O Blog do Gustavo Felisberto

Paula Simões Amor Print This Post Print This Post
 

Ontem, noite dentro, o tema da conversa foi o amor.
A racionalização do amor.
Não amas alguém, precisas de alguém.
Tens necessidade de sentir que tens poder sobre alguém.
Tens necessidade de discutir porque tens necessidade de ganhar algumas vezes.
Não escolhes alguém muito mais, nem muito menos inteligente do que tu, porque ninguém aguenta ganhar ou perder sempre.
Somos todos muito maus, muito egoístas.

Que raio de geração! Tardamos a sair de casa dos pais, racionalizamos o amor e evitamos o compromisso. E ainda temos a lata de levar tal conversa para a mesa do café, numa noite de copos!

Paula Simões resoluções de ano novo Print This Post Print This Post
 

1. Não me entusiasmar a falar de debian, gentoo, linux em geral ou software livre sem saber o que as pessoas usam (é muito feio e uma falta de educação terrível falar desta forma e depois perceber que o ouvinte usa windows ou que nem sequer sabe do que estou a falar)

2. Deixar de dizer “irra!” e “raios!” (tentar outros vocábulos como sol ou flores ou algo assim simpático)

3. Tirar uma semana de férias para ler o handbook da Gentoo e tentar instalar esta distro pela 3000ª vez (só porque é a única que não consigo instalar)

4. Parar de instalar diferentes distros de Linux

5. Não ficar zangada, indignada ou triste com as pessoas que acham que as novas tecnologias são horríveis, perigosas, que afastam os professores dos alunos, que é um abuso para os professores serem ‘obrigados’ a colocar conteúdos/sumários das cadeiras leccionam na respectiva página, que a inserção das novas tecnologias prejudica o ensino e outras parvoíces que tais.

6. Não gritar com engenheiros informáticos só porque não sabem e acham que não devem saber trabalhar com o firefox ou o psi.

7. Parar de falar no Jacques Tati e no Wong Kar Wai (oops!)

8. Aumentar a paciência e a compreensão pelo outro.

9. Parar de corrigir e parar de procurar palavras novas.

10. Evitar a ironia, principalmente a paternalista (porque pior do que criar inimigos, é criar inimigos que aleijem)

Paula Simões Eu ligo Print This Post Print This Post
 

“Não ligo ao que os outros dizem”.

Paula Simões Mentiras Print This Post Print This Post
 

Às vezes dizemos: “se tu o dizes, eu acredito”. Depois, passado algum tempo, percebemos que, na verdade, não acreditamos. E ficamos a pensar porque o dissemos. Queríamos acreditar? Não queríamos uma discussão? Talvez não quiséssemos desiludir o outro?
Também não podemos forçar-nos a acreditar. Ou se acredita ou não.
Mas dissemos que sim. E isto levanta-nos este problema: porque o dissemos?

Até percebermos que essa questão não tem tanta importância como pensamos.
Um exemplo: Alguém diz-nos que “fiz isto porque o céu é castanho-mel. E nós: “se tu o dizes, eu acredito”. Mas ao pensarmos melhor percebemos que, na verdade, acreditamos que a pessoa fez aquilo porque o céu é azul. E depois? Isso altera alguma coisa? Ficamos mais zangados por isso? Não. Às vezes, as pessoas reagem por razões menos nobres, mas às vezes (só às vezes) pensamos que a natureza humana é assim. E a razão pela qual a fizeram não importa.
Será isto compreender o outro?

Paula Simões Receita para uma noite bem passada Print This Post Print This Post
 

Oito rapazes. Duas raparigas. Classes profissionais representadas: arquitectos, jornalistas, médicos, professores, juristas, músicos, gestores, barra, espaço, informáticos.
Ingredientes: Pizza do André, Romeu & Julieta, licor beirão (acho), água, cerveja e bolo de anos.

Que isto se repita uma vez por ano, durante muitos, muitos anos.

Miguel e Susana: até amanhã.

