Começava a dar-se conta de uma letargia para a qual não tinha explicação. Teria entrado, sem dar por isso, num estado de hibernação?
Seria possível?
Enquanto assim se analisava, alguém o tinha interpelado. Uma pessoa sem rosto, sem nome, sem género, questionara-o.
Ele respondera, discutira, contrariara, tomara as palavras à letra. Pois se só tinha palavras, de que outra forma as poderia ter tomado?
Não fizera das palavras, suas. Não as tomara para si.
Fora “duro”, enfim. Despojara-se das emoções…
Despojara-se das emoções… Estaria mesmo a hibernar?
Depois, pusilÃÂânime, truncara a discussão, recusara as palavras do outro.
E, contrito, percebera que não era isso que queria.
Afinal, talvez o outro tivesse razão…
“That’s what i say, it’s not what i mean”
As dores de crescimento não páram?

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