Encontrei a frase abaixo na web, que intrepreto como “sabe melhor percorrer o caminho do que chegar ao destino”, “ganha-se mais com a procura do que com o achado”.
Acabo sempre a defender isto, de uma forma geral. É sempre melhor o processo do que o fim. No 12º ano tive uma professora de Matemática que na primeira aula pediu para cada aluno escrever num papel o seu maior receio e dobrar. Depois juntou todos e foi lendo, tentando desmistificar os medos.
O objectivo era nobre, hoje como então, há gente com pavor da Matemática (A culpa é mais da sociedade do que dos alunos).
Comigo a coisa não correu muito bem. O medo, agora como então, é fim. Foi o diabo tentar explicar isto. O fim. Qualquer fim. O fim do ano escolar. O fim do dia. O fim de uma etapa. O fim de um exercício. O fim. Assim mesmo, por si só.

Talvez o fim de qualquer coisa implique uma mudança. Talvez eu não goste de mudanças. Talvez estivesse nesse momento a despontar o “ser jornalista”, talvez nessa altura eu já soubesse o que eram “routines”, talvez eu goste da rotina.

Talvez no fim não haja mais nada para saber.

Ou talvez esteja apenas cansada de ver gente à procura de qualquer coisa, com tal ânsia, que se esquece de saborear o agora.

Mas será possível saborear o agora? O processo? Será possível ter noção de que este momento preciso é especial? Ou só teremos essa percepção daqui a uns tempos, quando rememorarmos o passado e dissermos: “Lembras-te? Aquele foi um momento especial”

Se este post não fizer muito sentido, relevem. Ando cá desconfiada que comecei outra vez a crescer…

“The search for truth is more precious than its possession.
The American Mathematical Monthly 100 (3)”

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