“‘Tu ainda tens tantos medos, P.!’ - Não são medos… são dores… que se transformam… uma e outra vez até se mostrarem como medos…
Como a vida. As dores como a vida.
Crescem, desenvolvem-se, modificam-se. As dores como a vida.
E saiem de mim, para o olhar dos outros, como medos.
‘Tu ainda tens tantos medos, P.!’ - são medos para ti porque te não posso explicar que são dores, porque te não posso fazer entender os ventos que me corroiem por dentro e vão destruíndo lentamente os pedaços que restam de mim…”
Março de 1996

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