Adoro esta letra. Faz-me lembrar um episódio pessoal que agora recordo num misto de tristeza, nostalgia e saudade. É daqueles textos que lemos e sentimos que o autor escreveu para nós, porque nos conhece intimamente, de alguma forma.
Isto é dedicado a alguém.
“Se você disser que eu desafino amor
Saiba que isto em mim provoca imensa dor
Só privilegiados têm o ouvido igual ao seu
Eu possuo apenas o que deus me deu
Se você insiste em classificar
Meu comportamento de anti-musical
Eu mesmo mentindo devo argumentar
Que isto é Bossa Nova, que isto é muito natural
O que você não sabe nem sequer pressente
É que os desafinados também têm um coração
Fotografei você na minha Rolley-Flex
Revelou-se a sua enorme ingratidão
Só não poderá falar assim do meu amor
Ele é o maior que você pode encontrar, viu
Você com a sua música esqueceu o principal
Que no peito dos desafinados
No fundo do peito
Bate calado, que no peito dos desafinados
também bate um coração.”

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Não resisto. O Jobim é tão grande.
Isto é o Corcovado:
“Um cantinho e um violão
Esse amor, uma canção
Pra fazer feliz a quem se ama
Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar
Da janela vê-se o Corcovado
O Redentor que lindo
Quero a vida sempre assim com você perto de mim
Até o apagar da velha chama
E eu que era triste
Descrente desse mundo
Ao encontrar você eu conheci
O que é felicidade, meu amor”
e quando o quiet nights quiet stars tem a voz da Astrud… gorgeous