Lamechices
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“Eu - lamechas?
Tu - sim…
Tu - os gajos não falam dessas coisas
Tu - não dá para explicar
Eu - …
Tu - os gajos não falam dessas coisas entre si.”
Fiquei com a sensação de teres utilizado quatro frases para explicares algo, que poderia ser explicado apenas com uma. E isto descansa-me. Parece que os “gajos” continuam a ser “gajos” ![]()
Entre por essa porta… agora.
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Entre, entre e venha ver este espaço.
Temos alegrias e temos tristezas. Temos esperança em cores escuras. Temos sorrisos e temos lágrimas. E temos demasiado tempo nas mãos para pensar em coisas estranhas, bonitas e sentidas para aqui colocar.
Temos uma escritora e três escritores que gostam de abrir a alma, e temos leitores que gostam de nos receber.
Temos as nossas loucuras, mas somos “Mostly Harmless“, sabemos amar o próximo, mas gostamos de ser amados e se isso não acontece…..
“Eu não sei dizer”
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Em tempos gostei dos Silence 4. Não sei porquê, na verdade, pouco desse gosto ficou. Mas ficou alguma coisa. Ficou este texto:
“O silêncio deixa-me ileso, e que
importÃÂância tem? Se assim tu vês em
mim alguém melhor que alguém. Sei
que minto pois o que sinto não é
diferente de ti. Não cedo. Este
segredo é frágil e é meu. Eu não sei
tanto sobre tanta coisa que às vezes
tenho medo de dizer aquelas coisas
que fazem chorar.
Quem te disse coisas tristes não era
igual a mim. Sim, eu sei que choro,
mas eu posso querer diferente para
ti. Eu não sei tanto sobre tanta
coisa que às vezes tenho medo de
dizer aquelas coisas que fazem chorar.
E não me perguntes nada.”
Mergulho
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Começara a chover e ouvia-se o som cadenciado dos pingos na cobertura da enome piscina de água aquecida.
Tu nadaste até mim e eu, de pernas cruzadas como um chinês, movendo apenas os braços na água, olhei para ti, sorrindo e reconhecendo-te.
Admirado, perguntaste como me mantinha assim, parecendo sentada dentro de água. Respondi que era muito fácil. “Cruzas as pernas como se estivesses sentado e depois moves os braços para não ires ao fundo”
Tentaste fazer o mesmo, mas quando cruzaste as pernas desapareceste na água.
E eu chamei, gritei as cinco letras do teu nome como se nunca as houvera gritado antes, e no mesmo segundo mergulhei, coloquei os meus braços sob os teus para te puxar e senti que não podia contigo. No mesmo instante, senti-me eu própria a ser içada e no minuto seguinte via-te já a rir. Continuavas a segurar-me pela cintura e eu, olhando para ti, apenas consegui dizer “assustaste-me”.
Não que fizesse alguma diferença. O susto já tinha passado, mas esta afirmação parecia sempre imprescindível. Funcionaria como um desabafo depois de um susto que apanhamos? Uma espécie de forma de sossegarmos? Ou teria uma censura velada? Um pedido para não o voltares a fazer?
“Mas eu sei nadar muito bem!”, justificaste, acrescentando com um sorriso “Além de que tenho pé aqui!”. Era verdade. Tinha-me esquecido de como eras alto. Fiquei com aquela sensação de o meu susto ter o seu quê de ridículo. Mas tu abriste os braços e eu enlacei os meus no teu pescoço, rodeei o teu tronco com as minhas pernas e tu tiraste-me da água.
Canção do engate
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Tu estás livre e eu mais estou livre
e há uma noite p’ra passar
porque não vamos unidos
porque não vamos ficar, na aventura dos sentidos..Tu estás só e eu mais só estou
que tu tens o meu olhar
tens a minha mão aberta
à espera de se fechar, nessa tua mão deserta..Vem que o amor não é o tempo
nem é o tempo que o faz
vem que o amor é o momento
em que eu me dou e que te dás..Tu que buscas companhia
e eu que que busco quem quiser
ser o fim desta energia
ser um corpo de prazer, ser o fim de mais um dia..Tu continuas à espera
do melhor que já não vem
que a esperança foi encontrada
antes de ti por alguém, e eu sou melhor que nada…Vem que o amor não é o tempo
nem é o tempo que o faz
vem que o amor é o momento
em que eu me dou e que te dás..
