Be happy
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Sometimes you remember things that others don’t.
Sometimes you care for something that others don’t.
Sometimes you feel something is important, but you notice that others don’t.
Sometimes you just think…
…and you realise that others just don’t.
Memória - 60 anos
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Auschwitz: A “ÃÂÃ
¡ltima Cerimónia” para Os Sobreviventes da Shoah
Por JORGE ALMEIDA FERNANDES
Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2005
No PÃÂà ¡BLICO.
Bang Bang
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Uma das mais belas músicas…
Composição: Desconhecido
“I was five and he was six
We rode on horses made of sticks
He wore black and I wore white
He would always win the fight
Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down
Seasons came and changed the time
When I grew up I called him mine
He would always laugh and say
Remember when we used to play
Bang bang, I shot you down
Bang bang, you hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, I used to shoot you down
Music played and people sang
Just for me the church bells rang
Now he’s gone I dont know why
Until this day, sometimes I cry
He didn’t even say goodbye
He didn’t take the time to lie
Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down”
David Baerwald
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Come What May
Never knew I could feel like this
Like I’ve never seen the sky before
Want to vanish inside your kiss
Everyday I love you more and more
Listen to my heart, can you hear it sings
Telling me to give you everything
Seasons may change winter to spring
But I love you until the end of time
Come what may, come what may
I will love you until my dying day
Suddenly the world seems such a perfect place
Suddenly it moves with such a perfect grace
Suddenly my life doesn’t seem such a waste
It all revolves around you
And there’s no mountain too high no river too wide
Sing out this song and I’ll be there by your side
Storm clouds may gather and stars may collide
But I love you until the end of time
Come what may, come what may
I will love you until my dying day
Oh come what may, come what may
I will love you
Suddenly the world seems such a perfect place
Come what may, come what may
I will love you until my dying day.
Falar para o vazio
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ÃÂâ¬s vezes falamos com as pessoas sobre coisas importantes. Não quer dizer que sejam pessoalmente importantes, mas que se podem tornar numa reflexão importante.
ÃÂâ¬s vezes temos a sensação que as pessoas não nos ouvem. Porque continuamos a falar, mas do outro recebemos palavras sobre outro assunto qualquer. Sem ligação. Sem conexão com o que estamos a dizer.
Temos esta sensação de aquilo que dizemos se tornar transparente para o outro. Porque nada do que dizemos estimula uma resposta. Ou uma frase, ou uma palavra, ou uma expressão.
É nestas alturas que nos perguntamos se conhecemos mesmo o outro.
“O amor é um lugar estranho”
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“[12:27:05] < ppsimoes > (…) Vão os dois deixar de se esforçar para estar juntos para TALVEZ poderem ser amigos daqui a alguns anos?
(…)
[12:32:42] < ppsimoes > Bom, quando pressentirem que o vosso feitio se intromete, agarram nele, dão-lhe uma palmada e metem-no no seu lugar. Ou vocês gostam o suficiente um do outro ou não. Gostar de uma pessoa não significa que tudo vai correr bem. É preciso fazer um grande esforço. É preciso calar, quando for preciso calar, é preciso falar quando for caso disso. Se gostam mesmo um do outro, pelo menos da maneira como mostram, então é preciso pensar que não vai ser fácil, mas se ambos quiserem vão conseguir.”
—–
Costumo dizer que o amor não existe. Na verdade, não acredito. A prova disso é que conheço pessoas que encontraram o amor. Também não acredito que a distÃÂância física afasta as pessoas. Da mesma forma, também não acredito que o afastamento de duas pessoas faz minorar o amor.
Há muita coisa em que não acredito.
Também não acredito que o amor resolva tudo, porque, na verdade, não resolve.
É preciso fazer um esforço, às vezes muito grande, para que o amor subsista.
Há uma coisa em que acredito. Se duas pessoas se amam e estão dispostas a fazer esse esforço então claro que vão conseguir ficar juntas.
Há mais uma coisa em que não acredito.
NÃÂÃÂO ACREDITO QUE DUAS PESSOAS QUE SE AMAM, QUE ENCONTRARAM ESSE SENTIMENTO TÃÂÃÂO RARO, DESISTAM UMA DA OUTRA, POR MAIORES OU QUAISQUER QUE SEJAM AS DIFICULDADES!
