MacBeth
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Leio devagar, sempre li. Tenho dificuldades de concentração e a minha atenção está sempre a flutuar. Ao ponto de ter de ler a mesma frase, parágrafo, página várias vezes.
Isto tem os seus inconvenientes mas também tem uma grande vantagem. Serve para filtrar os textos realmente bons, os que nos prendem, seja pela história, seja pela beleza da escrita.
Ontem à noite, em duas, três horas, sobretudo pela segunda razão, li o MacBeth, de William Shakespeare.
Tudo bem que são só cerca de 60 páginas e é teatro, mas no meu caso isso é um óptimo tempo. Apetece-me dizer que aquilo é provavelmente a coisa mais bonita que já li, do ponto de vista estilístico. Tão, tão fabuloso. A cada fala de um dos personagens tinha de parar para contemplar e admirar a beleza da frase. As comparações sobretudo…
Não tenho o hábito de decorar ipsis verbis passagens dos livros que leio, por muito bonitas que sejam. Até consigo perceber a utilidade disso, nem que seja para o engate (sobretudo Shakespeare), mas não é algo que costume fazer.
Quando tiver o livro comigo, sou capaz de transcrever algumas partes. Para já, lembro-me desta:
” MacBeth - Que horas são?
Lady MacBeth - Não sei, mas a noite já luta com as primeiras horas do dia. ”
Uma chamada de atenção muito importante. O Shakespeare não era Português. Escrevia num Inglês lindíssimo, mas arcaico, que não é fácil de traduzir. Este post demorou a escrever porque dei com uma tradução brasileira online, que é absolutamente horrível quando comparada com a que eu tenho. Não me lembro do nome de quem a traduziu, mas os meus parabéns.
amigos longe
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Já disse aqui algures que grande parte das pessoas da minha vida volta e meia saiem deste país e andam por esse mundo fora - sabe-se lá às vezes por onde. Agora que, em breve, uma delas vai voltar a ir para longe, regresso aqui para relembrar aquele que está, neste momento, na Suécia. Digo que está na Suécia, mas na verdade bem pode acontecer que daqui a uns minutos me telefone para tomar café. É que é sempre assim: nunca diz quando vem, nem quando vai. Mas telefona sempre. Depois tomamos café como se nos tivéssemos encontrado no dia anterior. ÃÂâ¬s vezes com meses de permeio. Aproxima-se Dezembro e com ele há um ano que não vejo este rapaz, pouco dado às tecnologias. Recordo que cada vez que usava brincos de pérolas com o cabelo curto, lá vinha a frase em tom de elogio: “Pareces a Florbela Espanca, tu”
Por isso e para ele aqui fica um poema daquela que em alguns momentos da vida de uma pessoa será sempre a “Poetisa eleita”.
Se tu viesses ver-me…
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços…
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca… o eco dos teus passos…
O teu riso de fonte… os teus abraços…
Os teus beijos… a tua mão na minha…
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca…
Quando os olhos se me cerram de desejo…
E os meus braços se estendem para ti…
Com um brilhozinho nos olhos
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Mais uma letra (e música) para ler e guardar
Letra e música: Sérgio Godinho
Com um brilhozinho nos olhos
e a saia rodada
escancaraste a porta do bar
trazias o cabelo aos ombros
passeando de cá para lá
como as ondas do mar.
Conheço tão bem esses olhos
e nunca me enganam,
o que é que aconteceu, diz lá
é que hoje fiz um amigo
e coisa mais preciosa
no mundo não há.
Com um brilhozinho nos olhos
metemos o carro
muito à frente, muito à frente dos bois
ou seja, fizemos promessas
trocamos retratos
trocamos projectos os dois
trocamos de roupa, trocamos de corpo,
trocamos de beijos, tão bom, é tão bom
e com um brilhozinho nos olhos
tocamos guitarra
p’lo menos a julgar pelo som
E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco. [x4]
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto [x4]
portanto,
Hoje soube-me a pouco
Com um brilhozinho nos olhos
corremos os estores
pusemos a rádio no “on”
acendemos a já costumeira
velinha de igreja
pusemos no “off” o telefone
e olha, não dá p’ra contar
mas sei que tu sabes
daquilo que sabes que eu sei
e com um brilhozinho nos olhos
ficamos parados
depois do que não te contei
Com um brilhozinho nos olhos
dissemos, sei lá
o que nos passou pela tola
do estilo és o “number one”
dou-te vinte valores
és um treze no totobola
e às duas por três
bebemos um copo
fizemos o quatro e pintámos o sete
e com um brilhozinho nos olhos
ficamos imóveis
a dar uma de “tête a tête”
E que é que foi que ele disse?