António Variações.
Só queria que …….
Actualizações da casa
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Vou neste momento começar a brincar com o site para mudar para uma nova versão do software que controla esta bela casa. Por tal é possivel que coisas estranhas vão acontecer ao longo da tarde.
[EDIT]: Ok deve ter terminado….
Se gostarem do novo look digam aqui qq coisa.
ROTFL
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Apanhei esta pérola noutra casa parecida (ou então não) com esta.:
Santana não se foi embora como a maior parte de nós, os portugueses, queríamos e lhe dissemos expressamente. E justificou: ÃÂëcom o mesmo resultado destas eleições, o PSD até já ganhou outras eleiçõesÃÂû. É fantástico: é como se o Artur Jorge (acho que era o treinador da altura) viesse dizer, depois de apanhar os fatídicos 7-1 com o Celta de Vigo, que ÃÂënão é grave pois o Benfica até já ganhou outros jogos marcando o mesmo 1ÃÂû!
A versão integral desta pérola está em http://tapornumporco.blogspot.com/2005/02/eleies-de-retrica-por-sitting-bull.html
Cabeleireiras
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Não há vez nenhuma que não vá à cabeleireira e não me arrenpenda!
Foi também o caso desta vez.
Os cabeleireiros “stressam-me” profundamente.
Demoram muito tempo a lavar, a massajar a cabeça e o pescoço, depois fazem perguntas muito estranhas: escadeado? Curto à frente? Comprido atrás? Desabasta-se aqui? Quer ver umas revistinhas?
(eu lá sei o que é escadeado ou lá tenho tempo para ver umas “revistinhas”?!)
Logo que me olham para o cabelo, as cabeleireiras começam logo:
“Tem aqui uma cabeleira, se faz favor!”
“Que cabelo que tem!”
“Com este cabelo, pode fazer o penteado que quiser!”
Durante lavagem do referido continuam:
“Tanta gente com problema de cabelos e volume e a menina aqui com uma cabeleira destas!”
Claro que por esta altura eu já estou completamente assustada, não vá a cabeleireira entusiasmar-se e começar a inventar penteados!
Tudo isto mais aquela regra do “Nunca discutas com uma mulher que tem uma tesoura nas mãos e sabe como usá-la” provoca-me a reacção de querer sair dali o mais rapidamente possível e evitar ter de voltar lá em breve. Resultado:
Quando se passa àquela fase do “Então como vamos cortar?”, sai-me isto pela boca fora “Curto”.
“Curto, curto?!” escandaliza-se a cabeleireira. “Sim, curtinho”, balbucio eu.
Agora só me apetece dizer: “Tenho frio nas orelhinhas!”
Bugs bugs bugs and more bugs
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Proftpd and mod_delay are still giving me more trouble than they should, castaglia ( proftpd’s mains developer ) is saying that we in Gentoo should not use mod_delay unteil it becomes part of the official proftpd release. I’ll probably going to ditch that extra.
Xview ( the Sun’s OpenWin like wm and visual system ) had a sec bug, altought the bug is not exploitable in Gentoo it was decided to fix this, but upstream seemed dead, and the debian patches would not build in Gentoo ( they still use XFree and we use Xorg ), so after some more searches seemant found a group that is still working with Xview and all was fixed. It was fun to have a OpenWin like Window Manager again
.
SSH in Gentoo is all about openssh, but due to the problems with openssh in August 2003 I ended up providing an ebuild for Tectias ssh server/client. That is still in portage, but they are abandoning version 3.x and moving to 4.x that has a diferent license scheme, no source and no free-for-non-comercial use. They only provide x86 binaries, and it has been a pain to make an ebuild for that.
Luas
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O sr. Miguel, que comentou um post aqui em baixo tem uma imagem nesta casa, e já prometeu uma “Lua Cheia”. É para lá ir ver depois de dia 24 de Fevereiro
.
Cory Doctorow
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A dois dias do meu último exame o Sr. Cory Doctorow tinha de fazer das suas e colocar mais uma história online. “I, robot” é o nome da ultima obra, depois de ler deixo aqui o comentário.