RECUSO-ME A ACREDITAR NISTO!
Surreal
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Eram aproximadamente 23 horas quando ontem me fui deitar. Pela primeira vez em largos meses desliguei o telemóvel antes de me virar para o lado e tentar dormir. Não havia necessidade de ele se manter ligado. Não esperava que ninguém me fosse ligar nem mandar nenhuma mensagem, e na eventualidade de alguém me ir tentar contactar, as minhas desculpas devem ser apresentadas, mas eu estava mais interessado em dormir. A razão que me fazia manter o telemóvel ligado durante a noite tinha desaparecido. Uma hora depois acordei e liguei o telemóvel, podia ser que…
Mas isto não é surreal. Surreal foi o fim de semana que passou. Mas foi de tal forma que não consigo encontrar palavras para falar sobre ele. Se já existisse uma interface entre a mente e a máquina eu apenas teria de enviar para esta “casa” algumas das imagens que me saltitam na mente e ai vocês iriam poder “ver” o que se passa nesta cabeça. Pessoal, não consigo explicar melhor o que se está a passar comigo. Quando conseguir eu volto aqui ao ataque.

Work to be done
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Well, this is my first english post ( if one does not count with songs lyrics ) on a mostly portuguese blog.
And this is because I’m going to start to talk here about my work as a Gentoo Developer.
Right now i do most of my work in things related to Instant Messaging (IM). I maintain jabberd (a free jabber server) and many transports ( Gateways to other IM systems ). Clients to IM systems ( psi for jabber, skype and mercury a java based MSN client ). But i also do stuff in other areas, namely ftpd servers like proftpd and pureftpd.
Righ now I’ve been working with the Gentoo Java team to include a series of packages needed for proper integration of Mercury, you can follow the progress in gentoo’s bugzilla entry #77141
Also of note is the work in bug #39395 about having a proper integration of jabberd 2.0 in Gentoo. This is taking alot of time due to the structural diferences between jabberd 1.4 and 2.0 . A proper migration path is something really hard.
I hope to continue to post ideas and toughts about my work as a Gentoo Developer.
Down and Out in the Magic Kingdom
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“Down and Out in the Magic Kingdom” é um pequeno livro escrito por Cory Doctorow. O livro está disponivel para leitura E edição no seu site. Caso não conheçam o Cory Doctorow acho que estão a perder um dos melhores escritores de Sci-Fi que apareceram nos ultimos tempos. A sua short historia 0wnz0red é um bom ponto de partida. Se não perceberem alguns dos termos espetem aqui que eu terei todo o gosto em tentar ajudar.
No DOMK é nos apresentada uma sociedade futurista onde a morte deixou de ser um problema pois as nossas consciências podem ser transferidas para um novo corpo que é clonado (e alterado a nosso desejo). A “unidade monetária” usada neste novo mundo é o Whuffie algo semelhante ao sistema de Karma utilizado no popular site de notícias tecnológicas Slashdot
61
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Começava a dar-se conta de uma letargia para a qual não tinha explicação. Teria entrado, sem dar por isso, num estado de hibernação?
Seria possível?
Enquanto assim se analisava, alguém o tinha interpelado. Uma pessoa sem rosto, sem nome, sem género, questionara-o.
Ele respondera, discutira, contrariara, tomara as palavras à letra. Pois se só tinha palavras, de que outra forma as poderia ter tomado?
Não fizera das palavras, suas. Não as tomara para si.
Fora “duro”, enfim. Despojara-se das emoções…
Despojara-se das emoções… Estaria mesmo a hibernar?
Depois, pusilÃÂânime, truncara a discussão, recusara as palavras do outro.
E, contrito, percebera que não era isso que queria.
Afinal, talvez o outro tivesse razão…
“That’s what i say, it’s not what i mean”
As dores de crescimento não páram?
Se eu soubesse o que sei hoje… faria tudo na mesma.