…
E com um brilhozinho nos olhos
tentamos saber
para lá do que muito se amou
quem éramos nós
quem queríamos ser
e quais as esperanças
que a vida roubou
e olhei-o de longe
e mirei-o de perto
que quem não vê caras
não vê corações
com um brilhozinho nos olhos
guardei um amigo
que é coisa que vale milhões.
E que é que foi que ele disse?
…
Nada é real
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Let me take you down ’cause i’m going to strawberry fields
Nothing is real, and nothing to get hung about
Strawberry fields forever.
Nada é real? Ou será que existem coisas reais? O que é real?
Penso logo existo e essas tretas Descartinas?
PENSO => EXISTO
Logo se não existo não penso! E assim se mata Deus, e se dá a toda uma civilização a arma suprema de destruição “Se Deus não existe => A Sua mensagem não é Sua => Foi escrita por um homem => Pode estar errada”
Maldição Descartiana que destroi a civilização ocidental com o pensamento e o raciocínio. O sentimento sem raciocínio e o raciocínio sem sentimento…..
AMO LOGO EXISTO!
ÃÂÃÂntima Fracção
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Quem não pÃÂôde ouvir a ÃÂÃÂntima Fracção no último domingo, 25 de Outubro de 2004, na RUC, poderá fazer o download em
http://www.esec.pt/radio/programas/intimafraccao/if.html
Em formato .mp3 e .ogg.
Maria Rosa Colaço
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Num comentário ali em em baixo, António Matos Rodrigues deu-nos conta de um blog sobre Maria Rosa Colaço, um espaço aberto a quem queira contribuir para a memória da Professora.
Para quem lhe conhecia apenas algumas palavras, este blog é uma delícia para a descoberta da pessoa, da professora, da poetisa, da escritora.
A entrada é por aqui:
Mensagens privadas
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Esta é uma mensagem do estilo daquelas que vemos tipo grafity dos pobres nos muros brancos.

Apesar de este usar 3 cores, o que já é bastante para a frentex.
Quando os vossos olhos brilham…
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… vocês estão a falar de _____________________. (segundo _____________)
[preencher os espaços em branco]
2046
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Gosto muito dos genéricos dos filmes do Wong Kar Wai. Gosto tanto dos genéricos dos filmes do Wong Kar Wai como dos genéricos dos filmes do Hitchcock. Ir ao cinema faz parte de um ritual e os genéricos dos filmes do Wong Kar Wai funcionam como a preparação para esse ritual.
Deste filme, “2046″, apetece falar das paredes. Da solidez das paredes. Mas também das personagens. Da fragilidade das personagens. Da necessidade das frágeis personagens se misturarem com as sólidas paredes.
Este é um filme de luz e sombra. Mas é também um filme sobre metades de qualquer coisa à procura de outras metades. A lua de ontem corroborava. De regresso ao Pólo II, em segunda para poder apreciar o privilégio concedido, espraiava-se à minha frente uma metade perfeita de lua.
Uma lua cortada ao meio, com uma metade na sombra e outra na luz.
Apetece falar também do “fiquei feliz por vê-la feliz” ou do “Não me importo se amas ou não. Amo-te na mesma”. É que há filmes assim, que nos regeneram.
Apetece falar da poesia deste filme. E dos 10 dólares, e das 10 horas, e das 100 horas, e das 1000 horas. E da viagem.
E apetece falar da música que enebria, da sensualidade dos silêncios, das cores e do fumo que se evola no ar. E apetece falar dos encontros, dos desencontros e das escolhas.
E podia ainda falar da escrita. E ao falar da escrita teria de falar da incapacidade de ser feliz ou da escolha de não ser feliz ou da felicidade não estar na felicidade, ou de pensar que não temos o direito de ser feliz. E teria de falar disto para poder falar de como tudo isto trespassa para a incapacidade de reescrever o final de uma história.
