ÃÂâ¬s vezes falamos com as pessoas sobre coisas importantes. Não quer dizer que sejam pessoalmente importantes, mas que se podem tornar numa reflexão importante.
ÃÂâ¬s vezes temos a sensação que as pessoas não nos ouvem. Porque continuamos a falar, mas do outro recebemos palavras sobre outro assunto qualquer. Sem ligação. Sem conexão com o que estamos a dizer.
Temos esta sensação de aquilo que dizemos se tornar transparente para o outro. Porque nada do que dizemos estimula uma resposta. Ou uma frase, ou uma palavra, ou uma expressão.
É nestas alturas que nos perguntamos se conhecemos mesmo o outro.

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Todos os dias eu faço a mim própria essa pergunta! Tenho a sensação de que falo sozinha, vivo sozinha, que sou transparente e que os outros falam , passam vive através de mim
É como uma sensação de impotência.
Seja muito bem-vinda a esta casa, menina P.
Pois, eu regra geral acho que não sofro do mesmo. Mas muitas vezes sinto que estou a falar com as pessoas e elas, conscientemente ou não, fazem por não perceber.
Muitas vezes é mais fácil não perceber. “Ignorance is a bliss.”
Ainda há alguém que se perde, e encontra-se no mesmo corpo…
Ainda há alguém que sabe onde anda, mas esconde-se do mundo…
Vivo debaixo de estrelas, acima do Mundo.
Viajo todos os segundos, sem olhar para trás.
Perco tempo a observar o que vos passa ao lado, muitas vezes ignorado.
Paro para ver, ler, ouvir, sentir.
Despeço-me com um sorriso, volto noutro dia.
GV (Miguel)
PS: Tenho de dormir… O dia foi intenso, belo, ébrio. A ressaca mata-me
Exercício sobre o (belíssimo) texto anterior:
“Ainda há alguém que se encontra, e se perde no mesmo corpo
Ainda há alguém que não sabe onde anda, mas que, perdido, não se esconde do mundo
Vivo ora entre as estrelas, ora entre as gentes do Mundo.
Viajo todos os segundos, para mil e um lugares, sinto-me inebriado pela respiração do ar fresco da manhã e não olho para trás. Porque não preciso. A intensidade de cada segundo que vivo está gravada na minha memória.
Observar o que vos passa ao lado, muitas vezes ignorado, é uma das razões do meu viver.
Paro para ver, ler, ouvir, sentir.”
Tomamos o sorriso que nos dá e ficamos à espera, como a raposa, do próximo encontro.
Há dias que me encontro entre estrelas. Vejo memórias dispostas num pleno fio de grãos de areia, e posso escolher cada um. Se o vento não soprar, todas elas se mantêm tal como lá cairam, formando a linha estreita da minha vida.
Gostaria de escrever tudo como vejo e sinto. Já sei que não sou grande escritor. Obrigado Paula por mexeres no meu texto.
Depois dos exames volto com mais escapadelas à força centrípeta que este planeta nos impõe.
PS: Tomava uma droga (Haxixe e Cannabis) que inspirou metade da minha vida (agora já não a tomo). Quem passa por elas sabe que depois não desce para onde subiu. De lá vou escrevendo. Beijos e abraços!
Imaginação para todos.
Não sei se o sr. Miguel (nesta casa trato todos por sr.
) é um grande escritor, mas que partilha connosco belos textos, tenho a certeza. Às vezes, quando gosto muito de um texto, é quase irresistível pegar nele e reescrever. Fi-lo com excertos do filme “2046″ e fi-lo agora com este pedacinho.
Quem nos deseja imaginação é sempre bem-vindo nesta casa!
Faça lá os seus exames (hão-de correr muito bem), para o podermos ter mais tempo na nossa companhia.
Um abraço.
Thank you! Chinese Apes.
Há uma dor incapacitante que deseja-me fora desta cadeira! Já estou de volta
Depois passo aqui sem falta… Isto de escrever em muitos blogs dá trabalho!