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“O amor é representado em todas as culturas com os mesmos símbolos: arcos, flechas, olhos vendados, tochas a arder que inflamam os corações dos mortais. Normalmente é apresentado nu e com corpo de criança: porque é uma emoção que não se pode ocultar e porque permanece igual a si próprio. A paixão nunca aprende: é sempre idêntica, eternamente jovem, intacta, irreflectida. “Mas como é possível que volte a fazer, nas mesmas ocasiões, as mesmas loucuras?”, geme a razão, espantada, quando passamos horas à espera de um telefonema que nunca mais chega. “Será que não aprendo?” queixa-se o amante que sofre. E tem razão porque o amor mantém-se impermeável à experiência.”
Rosa Montero in “Paixões”, Introdução, p.14, Editorial Presença (não se assustem com a capa verde fluorescente)
The “F” word
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A famosa “f” word.
-Mom he used the “f” word.
Segundo alguns a mais importante palavra da lingua inglesa. Não concordam? Então toca a ouvir isto.
Será que somos julgados pelas palavras que usamos? Eu acho que sim… Mas eu sou paranoico ![]()
Suor e cacos
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De todas as vezes que acordei hoje estava estranhamente coberto de suor.
Eu é normal suar um pouco durante a noite, mas hoje foi demais, estava literalmente ensopado. Foi quase como se estivesse a libertar algo do organismo.
Se tivesse sido uma noite de copos até percebia a “purga” mas não tendo sido não percebo o que se passou.
Queria que fosse dia 3 de Agosto de 2004 e soubesse o que sei hoje. Faria quase tudo de forma diferente. Iria mudar o envolvimento que me deixei levar e teria mantido o coração trancado a sete chaves…….. Ou então seria como sou e teria feito e sentido tudo na mesma. Teria entregue o coração e recebido um monte de cacos que uma qualquer empregada iria varrer ao os confundir com o lixo, como aqueles do lavatório na Figueira da Foz.
Livrarias
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A livraria Buchholz está em dificuldades.
A reportagem no PÃÂà ¡BLICO.
O site: Buchholz
Saluti da Roma!
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Olá amigos!
Escrevo de Frascati, uma localidade 20Km a Sudeste de Roma. É aqui que trabalho desde ontem.
É tudo ainda muito novo para dizer alguma coisa de definitivo sobre o que quer que seja, mas posso falar-vos do que me aconteceu desde dia 5.
No primeiro dia fui até Madrid. Perdi-me ao chegar. Dormi em casa de uma amiga Grega. Foi o primeiro dia em que senti medo e dúvidas sobre o que estava a fazer. Antes de ir andei emocionalmente afastado de tudo o que a viagem envolvia, como mecanismo de defesa, penso. Depois, foi um turbilhão de emoções que custou a enfrentar. +/- 550 Km.
No segundo dia fui de Madrid até La Jonquera, mesmo mesmo na fronteira entre França e Espanha. Psicologicamente foi o dia mais difícil. O sono espreitou algumas vezes, sobretudo na auto-estrada entre Madrid e Zaragoza que é extremamente monótona. Tinha marcado hotel pelo telefone. Onde? Em Maçanet de Cabrenys, nos Pirenéus. Pensava eu. Na realidade, este hotel estava encerrado. Tinha dormida marcada para outro hotel das mesmas pessoas. Segundo a senhora, “Questo es en el otro lado de Los Pirineos, a 3 hora de aqui”. Já tinha andado perdido durante vários quilómetros até encontrar a estrada certa para Maçanet, que envolvia 11Km de curvas e contracurvas perigosas e extremamente mal assinaladas. Telefonei para o hotel a desmarcar e decidi ir até La Jonquera. Lá haviam 3 ou 4 hotéis. Escolhi um que não era o mais barato, mas tinha parque para o carro, o que era um requisito muito importante para mim. O hotel era bastante bom, mas jantei muito mal. Peixe com batatas, alface e tomate intragáveis. Bad idea