Paula Simões Rosegarden Print This Post Print This Post
 

Aqui há tempos, estive num workshop no DEI (como fiz referência nesta casa) sobre música digital. Basicamente falaram do cubase e durante todo o tempo estive a cerrar os dentes para não perguntar: e para linux? e para linux? Não perguntei. Mas está aqui:

http://www.rosegardenmusic.com/

Paula Simões O Natal daquele Homem Print This Post Print This Post
 

Numa rua do Porto, pertinho da Estação de São Bento, à entrada de uma pastelaria está um Homem.
É preciso subir um degrau e dar dois passos para alcançar a porta da pastelaria.
O Homem mantêm um pé em cima do degrau e o outro em baixo, na calçada. Cada vez que alguém entra ou sai, o Homem inclina o corpo dorido para abrir a porta a quem entra e a quem sai.
A posição em que o Homem coloca o corpo deve doer-lhe porque de vez em quando massaja a perna que apoia na calçada. Às vezes sobe os dois pés para cima do degrau, mantendo as duas pernas ao mesmo nível, mas logo, logo sai de dentro da pastelaria um empregado a enxutá-lo para baixo.
Poucas pessoas lhe dão alguma coisa, muitas nem se apercebem que ele está ali, dobrando-se para lhes abrir a porta.
O que mais dói é a expressão daquela cara, de subserviência. De um Homem subserviente. Nenhum Homem deveria ter esta expressão. Nenhum de nós deveria deixar que um Homem pudesse ter esta expressão.
Passei o Natal debaixo dos cobertores, muito triste, mas muito quentinha. E não consigo deixar de pensar: como terá passado o Natal, aquele Homem?

Paula Simões Parabéns, sr. Miguel Ângelo Print This Post Print This Post
 

Hoje o sr. Miguel Ângelo faz anos: muitos parabéns. Também já sei que já não está na Suécia. Acordei com uma chamada não atendida…

Paulo Sacramento Filmes de 2004 Print This Post Print This Post
 

Dei-me ao trabalho (qual trabalho? Pura diversão) de usar o PowerSearch do Imdb para encontrar filmes de 2004 que eu vi. Depois de muito debulhanço, sobraram 20 filmes (Nome, realizador, rating Imdb - a minha posta de pescada):

“Eternal Sunshine Of The Spotless Mind”, Michel Gondry, 8.6 - Dizem que é um dos melhores do ano, senão o melhor. Candidato aos Óscares inclusivé. Jim Carey sem ser em comédia. Não gostei. Fala da monotonia que as relações atingem inevitavelmente(?) e a história envolve o apagar voluntário e medicamente possível da memória de uma pessoa.

“Kill Bill, Vol. 2″, Quentin Tarantino, 8.2 - Espectacular conclusão de uma história bem conseguida. Demasiado violento, o que não acho mau se atendermos às razões e à forma como encaixa na história.

“Spider-Man 2″, Sam Raimi, 7.9 - Não sou fã de BD, nem do Homem-Aranha. Até gostei do primeiro filme e este parece-me ao mesmo nível. Se todos os filmes originários da BD fossem assim, talvez me tornasse fã…

“Shrek 2″, Vários, 7.7 - Foi um ano de sequelas, boas sequelas. Preferi o “Monsters Inc.” no ano do primeiro “Shrek”, o que não impede que goste deste último e desta sequela, que achei semelhante. O que prefiro realçar é a fantástica qualidade dos filmes animados que têm surgido nos últimos anos. É óptimo vê-los a concorrer de igual para igual com os filmes “normais”.

“Zivot Je Cudo (Life Is A Miracle)”, Emir Kusturica, 7.7 - Talvez o meu preferido do ano, mais um grande filme do grande realizador Jugoslavo. Ao que parece, mais fácil de aceitar pelo público “normal”. É uma história de amor com todos os ingredientes Kusturicianos. É preciso é ter cuidado com a falta de criatividade e originalidade que aqui já se notou.

“Collateral”, Michael Mann, 7.6 - Muito, muito bom. Cenários reduzidos, algo de que gosto particularmente. É um filme surpreendente, com o Tom Cruise e o Jamie Foxx em grande. É violento mas logicamente. Não é realista nem era suposto ser.

“The Passion Of The Christ”, Mel Gibson, 7.4 - Foi um ano de anti-religiosidade para mim, o que pode afectar a maneira como vi este filme. É muito violento, mas gostei muito porque está muito bem feito. Encaro-o como biográfico. Sou fã incondicional do “Braveheart” e por isso apoio incondicionalmente o Mel Gibson atrás das câmaras. Parece que tem jeito.