Aproveito para lembrar que o Sr. Doctorow trabalha para a Electronic Frontier Foundation que “luta” pelas nossas liberdades no cyber espaço. Um dos últimos projectos que a eff apadrinha é o “Tor: An anonymous Internet communication system” eu neste momento já sou maintainer do pacote do tor no Gentoo, se puderem instalem, usem e abram mais nodes.
Carnaval
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Hoje é dia de Carnaval, ontem lá juntei coragem e alguns dos bons amigos que me têm acompanhado e toca de organizar um pequeno jantar.
Clickar aqui para ver as fotos.
Porque gosto da Ciência? Porque não teme o que não sabe.
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Astronomers find Saturn ‘hot spot’
“”A really hot thing within a couple degrees of the pole is something I don’t understand at all,” he said.”
Em: http://www.cnn.com/2005/TECH/space/02/04/saturn.hotspot.ap/index.html
O Professor
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Porque vos preocupais com o vestuário? Olhai como
crescem os lírios do campo! Não trabalham nem fiam.
Pois Eu vos digo: Nem Salomão, em toda a sua
magnificência, se vestiu como qualquer deles.
in ‘O Sermão da Montanha’
……
É um homem pequeno, franzino, magro, de cabelos
escorridos, e transmite a impressão de ser
permanentemente desleixado com a sua aparência.
Conheci-o por ser professor de um filho meu, bastante
diferente de outros professores. Após conversarmos um
pouco senti de imediato uma empatia que creio mútua. Já
não falávamos do aproveitamento escolar do meu miúdo,
mas sim da Natureza magnífica dos campos do Baixo
Mondego, das aves, dos problemas da poluição.
Conversámos sobre a atitutude das pessoas perante o seu
mundo, que ia desde o respeito pela Natureza até às
suas exigências como cidadãos, dos seus deveres e
direitos como seres de um mundo natural e não apenas comercial.
Saí da ‘reunião com o encarregado de educação’ feliz.
Sim, feliz! Sentia-me bem por ter conversado com uma
pessoa inteligente, sensível, simpática. Sentia-me
feliz por um dos meus filhos ter um professor assim.
Estava bem entregue.
Fui sabendo dele esporádicamente por um amigo comum.
Encontrei-o novamente daí a uns meses, por acaso.
Voltámos a conversar sobre tudo e nada, sobre o mundo e
sobre os motivos das nossas preocupações. A minha boa
opinião sobre ele subiu uns pontos mais. Ficámos de nos
encontrar mais vezes.
Quando nos separámos pensei em como havia tantas
pessoas de valor e de como as suas potencialidades eram
ignoradas ou mesmo combatidas por causa do seu aspecto
sempre descuidado, da sua postura tão pouco
convencional, mesmo ‘marginal’. A alegoria do ‘petit
prince’ permanece actual.
—
Há uns dias o meu filho chegou a casa e disse-me,
displicentemente: “—Pai, lembras-te daquele meu
professor ? A Directora de Turma disse que ele nunca
mais ia dar aulas”.
Telefonei de imediato ao nosso amigo comum e soube por
ele que o caso era ainda mais estranho do que eu
imaginara: “—Ele desistiu definitivamente de ensinar”.
Pela descrição fui reconstruindo o que acontecera: ele
não se fartou dos alunos, mas dos colegas. Um ambiente
fechado, conservador, os comentários mesquinhos,
continuados, os silêncios ao entrar na sala dos
professores. Também os alunos não ajudavam: o mimetismo
com o que vão ouvindo dos pais e mesmo dos outros
professores e que era aproveitado para o desconsiderar
sempre que lhes convinha. Uma variante de cueldade
infantil para com os mais fracos, com o ‘frisson’ de ser
o professor. E no caso dele a certeza de que não
haveria punições nem Conselho Directivo.
