Já disse aqui algures que grande parte das pessoas da minha vida volta e meia saiem deste país e andam por esse mundo fora - sabe-se lá às vezes por onde. Agora que, em breve, uma delas vai voltar a ir para longe, regresso aqui para relembrar aquele que está, neste momento, na Suécia. Digo que está na Suécia, mas na verdade bem pode acontecer que daqui a uns minutos me telefone para tomar café. É que é sempre assim: nunca diz quando vem, nem quando vai. Mas telefona sempre. Depois tomamos café como se nos tivéssemos encontrado no dia anterior. ÃÂâ¬s vezes com meses de permeio. Aproxima-se Dezembro e com ele há um ano que não vejo este rapaz, pouco dado às tecnologias. Recordo que cada vez que usava brincos de pérolas com o cabelo curto, lá vinha a frase em tom de elogio: “Pareces a Florbela Espanca, tu”
Por isso e para ele aqui fica um poema daquela que em alguns momentos da vida de uma pessoa será sempre a “Poetisa eleita”.
Se tu viesses ver-me…
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços…
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca… o eco dos teus passos…
O teu riso de fonte… os teus abraços…
Os teus beijos… a tua mão na minha…
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca…
Quando os olhos se me cerram de desejo…
E os meus braços se estendem para ti…

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Acho que até hoje recebi uns 3 poemas por mail.

E um deles foi à coisa de 24 dias… E era este
A vida tem destas coisas com piada
Paula: *
Sónia: (K)