“Troy”, Wolfgang Petersen, 7.0 - Tinha expectativas baixas, o que provavelmente me levou a adorá-lo. Gosto do Brad Pitt tanto como actor como como exemplar da espécie humana. Um épico num ano de épicos, sobre Aquiles. Não é o Brad Pitt nas suas sete quintas, mas um óptimo esforço. Citei o filme noutro blog: “Os deuses invejam-nos por sermos mortais. Cada dia é mais bonito e maravilhoso por isso.”

“I, Robot”, Alex Proyas, 6.9 - Não é muito bom, especialmente atendento ao facto de se basear num livro do Isaac Asimov, a “Máquina-de-Escrever Humana”, o que à partida seria um grande ponto a favor. Simpatizo com o Will Smith, que não está muito mal, mas não gostei do filme. Soou-me a uma versão pior do “Minority Report”, que é baseado num livro fraquinho.

“50 First Dates”, Peter Segal, 6.8 - Começamos a entrar em território de menor importância e qualidade, o que infelizmente muitas vezes significa comédias. Gosto muito do Adam Sandler e este filme é muito engraçado, o que deve ser bom já que é uma comédia. Acho a história, e sobretudo a maneira como é mostrada, muito original.

“National Treasure”, Jon Turteltaub, 6.7 - Vi este a semana passada e foi bem melhor do que estava à espera. Sou um grande, grande fã do Nicolas Cage e não percebo certas escolhas de filmes que ele faz. Como esta. Mas podia ter sido pior. Bem pior, aliás. A história é maravilhosa, porque fala de uma História fantástica que é a da democracia Americana. Lembrou-me muito do inexprimivelmente fabuloso jogo “The Day Of The Tentacle”.

“Hidalgo”, Joe Johnston, 6.6 - O “Aragorn” volta num estilo completamente diferente, mas ainda a cavalo. Outro épico, mas este fraquinho. Entreteve-me porque a história tem elementos para isso. Provavelmente não se estava à espera de mais.

“The Village”, M. Night Shyamalan, 6.5 - O Americano nascido na Índia apresenta um título bastante aguardado, que é um dos maiores “flops” do ano. Tinha muitas razões para o ser, porque é difícil suceder a “The Sixth Sense”, “Unbreakable” e “Signs”, todos melhores. As altas expectativas influenciam muito a avaliação negativa. Óptimos actores e actuações no entanto. William Hurt, sobretudo, mas também Adrien Brody e Joaquin Phoenix. E um nome que provavelmente vamos ouvir muito no futuro: Bryce Dallas Howard. Pelo que fez antes, o novo “Hitchcock” está perdoado.

“The Ladykillers”, Os irmãos Coen, 6.4 - Os eternos incompreendidos, responsáveis por pérolas como “Fargo”, “The Big Lebowski” ou “O Brother, Where Art Thou?”, num filme bastante mau com Tom Hanks. Desta vez, até eu não os compreendi.

“Wimbledon”, Richard Loncraine, 6.3 - Quando os britânicos tentam fazer algo que não seja muito cómico, o resultado não costuma ser muito bom. Acho que isto é um exemplo, pois apesar de ser outra comédia romântica, género em que eles são mestres, não é muito cómico. Filme pastilha-elástica, Domingo à tarde, para ver em família, de que os fãs de ténis vão gostar mais que os outros.

“The Day After Tomorrow”, Roland Emmerich, 6.2 - Filme-tipo em que um ou mais heróis Americanos enfrentam catástrofes de proporções bíblicas. O realizador é repetente no género e nasceu na Alemanha (?). Normal. Efeitos especiais, maus actores, história ridícula. Mesmo assim, bom para o género. Não percebi o que é que o Jake Gyllenhaal lá estava a fazer.

“King Arthur”, Antoine Fuqua, 5.9 - Épico. Mau. O Antoine Fuqua está como o Johannes Pachelbel para a música clássica. Enquanto o segundo acertou uma vez e será sempre recordado pelo “Canon in D”, o primeiro acertou uma vez e será sempre recordado por “Training Day”.

“Along Came Polly”, John Hamburg, 5.8 - Lembro-me que gostei desta comédia, embora já não me lembre porquê. O Ben Stiller é um grande comediante e só ele costuma ser o suficiente para um filme valer a pena. Ele sabe fazer rir e rir vale sempre a pena. Só tenho pena que tantas comédias não sejam suficientemente inteligentes para rivalizar com os filmes “normais”.