Mandei um SMS aos meus pais com o número do hotel, eles telefonaram e “llamada para sí, seÃÂñor”. Falei com os meus pais sobre os meus receios e fiquei muito melhor. A partir daí, foi sempre bom. +/- 850Km
No terceiro dia da viagem fui de La Jonquera até Tirrenia, uma pequena localidade entre Pisa e Livorno. Tinha marcado o hotel. Perdi-me outra vez bastante. Neste dia atravessei a França toda e foi espectacular passar por Cannes, Nice, o Mónaco e os Alpes. Tenho de lá ir. Os Alpes significam muita beleza natural e imponência. Para construir estradas, significam muitos túneis e pontes ao pé de ravinas que dão para o mar. Para quem conduz, muito perigo. Tudo é auto-estrada, mas o conceito de auto-estrada alpina é MUITO diferente. Não sei se por serem os Alpes, se por serem os Italianos. Houve curvas, na auto-estrada, que dei a 60 Km/h e a certa altura achei que era demasiado perigoso e encostei-me à faixa da direita onde podia ir com mais calma. Atravessei seguramente mais de 50 túneis. O primeiro contacto com o trÃÂânsito italiano foi, assim, traumático. Ainda bem, porque preparou-me para aquilo que vou enfrentar este ano. Os italianos são doidos a conduzir. Andam demasiado depressa, mesmo em auto-estradas como aquela. Não respeitam regras. Aliás, há algumas coisas que já posso referir, sem correr risco de estar enganado. Primeiro, não é proibido ultrapassar em lado nenhum. Mesmo que haja traço contínuo ou duplo-traço contínuo. Se der para ultrapassar, ultrapassa-se. Segundo, quando eu quero entrar numa estrada, venha eu de onde vier, é responsabilidade de quem lá vem não me bater. Eu posso entrar como bem entender. Os outros que se desviem ou arranjem maneira de não me bater. Se me apetecer, posso apitar, e o outro também. Antes e depois. Isso é perfeitamente normal. Terceiro, numa estrada com mais que uma faixa em que eu tenha de dar uma curva ao mesmo tempo que outro, é perfeitamente normal eu invadir a faixa do outro. Ele é que tem de se desviar para não batermos.
Bom, depois disto tudo, tive de dar voltas e voltas até encontrar o Hotel Medusa. Foram mais de 900Km duros, mas que enfrentei psicologicamente sem problemas. O hotel era mais caro que o espanhol e não tão bom. Comi muito bem, uma especialidade italiana.
No último dia de viagem, como já estava a apenas quatro horas de Roma, comecei por voltar para trás, para Pisa e aproveitei para passar algum tempo junto da Torre Inclinada e de toda aquela zona histórica. Saindo da praça principal, à esquerda há uma gelataria onde, disse-me alguém, “se comem os melhores gelados que alguma vez comi”. Não provei.
Andar a ver monumentos sozinho não é a mesma coisa. É preciso alguém com quem partilhar. Não pude deixar de pensar “OK, estou aqui. Mas afinal, qual é o interesse de ver uma torre inclinada?”. Só por as coisas estarem normalmente direitas é que isso é relevante. Sim, é bonita, mas continuam a ser pedras. Acabei por gostar mais de andar pelas ruas estreitas à volta a ver o artesanato, os alfarrabistas, gente com imensas colecções de discos de vinil e K7s. Mas o facto de andar por ali sozinho deprimiu-me um bocado. E ainda tinha de chegar a Roma, claro…
Como passei demasiado tempo em Pisa, atrasei-me e cheguei a Roma já de noite. Enganei-me na saída da auto-estrada, passei montes de tempo a conduzir pela grande Circular de Roma e cheguei a enfiar-me no trÃÂânsito absolutamente infernal de Roma. Espero nunca ter de conduzir ali. Já me disseram que os comboios e o metro são bons, pelo que vou por aí. Quando consegui finalmente voltar à Circular, os meus planos iniciais tinham ido por água abaixo porque partiam do pressuposto que eu saía no sítio certo. Mas eu sabia que Frascati era perto do aeroporto secundário de Ciampino e fui nessa direcção até que dei com a Via Tuscolana, que constava dos meus planos iniciais. Depois ainda me perdi mais um bocado, mas lá encontrei o ESRIN, e finalmente, Monteporzio, a localidade onde estou neste momento a dormir.
