“palavra do Senhor”
e com três palavras se dá por terminada qualquer discussão possível sobre a validade das palavras que se acabaram de ouvir. Para nos relembrar a nós meros mortais que não devemos sequer pensar em questionar o que acabámos de ouvir.
Até aqui penso que as problemáticas são quase nulas, as questões teológicas são o que são, e se ouvimos aquelas três palavras é porque provavelmente acreditamos pelo menos em parte no que foi dito antes.
Mais complicado é quando estas três palavras aparecem camufladas no discurso com seres mais “terrenos”. Todos os dias ouvimos palavras que são ditas pelo senhor. Palavras que mesmo não acreditando temos de aceitar como válidas. Numa primeira fase da nossa vida são os pais, depois aquele professor que despeja a sua sabedoria em baldes de água fria, seguidamente aparece um patrão ou superior hierárquico e finalmente a suprema baldada de água fria vem daquela pessoa que pensávamos nossa igual.
ÃÂâÂÂAcho que …….. por isso devemos……. Está visto que ………ÃÂâÂÂ
E terminou qualquer conversa. É pessoa determinada… É coerente… É obstinada é o que é!!
Do nosso/a igual esperamos mesmo isso, que se comporte como nossa igual, que pense connosco, que dialogue e encontre o seu e o nosso caminho com a nossa ajuda.
Mas não existe nosso igual! Nem nosso semelhante!! Existe outro que não eu.
Durante muitos anos esperamos
encontrar alguém que nos compreenda,
alguém que nos aceite como somos,
capaz de nos oferecer felicidade apesar das duras provas.
Apenas ontem descobri que esse mágico alguém é o rosto que vemos no
espelho.”
( Richard Bach)É triste, é duro mas é verdade.
Recebi isto no mail aqui á dias. Que bela estupidez! Bem vistas as coisas a frase é dita pelo Sr. Richard Bach que, e vou agora escandalizar muita gente, É UMA VALENTE BESTA! O homem só não diz que é mais famoso do que Deus por duas razões:
1- Até mesmo com aquele ego do tamanho do mundo sabe que não é.
2- Os Beatles já o disseram e correu um bocado mal.
A frase assim de frosques até parece com algum sentido, mas se formos a ver com calma vamos ver que mesmo que estejamos mal e que tudo aquilo esteja ÃÂâÂÂcorrectoÃÂâ conhecemos muitos casos em que ela não se aplica.

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Esta frase do sr. Bach é o cúmulo do egocentrismo e do individualismo.
“Espelho meu, espelho meu, haverá alguém mais belo do que eu?”
No dia em que descobrirmos que o “mágico alguém” é o rosto que vemos no espelho (quando estamos sozinhos), isso significa que fechámos definitivamente o coração.
Eu concordo com ele. Inteiramente. Discordo de vocês, portanto. Mas eu sou egocêntrico e individualista, por isso…
Talvez tenhas fechado o coração apenas temporariamente, não?
Atenção que eu concordo com a frase em questão. Mais nada. Não sou profundo conhecedor do homem ou do que ele faz, mas pelo que sei temos posições diametralmente opostas.
Mas sim, actualmente acredito que a nossa felicidade depende sobretudo (não sei se exclusivamente, mas é possível) de nós.
A nossa felicidade depende sobretudo de nós. Afinal, somos nós que escolhemos o caminho. E se percorremos esse caminho numa carruagem ou num vagão de carga
Não sei se espero encontrar alguém que me compreenda (isto parece-me um pouco absurdo), mas gostaria de acreditar que posso vir a encontrar alguém que me aceite como sou e espero, sobretudo, a vir a encontrar alguém que eu aceite como é.
É muito difícil aceitar as pessoas como elas são. Quer dizer, de forma geral dizemos que sim, que aceitamos cada um como é, mas depois na prática, nos actos, nas atitudes é difícil…
Este é um objectivo de vida: aceitar as pessoas como são. Sem fazer juízos de valor, não porque o decidi assim, mas porque sinto assim. E ao mesmo tempo não perder os valores que tenho. Não me tronar neutra.
Irei conseguir?
Iremos conseguir?
(na minha muito modesta opinião) ninguém é feliz sozinho. Quero com isto dizer que se é verdade que ela depende de nós —no caminho que decidimos trilhar— isso não basta. Sartre afirmava que ‘o inferno são os outros’, ter-se-á esquecido de dizer que ‘o paraíso também’.
Quanto ao resto, creio que o passar dos anos vai tecendo em nós a disponibilidade para aceitar os outros tal como eles são. Esta aceitação surge assim como um crescimento, um amadurecimento, a percepção do mundo tal como ele é, despido das nossas certezas e ilusões. Belo e horrível mundo. Bela e horrível vida. Belo e horrível outro que em nos revemos.
