2ª… todos em fila, muito encarreiradinhos… parecem todos iguais… todos vão para o mesmo sítio… vai um e pede para entrar na nossa fila. Não gosta da dele, quer experimentar a nossa.
Vai outro e faz o mesmo. Penso: deve ser mesmo má aquela fila. Tanto a querer abandoná-la…
1ª… 2ª… paragem… 1ª… 2ª…

Hmm… ainda falta o pior: estacionar!
(ficou torto :) )

Eu odeio conduzir.
O que uma pessoa não faz para poder chegar tarde a casa! :)

Paulo Sacramento Duran Duran - (Reach Up For The) Sunrise Print This Post Print This Post
 

O refrão desta canção é muito famoso em Itália e está associado ao mesmo tempo a telemóveis, futebol e mulheres bonitas…

Now the time has come
The music’s between us
Though the night seems young
Is at an end
Only change will bring
You out of the darkness
In this moment everything is born again

Reach up for the sunrise
Put your hands into the big sky
You can touch the sunrise
Feel the new day enter your life

Now the fireball burns
We go round together
As the planet turns into the light
Something more than dreams to
Watch out for each other
Coz we know what it means to be alive

Reach up for the sunrise
Put your hands into the big sky
You can touch the sunrise
Feel the new day enter your life

Paulo Sacramento William Blake, “Auguries of Innocence” Print This Post Print This Post
 

“To see a World
in a grain of sand
And a Heaven
in a wild flower,
Hold Infinity
in the palm of your hand
And Eternity in an hour.”

(o resto do poema arrasta-se… :))

Gustavo Felisberto Do you like tea? Print This Post Print This Post
 

Já apareceu o Sol. E os dias começam a ser maiores, temos luz e calor, mas um chá com os amigos ainda sabe bem não é verdade?

Querem vir todos beber um chá? Se sim atirem datas para o evento, mas aviso já que este fds que se aproxima estou para fora de Coimbra. Provavelmente para o Norte, mas bem pode ser que seja para o Sul, com descaida quem sabe a Este. Estes pontos cardeais andam terriveis.

Mas voltando ao chá, além de datas o local também é importante. Alguém oferece a casa? No Galerias?

Paulo Sacramento Mito urbano Print This Post Print This Post
 

Costuma-se dizer que Einstein era fraco na escola. Isto é o seu diploma do liceu:

Einstein school report

Na Alemanha é habitual usar-se uma escala de 1 a 6 (curiosamente, esta é a explicação para o facto de a escala de avaliação nos inquéritos pedagógicos do DEI, pelo menos há um ano atrás, ser esta: foi o Martin, um alemão, que desenvolveu o sistema). Esta escala tem a vantagem de não se poder dizer “talvez” (que é o 3, numa escala de 1 a 5). 3 é ligeiramente negativo. 4 é ligeiramente positivo.

Mas voltando à imagem, o pouco que dá para interpretar dá para ver que Einstein tinha 6 a Álgebra, a dois tipos de Geometria e a Física.

Paula Simões Livrarias Print This Post Print This Post
 

Este post é mesmo para agradecer ao sr. Frog, pela sua responsabilidade na minha descoberta deste autor.

Entro numa livraria, percorro as estantes e retiro o “O Estrangeiro”. Dirijo-me ao balcão, aponto o livro e pergunto:
- Procuro um outro título deste autor…
- “A Peste”?
Ergo o olhar e deparo-me com um par de olhos muito abertos e um sorriso enorme.
- N-não - digo, quase tibuteando
A senhora, com o mesmo sorriso, torna à carga:
- “A Queda”?
Agora, perante tal ansiedade, quase tenho pena de não procurar esses títulos. Para não dar azo a mais uma desilusão, digo rapidamente:
- “O Avesso e o Direito”
- Ah! Vamos ver então…