Estou num “Bed & Breakfast” duma família muito simpática que me acolheu de braços abertos . “Fare como state en su casa” disseram. O Raffaele, a Patrizzia, a Francesca e a Claudia. Os Coppolas (no relation. Já perguntei :)). Jantei com eles na primeira noite (pizza). Almocei com eles depois de ter dormido MUITO no dia a seguir (pasta per primo piatto e carne al potate per sigondo piatto). Eles têm este hábito estranho de ter dois pratos a todas as refeições, por mais simples ou apressadas que tenham de ser. E a “pasta” costuma ser o eleito como “primo piatto”. A comida é simplesmente divinal. Só provando mesmo. Tenho comido pizza todos os dias, especialmente ao jantar, mas mais por razões económicas. Há muito mais coisas.
O trabalho já aperta um bocado, sobretudo por iniciativa minha. Venho com maus hábitos de Portugal que tenho de vencer. Tenho de me deitar e acordar cedo, e não me dispersar, sobretudo com a Internet. Ainda não tenho gabinete, nem computador, nem telefone, nem crachá meus, mas até ao final da semana deve estar tratado. Estou temporariamente no gabinete do Mr. Albani, que é um gabinete no último andar, com vista sobre Roma, do tipo Top Management (não há melhores…). Ele não está cá e eu estou a aproveitar o cabo de rede dele, o que deve ir contra a política de segurança daqui.
Ando à procura de um sítio para morar e vi hoje um que pode bem ser o candidato certo. Fica em Montecompatri, a 30Km de Roma. Até ao ESRIN são cerca de 10Km, mas dada a maneira como as coisas funcionam aqui, acreditem que é bastante bom. Pelo preço, pela localização, por tudo. Frascati é muito barulhento, tem muito trÃÂânsito e é muito caro. Só que Monteporzio e Montecompatri são bem mais pequenas e rurais até. Mas gostei do sítio. Não é moderno, mas pelo preço, oferece óptimas condições.
Quanto ao que vou fazer por cá, o meu contrato diz que tenho de “observe complete discretion with regard to all matters relating to the activities of the Agency”. E vai bastante mais longe até. Um bocado ao esilo Microsoft (todos os direitos de copyrights/patents são deles e tal…). Mas acho que posso dizer que vou trabalhar no Ground Segment do Envisat. O Envisat é um satélite que basicamente manda informação científica cá para baixo. Sobretudo para fins meteorológicos/prevenção de catástrofes (tipo tsunamis)/geologia/oceanografia/gestão de recursos florestais, etc., etc.. O Ground Segment é a parte que está cá em baixo, na Terra, a receber os dados, a processar os dados, a distribuir os dados, a armazenar os dados.
O meu chefe, na teoria, chama-se Vincenzo Beruti e é Italiano. Os meus chefes, na prática, são o Nigel Houghton, que é Inglês, e o Eric Doyle, que é Irlandês. Portanto, dois britÃÂânicos, o que me agrada.
É muito cedo para adiantar mais qualquer coisa, mas posso dizer que definitivamente adoro o ambiente internacional de trabalho. Mas é exigente. Toda a gente fala montes de línguas e eu tenho de me reduzir à minha insignificÃÂância. Afinal sei muito menos do que pensava. Há gente a falar muito bem Inglês, Francês, Italiano e Espanhol ao mesmo tempo.
Relativamente a outros portugueses cá, estou-me a dar bem com o Fabrice Brito, que é meio Francês, meio Português, mas nasceu na Bélgica e vivia em Lisboa. Está cá há dois anos. Fala perfeitamente Inglês, Francês e Português e muito bem Italiano e Espanhol. Já conheci outros dois, mas um vi-o hoje pela primeira vez e acho que trabalha longe de mim. O outro vi-o e sei onde trabalha, mas acho que é uma pessoa bastante reservada. Também há uma senhora, no Departamento de Relações Públicas, que ainda não conheci.
Espero ter pedalada para isto. De qualquer forma, até agora só tenho lido “background material” para me ambientar com as coisas. De vez em quando aparecem frases como “integration of the FM PLM to the SM” ou “confirmation of SM StM Clamp-band and PLM StM Appendage Release Shocks”. Basicamente não se percebe nada, porque ninguém consegue decorar o que significam todas as siglas…
Agora vou comer pizza :D.
Já são 20:45 aqui e supostamente sai-se às 17:15…
Humanos
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Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida não deves viver contrafeito
Muda de vida se a vida em ti é de outro jeito
Ver-te sorrir, eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens…
que ser assim
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás de viver