“—Mas o que vai ele fazer agora?”—Ele não sabe nem
quer saber. Decidiu, para já, viver da terra e da caça
e da pesca. Nem sequer pediu subsídio de desemprego:
diz que vai viver do mealheiro que foi fazendo, que tem
um quintal ao fundo da casa (uma das suas paixões), que
agora faz o seu próprio pão, que trata do terreno, que
faz ‘pequenos serviços’ e que anda livre. Livre. Essa
foi a palavra que ele usou: diz que se sente Livre. Que
andava ‘doente’ com o trabalho, que estava farto de
tudo e de todos, que cada dia em que tinha de dar aulas
era uma angústia sem fim, que chegou a ir a um
psiquiatra. Diz que foi quando explicou ao psiquiatra o
que o atormentava que tomou consciência de que ***não
queria*** ser tratado: ele não queria comprimidos para
’ser capaz’ de suportar aquela vida: o que ele queria
mesmo era deixar de fazer aquilo: queria sair de manhã
cedo para ver o nascer do sol e os pássaros a voar em
bandos. E que se não lhe apetecesse queria poder
deixar-se dormir até mais tarde e tomar o pequeno
almoço no terraço junto forno onde cozera o pão. Queria
poder aprender mais sobre aquela região, sobre as aves,
sobre o ecossistema dos paúis e dos pÃÂântanos. Queria
poder fazer o que bem lhe entendesse. Queria poder
almoçar às cinco da tarde ou não almoçar. Queria ter
tempo para ir visitar os amigos e ficar até lhe
apetecer, enfim, queria ser livre de decidir o seu destino.
Diz que não sendo casado, nem tendo filhos não tinha
responsabilidades a não ser por si e pelos seus actos,
pelo que queria viver plenamente a liberdade que lhe
era concedida. Que encarava isto como uma revelação. E
que decidiu não se auto-destruir levando uma vida que
considerava estúpida.
Quando desliguei o telefone sentia-me perturbado. Como
não achar profundamente sensata esta decisão
irracional? Mas como será possível viver hoje, em pleno
século XXI, desse modo? Afinal, já não estamos na era
dos ascetas: não é possível viver à margem. São
necessárias ligações ao mundo para aceder a tantas
coisas, até mesmo ao conhecimento. E do que ia ele
viver? De expedientes? Mas isso é vida? Uma pessoa
sensível como ele? Ou eu estaria a ser simplista
demais? O que ele fez foi ‘apenas’ uma opção. Abandonou
uma vida que não queria viver. Estão-lhe agora abertas
as portas para outra vida. Será mesmo pior? Afinal, as
oportunidades só surgem para quem está aberto para as receber.
—
Vi-o passar hoje de manhã. De bicicleta. Ia para a
pesca. No seu rosto levava estampado um sorriso, uma
alegria que não sou capaz de definir. Ao vê-lo
afastar-se pensei na mensagem bíblica: “Olhai os lírios
do campo!”.
Perdida
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Desapareceu dos mapas astrais do BOFH deste blog Sónia ******** ****** ** *******. Foi vista pela ultima vez no seu automóvel quando seguindo no assude de Coimbra no sentido da entrada de Coimbra Sul da A1 se dirigia para a Capital do Reino de Portugal.
Esta rapariga de cerca de 1.67m tem cabelo preto e olhos castanhos (se estiver muito sol podem estar meios verdes). Apresenta um sorriso bonito e tem o particular sinal de piscar o olho direito quando está divertida e concorda com as opiniões do interlucutor.
Tem o costume de roubar corações a jovens incautos e de os deixar perdidos de amor. Tem ainda o hábito de os perder nas ruas de Lisboa algures no Bairro ou a caminho do C. Sodré.
Tem contactado regularmente e diz estar bem, mas aparenta estar perdida. Se alguêm a encontrar por favor contacte aqui.
SONG TO THE SIREN - This Mortal Coil
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On the floating, shipless oceans
I did all my best to smile
til your singing eyes and fingers
drew me loving into your eyes.
And you sang “Sail to me, sail to me;
Let me enfold you.”
Here I am, here I am waiting to hold you.
Did I dream you dreamed about me?
Were you here when I was full sail?
Now my foolish boat is leaning, broken lovelorn on your rocks.
For you sang, “Touch me not, touch me not, come back tomorrow.”
Oh my heart, oh my heart shies from the sorrow.
I’m as puzzled as a newborn child.
I’m as riddled as the tide.
Should I stand amid the breakers?
Or shall I lie with death my bride?
Hear me sing: “Swim to me, swim to me, let me enfold you.”
“Here I am. Here I am, waiting to hold you.”