Podia falar de tudo isto e ainda assim ficar muito aquém daquilo que é. Uma pessoa que estava ao meu lado e que nos últimos meses foi constragida a integrar-se numa frame social, a que alguns teimam chamar de realidade, normalidade e outros -lidade que tais, saíu para o fresco da noite, respirou fundo e disse “Já estava com saudades de pensar”.
…
Dos primeiros 10 minutos de filme, após o genérico inicial, apenas recordo gente a falar alto, gente que passa à minha frente, gente que se senta e que se volta a levantar, gente a quem é pedido o bilhete para confirmar que está no lugar certo, gente a quem é pedido que se levante por estar no lugar errado, gente que entra numa fila e, a meio, decide voltar para trás e entrar na seguinte.
Gente que não se cala. Sobretudo gente que não se cala.
Porque a esta gente, quando lhes dá a febre da cultura, não é o verniz que estala, mas a boçalidade que transpira.
Esta foi a segunda vez que estive numa sala de cinema cheia, nesta cidade. A primeira vez que tal me aconteceu foi no TAGV. O filme chamava-se “Os Respigadores e a Respigadora”. Uns tempos antes tinha visto este filme no Avenida, numa qualquer sessão especial, com meia dúzia de pessoas na sala. Nos tempos que se seguiram, a comunicação social foi invadida por excelentes críticas ao documentário da Agnés Varda. Quando o filme voltou a Coimbra, desta vez no TAGV, a sala não tinha meia-dúzia de pessoas: estava cheia. Dessa vez, recordo apenas as gargalhadas da assistência durante todo o filme e que ainda me ecoam e ferem nos ouvidos.
Até hoje ainda não consegui perceber porque é que a imagem de gente que recolhe comida de caixotes do lixo para se poder alimentar é motivo de riso e gargalhada.
Voltando ao “2046″ e ao dia de ontem. ÃÂÃ
¡nico. porque se integra na 5ÃÂú Festival de Cinema Francês. Porque foi uma antes-estreia em Portugal. porque foi uma estreia, no mesmo dia, em França. Porque tão cedo não voltará a estar disponível numa sala de cinema em Coimbra. Voltando a isto e por tudo isto, apetece, por último, perguntar:
Que raio é que uma pessoa que entra numa sala de cinema, já bem depois do genérico inicial de um qualquer filme do Wong Kar Wai ter passado, fica nessa sala a fazer? Como é que uma pessoa dessas se prepara para um filme destes?
Quando os meus olhos brilham…
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… eu estou “a falar de jornalismo” (segundo a Manela)
…eu estou “a falar de linux” (segundo a Bárbara)
…eu estou “a falar de rádio” (segundo o Gamito)
Mário Cesariny (1923 -
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A um rato morto encontrado num parque
“Este findou aqui sua vasta carreira
de rato vivo e escuro ante as constelações
a sua pequena medida não humilha
senão aqueles que tudo querem imenso
e só sabem pensar em termos de homem ou árvore
pois decerto este rato destinou como soube (e até como não soube)
o milagre das patas - tão junto ao focinho! -
que afinal estavam justas, servindo muito bem
para agatanhar, fugir, segurar o alimento, voltar
atrás de repente, quando necessário
Está pois tudo certo, ó “Deus dos cemitérios pequenos”?
Mas quem sabe quem sabe quando há engano
nos escritórios do inferno? Quem poderá dizer
que não era para príncipe ou julgador de povos
o ímpeto primeiro desta criação
irrisória para o mundo - com mundo nela?
Tantas preocupações às donas de casa - e aos médicos -
ele dava!
Como brincar ao bem e ao mal se estes nos faltam?
Algum rapazola entendeu sua esta vida tão ímpar
e passou nela a roda com que se amam
olhos nos olhos - vítima e carrasco
Não tinha amigos? Enganava os pais?
Ia por ali fora, minúsculo corpo divertido
e agora parado, aquoso, cheira mal.
Sem abuso
que final há-de dar-se a este poema?
RomÃÂântico? Clássico? Regionalista?
Como acabar com um corpo corajoso e humílimo
morto em pleno exercício da sua lira?”