“Alexander”, Oliver Stone, 5.5 - Cheguei há umas horas do cinema, onde estive a ver isto. É surpreendentemente fraco. A violência esperada está toda lá. O realizador esperado não. Uma história tão fantástica como a de Alexandre, o Grande, devia tornar este épico bem melhor. E os actores, todos já com grandes actuações no currículo, falham rotundamente. Quase todos. Como? São bons actores dirigidos por um bom realizador. O Anthony Hopkins mete dó. Completamente! Tanto, tanto talento desperdiçado! Onde está a Angelina Jolie que ganhou um Óscar merecidíssimo em “Girl Interrupted”, numa actuação prometedora da sua carreira que agora parece estranha? Onde está o Colin Farrell do “Phone Booth” e do “Daredevil”? E o Val Kilmer, o Jim Morrison de “The Doors” (que também não fez mais que isso, diga-se)? Não seria este um filme de actores? Bom, se era assim, para quê estes actores? A verdade é que todos os grandes filmes do Oliver Stone já têm mais de 10 anos. Parece que não é como o Vinho do Porto… O facto de aparecer em penúltimo nesta lista diz muito.

“Van Helsing”, Stephen Sommers, 5.3 - Acho que é um bom filme para estar aqui, em último. Gosto muito da Roménia e adivinhava-se que a história envolvia vampiros, mas este filme é muito estranho, o que nunca significou mau, mas significa neste caso. É uma mistura entre vampiros, lobisomens, o Frankenstein e mais alguns elementos de BD… Não conhecia o realizador, mas pelo currículo deve gostar muito de aventuras. Para além disto, fez toda a série da “Múmia” (O regresso, a vingança, o Rei Escorpião), “O Livro da Selva”, “The Adventures of Huckleberry Finn”… Podia era tentar pôr só um elemento de cada história nos filmes. Assim, um tipo fica confundido.

O maior post da história do blog?

Gustavo Felisberto Estranhos dias Print This Post Print This Post
 

Os dias que ladeiam o Natal são dos tempos mais estranhos que se pode imaginar.
Os dias antes são passados a correr de loja em loja para encontrar aquela ultima prenda perfeita que falta arranjar para aquela pessoa.
Os dias depois são passados em casa a comer os restos do Natal. As filhoses, o bolo rei e a lampreia de ovos e os outros doces que ainda sobravam.

Sónia: Linda do meu coração….. Quarta feira ja ai estou…

Paula Simões Feliz Natal Print This Post Print This Post
 

Aos sr. Admin, srs. Moradores, srs Leitores e respectivas famílias:
Um Natal muito quentinho junto daqueles que mais amam.

Paula Simões Prendas de anos Print This Post Print This Post
 

Acabaram de me dar uma prenda de anos atrasada, mas talvez uma das melhores que recebi em toda a minha vida.
Chama-se “Viagem de um pai e de um filho pelas ruas da amargura” do Baptista-Bastos, edição “o jornal” com…………………………… a assinatura do Baptista-Bastos.

Um grande abraço e milhões de beijinhos para uma pessoa que me conhece muito, muito bem: Manuela Brito.

Paulo Sacramento A morte Print This Post Print This Post
 

Nada me consegue surpreender como a morte. Há algumas coisas que me surpreendem. Há algumas coisas com as quais não sei lidar inicialmente. Mas depois dou a volta.
Com a morte é diferente. Surpreende-me. Não sei lidar com ela nem inicialmente nem lhe consigo dar a volta. O meu corpo não sabe o que sentir.
No início, a surpresa dá lugar à curiosidade. Depois choque, mas pouco. Pouco, porque sobretudo é dormência. Dormência perante a irrealidade. E é tudo. Quando a dormência acaba, fica o vazio. Um vazio mais vazio que o normal. Aquele espaço nunca mais é prenchido. É um vazio no espaço e no tempo. Um vazio que não pode ser cheio.

Ainda me lembro do ar convencido e arrogante. Das expressões corporais que o acompanhavam e acentuavam. Da competitividade e da diversão, juntas como em poucos casos. Da infantilidade, mas também do respeito. Do não esquecimento daqueles com quem conviveu, assinalado no cumprimento em qualquer ocasião social. E por isso não me esqueci dele.

Ninguém se pôde despedir. Isto também não é uma despedida.