Ao aceitar e compreender o nosso lado menos bom conseguimos finalmente compreender os outros. Não sem juízos de valor (só com uma lobotomia o conseguirias), mas fazê-los consciente das múltiplas faces da vida.
Quanto a saber se irás conseguir… disso não tenho quaisquer dúvidas!
Gostava de ser capaz de dizer “disso não tenho quaisquer dúvidas” sobre o que quer que fosse
Como é que se faz? Quer dizer, dizer é fácil, mas dizer sinceramente?
“disponibilidade para aceitar os outros tal como eles são” e “fazê-los [juízos de valor] consciente das múltiplas faces da vida.”
Acho que é isto. Há pouco tempo, vi-me envolvida numa situação que não me diz directamente respeito e cujas pessoas nem me são muito íntimas. Num grupo de amigos, uma das pessoas cometeu uma acção moralmente reprovável sob outro membro desse grupo. A reacção das pessoas foi deixarem de falar com a pessoa em questão e cortarem relações com ela. Entretanto, deixei de ver a pessoa no grupo e, naturalmente, perguntei por ela. Ambas as partes me contaram o sucedido e de repente vi-me na situação de ter de decidir se continuava a falar com a pessoa ou não e disso depender se concordava ou não. E nessa altura pensei que não queria fazer isso. Não queria deixar de falar, nem humilhar essa pessoa por ela ter cometido um erro. Não concordava com o que ela tinha feito, disse-o a ambas as partes, mas também não queria tomar uma atitude de condenação.
Disseram-me na altura que se eu continuasse a falar com essa pessoa, ela iria pensar que não era errado o que tinha feito.
Nesta altura, assolou-me este receio de pensar se eu teria perdido a capacidade de saber o que é certo e o que é errado. Se me tinha tornado neutra (não gosto nada desta palavra).
Mas depois pensei: não. Então quero acreditar que apesar de saber distinguir o certo e o errado, concordar ou não (lá está: fazer juízos de valor) não tenho de me arvorar em juíz e proceder a condenações dos outros.
Às vezes a vida é tão difícil (às vezes também é muito bonita) que sabemos lá nós as dores, os desesperos, as inseguranças dos outros para lhes apontarmos o dedo.
Estiquei-me no texto. Desculpem, esta situação mexeu muito comigo.
Obrigada pelas suas palavras, sr. Frog. Elas parecem-me ter a medida certa
– Gostava de ser capaz de dizer disso não tenho quaisquer dúvidas sobre o que quer que fosse
Como é que se faz? Quer dizer, dizer é fácil, mas dizer sinceramente?
É fácil porque já aconteceu. Cada linha deste blog é a evidência do que só vocês próprios ainda não descobriram… (é assim como estar apaixonado(a) pela(o) melhor amigo(a): já todos perceberam menos os protagonistas; mas esse é um percurso pessoal e intransmissível.
Eu pessoalmente acho divino Richard Bach! As teorias dele são simplesmente extraordinárias e correctas e o senhor que faz o favor de o apelidar de “besta”, só pode ser uma pessoa extremamente inculta e insensível, que jamais terá a capacidade de fazer alguém feliz, quanto mais de o ser…
Para ler Richard Bach, é necessário acima de tudo irmos meditando sobre o que lemos e até tentar enquadrar a realidade dele na nossa própria realidade, só assim conseguimos perceber o que ele tão sabiamente escreve.
Como diria o próprio: “a tua consciência é a medida exacta da honestidade do teu egoísmo, escuta-a atentamente.”
“a marca da tua ignorância é a profundidade da tua crença na injustiça e tragédia. Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o mestre chama borboleta.”
quem não gostou é porque distorceu o significado! só tem gente burra mesmo ne…
ele quis dizer ,seus burros, que nao devemos ficar procurando a felicidade nos outros, e sim em nós mesmos, só isso.
Ele nao foi egocentrista em momento algum e nem alegou que nao precisamos das outras pessoas. MAS OS BURROS COMO VOCÊS DISTORCEM TUDO!
adoro Richard Bach e o a forma como ele,via a vida.Talvez seja muito evoluido para alguns.
Certas pessoas não percebem o que quer dizer egocentrismo e não tem nada aver com a frase que se refere e ter amor-proprio.A ignorancia da-me pena.
Gostei do teu blog.
Continua assim.
Andreia Cruz
“É melhor coxear pelo caminho, do que Correr fora dele, pois quem caminha por mais devagar que seje alcançará uma meta, enquanto que quem corre… mais se afasta dos objetivos”
maxsuell -campinas/sp