Os primeiros, os segundos e os terceiros
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Este é um mundo estranho. É suposto, quando tomamos consciência de nós próprios, definir objectivos: uns anos de estudo, um emprego, uma família, uma casa (não necessariamente por esta ordem). Se não o fizermos, outros há que o farão por nós. Os outros tornam-se, então, expectantes, e porque é da natureza humana, cedemos às expectativas dos outros, que também fazem parte de nós.
Uns passam assim pela vida. Outros estipulam como objectivo a conquista da felicidade. Mas para atingir esta felicidade é necessário conquistar ‘coisas’: uns anos de estudo, um emprego, uma família, uma casa (não necessariamente por esta ordem), o nome numa fórmula matemática, uma descoberta científica ou uma invenção. Isto parece tornar tudo mais fácil: se conquistarmos estes objectivos então obteremos a felicidade.
Depois há os outros, os terceiros. Não é fácil reconhecê-los. Até porque os outros, os primeiros, estão sempre demasiado ocupados a tentar atingir os objectivos, e os outros, os segundos, a tentar atingir a felicidade.
ÃÂâ¬s vezes damos com aqueles outros, os terceiros, de sorriso suave, a olhar atentamente uma plantinha que nasceu de um muro de cimento (não é espantoso?). Outras vezes percebemos que estamos em presença desses outros terceiros, quando tentamos explicar a importÃÂância dos objectivos e da felicidade e sentimos que nos olham como se estivéssemos loucos ou como se não nos compreendessem.
Para estes, os terceiros, tudo está bem. O que não significa que passem pela vida de forma amorfa: indignam-se muito e espantam-se ainda mais. Não esperam por lhes darem condições para fazerem coisas. Guiam-se por máximas como “é isto que temos, é com isto que trabalhamos” ou “avaria é fazer as coisas sem condições”, ou ainda “se não temos cão caçamos com gato”.
Estes outros, os terceiros, há muito que recusaram a ansiedade de atingir os objectivos. Há muito que recusaram a obssessão de atingir a felicidade.
É que estes outros, os terceiros, perceberam há muito que o melhor da vida, como em tudo, não é o chegar ao final, mas o processo, o meio, a forma de lá chegar.
Também estes outros, os terceiros, chegarão ao fim da viagem. A diferença é que estes recusaram o lugar de condutor para poderem apreciar a paisagem.
2046 Wong Kar Wai
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“Everyone who goes to 2046 has the same intent
To recapture their lost memories
Because in 2046, nothing ever changes
Nobody can be sure that this is true
Because nobody who goes there …
.. has ever come back
Except for me
Because I do need to change.”
A constipação não parece melhor, a cabeça torna-se pesada e o narizito funciona a meio gás. Conseguirei ir amanhã ver a continuação do “In the mood for love”? Entretanto aqui deixo extractos dos diálogos e uma imagem

IF
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A IF (http://intima.blogspot.com) regressa ao éter. Não numa rádio nacional, mas na RUC. De Domingo para Segunda, às 0h00…
… para os priviligiados que moram em Coimbra.
Invadiram-lhe o interior quando lhe perguntaram:
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- Quando os teus olhos brilham, estás a falar de quê?
António Ramos Rosa
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António Ramos Rosa fez anos ontem. Uns belíssimos 80 anos.
Não posso adiar o amor - 1960
“Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob as montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este braço
que é uma arma de dois gumes amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração. “
Mais uma letra
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Eagles of Death Metal
Apesar do titulo da banda a muscia não tem nada de relacionado com Death Metal, as musicas do primeiro album e o exito do segundo podem ser sacadas do site.
Aqui fica a letra do Kiss the Devil
Who’ll sing his song?…
Who will love the devil and his song?…
I’ll love the devil!…
I’ll sing his song!…
I will love the devil and his song!…
Who’ll love the devil?…
Who’ll kiss his tongue?…
Who will kiss the devil on his tongue?…
I’ll love the devil!…
I’ll kiss his tongue!…
I will kiss the devil on his tongue!…
Who’ll love the devil?…
Who’ll sing his song?…
I will love the devil and his song!…
Who’ll love the devil?…
Who’ll sing his song?…
I will sing his song!…
Who’ll love the devil?…
Who’ll sing his song?…
I WILL LOVE THE DEVIL AND SING HIS SONG!…