Paula Simões Bom, está na hora de fazer a carta: Print This Post Print This Post
 

Querido Pai Natal,

Este ano perdi a paciência com algumas pessoas, gritei por instant messsenger (zangada mesmo a sério) com uma e resmunguei algumas vezes comigo própria. Assim, penso que o panorama não está muito bom. Talvez o meu esforço na área do trabalho, do estudo, na partilha de informação e ensino das competências que adquiri possa colmatar as falhas apontadas anteriormente.
Desta forma, arrico-me a fazer uma lista de prendas que gostaria de receber este Natal:
1 - Gostaria que o dinheiro que é gasto em decorações de natal de ruas, lojas, centros comerciais e publicidade fosse distribuído por aqueles que dormem na soleira das portas. (Desconfio que esta já não vai a tempo este ano, mas fico esperançada que tenha tempo de a fazer para o ano)
2 - Esta não sei bem se poderá ser considerada uma prenda, porque não quero que me dêem, quero que me tirem o sr. Bush da presidência dos EUA
3 - Esta pode ser dada por todos os portugueses. Que toda a gente fosse votar nos próximos e sucessivos actos eleitorais. Não importa em quem votam ou se votam em branco, mas que votem.
4 - Um cachimbo modelo Mr Hulot. Se possível com “howto” incluído :)
5 - “Sunrise: A Song of Two Humans (1927) ” ou “Faust (1926)“, ambos de Murnau. Nota: aceita-se qualquer formato, VHS incluído.
6 - “Agatha Christie: An Autobiography” by Agatha Christie. Nota: em inglês.
7 - “The Hitchhiker’s Guide To The Galaxy” de Douglas Adams. Nota: o programa de rádio. aceita-se qualquer formato. Cassete incluído.

Um abraço,
Paula Simões

Gustavo Felisberto Para a Sónia Print This Post Print This Post
 

Ten fingers we have each
Nine planets around the sun repeat
Eight ball is the last if you triumphant be
Seven oceans pummel the shores of the sea
(…)
Six senses feeling
Five around a sense of self
Four seasons turn on and turn off
I can see three corners from this corner
Two’s a perfect number
But one, well

Nada é eterno, por isso uma voz me diz que um dia que não hoje eu amarei outra que não tu.
Nada é eterno, por isso uma voz me diz que um dia que não hoje eu te deixarei.
Nada é eterno, por isso uma voz me diz que um dia que não hoje eu te esquecerei.
Mas hoje não é amanhã.
Hoje eu amo-te.
Hoje eu não te deixo.
Hoje eu não te esqueço.

Paula Simões The Lady of Shalott Print This Post Print This Post
 

“She left the web, she left the loom,
She made three paces through the room,
She saw the water-lily bloom,
She saw the helmet and the plume,
She look’d down to Camelot.
Out flew the web and floated wide;
The mirror crack’d from side to side;
“The curse is come upon me,” cried
The Lady of Shalott.”

Alfred Lord Tennyson

Paula Simões Desampara-me a Loja! Print This Post Print This Post
 

O último programa já está disponível para download na casa restaurada do Desampara-me a Loja!, que pode ser visitada em (o site está optimizado para Firefox 1.0):

http://www.esec.pt/radio/programas/desampara/desampara.htm

No site, para além dos programas em arquivo, os ouvintes poderão encontrar links para programas de rádio como “The Hitch Hiker’s Guide to the Galaxy”, “Íntima Fracção”, “A Guerra dos Mundos”, “As Aventuras do Homem das Massas” ou “A Voz dos Ridículos”.

Paula Simões Centros comerciais e publicidade Print This Post Print This Post
 

Os centros comerciais começam a estar cheios de luzinhas e música. As montras das lojas recheiam-se de manequins esqueléticos enfiados em vestidos de noite muito estreitinhos. Também começam a chegar convites para essas festas de passagem de ano, que pedem os tais vestidos estreitinhos. Além disso, a tal passagem de ano será sempre depois do Natal… E o Verão (e as dietas e os adelgaçantes) já está muito distante…
Agora que já coloquei em pânico 90% das mulheres que visitam esta casa :) (das 10% restantes, cinco terão um encontro com as pantufas e as outras cinco, serão, então, as tais mulheres com pernas até ao pescoço e uma figura em que qualquer trapinho assenta bem) talvez possamos falar de coisas realmente interessantes: publicidade.