O atendimento na Bertrand do CoimbraShopping melhorou consideravelmente no último mês. Não há nada melhor do que saberem do que estamos a falar. Por isso irei contar-vos um outro episódio.
Os amigos bem sabem como gosto de ler (se precisar de comprar umas calças, o mais certo é chegar a casa com um livro e… sem as calças) Assim, sempre me disseram:
- Tenho de te levar à Fnac, vais delirar com os livros que lá têm.
Pois decidi, há uns tempos atrás, ir à Fnac (no Porto) ver os livros que eles lá têm.
Na altura procurava títulos deste senhor.
Assim, procurei um funcionário e perguntei:
- Tem títulos de um autor polaco, Ryszard Kapuściński?
O funcionário ao pé do computador:
- Quem?!
- Kapuściński
- ka..?
- kapa, à, pê, u, esse, cê, i, ene, esse, kapa, i.
- Hmm… não, não temos indicação…

Irritada, saí da Fnac e fui enfiar-me na Livraria Leitura.
Entro e, quase como experimentando, pergunto ao funcionário:
- Tem títulos de Ryszard Kapuściński?
O funcionário com uma expressão triste, sem olhar para o computador:
- Neste momento, penso que só temos o “Ébano”.

Ah, isto é que é uma livraria! :)
Fiquem lá com as vossas Fnacs!

Gustavo Felisberto Get the facts Print This Post Print This Post
 

http://www.microsoft.com/portugal/windowsserversystem/factos/default.mspx

Se forem visitar este site ficariam a conhecer um Case Study sobre a SIC aceitar o desafio da
microsoft de mudar de um CMS feito em portugal e com recurso a software
100% Livre (as in speech, not as in beer) para uma solução desenvolvida
pela Microsoft.
E atenção que eu digo “ficariam”, pois após o case study ser publicado (a 6/4/2005) é que foi feita a transição, que foi TÃO BOA que nem o netcraft a detectou:
http://uptime.netcraft.com/up/graph/?host=www.sic.pt

Depois de muita polémica em vários sites do meio a Microsoft retirou o “estudo”, mas alguma pessoas já tinham feito uma cópia.

Diz quem está por dentro que aquilo não aguentou nem uma hora antes de estoirar por todo o lado.

Mais um prego na grande construção que as grandes empresas de produção de software tentam a todo o custo fazer crescer. Mas será que conseguem mesmo “tapar o sol”? Eu penso que infelizmente conseguem.

A culpa é de quem?

Em minha opinião é de quem dá formação:
“É muito difícil e caro encontrar administradores de sistemas não windows!”
é a frase que tantas vezes se ouve da boca dos gestores (sejam eles sem
ou com formação na área)

Não sei se a frase é verdadeira, mas caso seja a culpa é de quem é
responsavel pelos planos de estudo nos nossos institutos/universidades.
Está na hora de tirar a cabeça da areia e perceber que de uma
perspectiva puramente económica é melhor para Portugal apostar no
Software Livre e largar de vez com a dependência do software não livre.

É especialmente triste para mim enquanto aluno ver muitas vezes software
livre ser preterido em favor de software não livre quando a
funcionalidade é exactamente a mesma.

E para rematar, no final do “estudo” aparece:

Software and Services
Microsoft® Windows®
Microsoft Office System
Microsoft Visual Studio®
Microsoft Windows Server
1.Windows Server TM
2.BizTalk® Server
3.Commerce Server
4.Content Management Server
5.Exchange Server
6.Internet Security and Acceleration Server
7.Office SharePoint TM Portal Server
8.SQL Server TM
Microsoft Consulting Services

Alguém tem por ai uma tabela de preços da Microsoft? É que eu gostava de saber quanto tempo seria possível pagar a alguém para manter uma solução em software livre VS o que foi pago em licenças, sem esqueçer o ultimo ponto: “Microsoft Consulting Services” . É que um ano de consultoria fica bem BEM caro…. Ou será que o Software Livre já anda a causar tanta mossa que a Microsoft já oferece sites a clientes seleccionados?