Às vezes dizemos: “se tu o dizes, eu acredito”. Depois, passado algum tempo, percebemos que, na verdade, não acreditamos. E ficamos a pensar porque o dissemos. Queríamos acreditar? Não queríamos uma discussão? Talvez não quiséssemos desiludir o outro?
Também não podemos forçar-nos a acreditar. Ou se acredita ou não.
Mas dissemos que sim. E isto levanta-nos este problema: porque o dissemos?

Até percebermos que essa questão não tem tanta importância como pensamos.
Um exemplo: Alguém diz-nos que “fiz isto porque o céu é castanho-mel. E nós: “se tu o dizes, eu acredito”. Mas ao pensarmos melhor percebemos que, na verdade, acreditamos que a pessoa fez aquilo porque o céu é azul. E depois? Isso altera alguma coisa? Ficamos mais zangados por isso? Não. Às vezes, as pessoas reagem por razões menos nobres, mas às vezes (só às vezes) pensamos que a natureza humana é assim. E a razão pela qual a fizeram não importa.
Será isto compreender o outro?

Uma Resposta a “Mentiras”
  1. Isso é ser simpático. Acho que não significa compreender o outro. Antes pelo contrário. Significa que te estás a abster de tentar compreender. Mas não me parece que isso seja abominável ou sequer mau. Às vezes, simplesmente não temos paciência. Nós somos muito mais importantes para nós do que os outros, acho eu.
    Eu queria chegar a algum lado com isto, mas entretanto esqueci-me :-)

  2.