Reclamo 1
É a um concurso. Vê-se uma sala de aula com alunos crescidotes a fazerem algum ruído. Entretanto a professora entra na sala. Os alunos vão acalmando à medida que a professora vai escrevendo uma sucessão de números, até que coloca os braços no ar e sai da escola aos pulinhos e saltinhos de contente.
Esta professora ganhou muito dinheiro no tal concurso a que se refere a publicidade. Por isso, vai deixar de dar aulas: já não precisa… para além disto, ainda vai à escola dizer aos alunos que se vai embora porque ganhou muito dinheiro e já não tem de os aturar…
Não sou professora, embora tenha alunos sob a minha responsabilidade, mas sinto-me profundamente ofendida.

Reclamo 2
É a uma cerveja. Há uma praça onde estão várias pessoas e começa a chover. Todas as pessoas fogem da praça, que fica deserta e triste e cinzenta e solitária e escura… Depois a câmara leva-nos num travelling até uma uma divisão de uma casa onde há luz e alegria e risos e gente a falar e muita cor e… com uma cerveja na mão.
Tendo em conta que Portugal é dos países com uma taxa elevada de consumo de álcool e que cada vez mais a nossa sociedade se debate com o problema da solidão… este reclamo afigura-se-me chocante.

Reclamo 3
É a outro concurso. Dizem “Aposte na amizade”, “Aposte na felicidade”, “Aposte no amor”, “Aposte nos seus sonhos”. Tendo em conta que não vejo referência àquilo que as apostas poderão dar aos mais desfavorecidos, concluo que é para levar no sentido de quem ganha o prémio… em dinheiro. É mesmo esta a linguagem da nossa sociedade?
Se tiver dinheiro terá felicidade? Se tiver dinheiro terá amor? É este tipo de discurso que fará com que este reclamo atinja o seu fim? É esta a nossa linguagem? Será possível que alguém tenha pensado que este ‘chamariz’ poderia funcionar como um ‘chamariz’?

Desculpem, sinto-me particularmente mordaz hoje…

Gustavo Felisberto Coisas que não se fazem Print This Post Print This Post
 


AVISO
Este texto não é pura ficção nem pura realidade, algumas das pessoas e eventos aqui retratados são reais, outros são fantasia do autor, por tal logicamente cabe ao leitor distinguir factos de fantasia.

Este fim de semana a Sónia esteve cá em Coimbra, no Sábado a noite tivemos o excelente jantar do Eng. Sacramento (deviam ter visto o rapaz de fato e gravata, tava mesmo bem, ainda me passo e cá coloco uma foto dele assim), depois do jantar e visto não ser grande fan do bar para onde se ia, acabei por ir apenas com a Sónia beber um copo.
Fomos a um bar e encontramos um grupo de amigos meus. Lá nos sentamos com eles e vamos estando na galhofa um bocado, a certa altura eu reparo que uma das raparigas que estava sentada na mesa e com quem eu até me dou bem (aquelas pessoas que estão no ponto entre conhecidos e amigos, mas com boas possibilidades de serem amigos) não parava de olhar para mim. A certa altura ela levanta-se e começa a se aproximar, vai falando com este e com aquele até que fica mesmo encostada as minhas costas. Nesta altura começa com “conversas da treta” enquanto indecentemente se vai encostando cada vez mais.
A certa altura eu deixo de achar piada à conversa e lá a mando ir à vida. Na altura nada disse, mas cá pensei para comigo “Porra, tou aqui com a minha namorada e tudo. Ainda por cima aquela pessoa… Não estava nada à espera.”.
Uma hora ou duas depois falo com a Sónia:
- Viste como a ***** se estava a encostar?
- Vi.
- Porque não disseste nada?
- Não é o meu estilo.
- Eu não gostei nada da cena, não esperava mesmo isto da *****.
- Ainda por cima eu ali ao lado. Esta gente anda do pior.
No final de tudo isto apenas serviu para cimentar a confiança da Sónia na nossa relação.

Mas que estes tempos andam estranhos andam.
Ando nos últimos tempos a ver e ouvir histórias super estranhas sobre relacionamentos. Um dia destes tenho de escrever sobre isso.

Paula Simões Aniversário do sr. Paulo Print This Post Print This Post
 

Um feliz aniversário para o sr. Paulo Sacramento!

Como já desconfiavam a prenda é para ouvir. Aqui, hoje às 17h.
Em breve, ficará a direcção para o download…