Bem, como alguns dos editores sabem eu já estou de volta ao activo a alguns dias, mas tenho estado mais ou menos escondido. E porque tenho estado escondido? Porque me tem sido difícil recemoçar aqui a escrita, pois não sei por onde lhe pegar. Tinha pensado em escrever algumas coisas sobre o que tinha visto nas férias e sobre o que isso me tinha dito, mas fiquei um pouco chocado com as coisas que se passaram na santa terrinha durante o meu desligar: incêndios, novos governos a férias, k7’s gamadas, k7’s recuperadas e editadas em jornal, conversas que não deveriam existir (Paula: conversas em off com um Jornalista é coisa que não existe, desculpa a comparação mas é tipo ir ter com a comadre e lhe pedir segredo de uma história qualquer. Quando algo não se pode saber não se conta).

Mas prontos, algum dia tem de se voltar ao mundo real. Acho que as histórias de férias vão ter de esperar pelo lançamento do livro - com licença Creative Commons -Attribution NonCommercial NoDerivs 2.0 claro - com as aventuras, vistas e pensamentos ociosos, não é para me gabar pois até considero a minha escrita bem fraca, mas quem tem visto os primeiros capítulos parece que tem estado a gostar.

Deixo apenas um cheirinho: Tive de viajar mais de 6000km para encontrar alguem que estava a menos de 200, mas acho que valeu apena :)

4 Responses to “Casa minha”
  1. Paula Simões says:

    “(Paula: conversas em off com um Jornalista é coisa que não existe, desculpa a comparação mas é tipo ir ter com a comadre e lhe pedir segredo de uma história qualquer. Quando algo não se pode saber não se conta).”

    pois, mas às vezes é importante saber-se. há dois tipos de off:
    1. aquele em que se pode saber o que é, mas a pessoa não quer ser identificada (há informações que podem pôr a vida da pessoa em risco)
    2. aquele em que o jornalista não pode dizer quem disse, nem o que disse (às vezes pelo que a pessoa diz é possível identificá-la)

    qualquer um deles pode ser importante. mesmo o segundo: mesmo que não possa contar a história, sabendo qual é posso tentar pegar por outro lado ou ir à procura por outros meios…

    claro que isto do off é a excepção, nunca poderá ser a regra. um off é sempre um risco e só deve ser utilizado em casos extremos…

  2. vale bem a pena …

    como diz o sabia gabriel o pensador : procuramos et’s e cometas , mas nem conhecemos os nossos vizinhos :)

    esperamos pelo livro gustavo :) cumprimentos

  3. Gustavo Felisberto says:

    Pois Paula…. desculpa a frontalidade, mas bollocks. Se uma pessoa pode falar fala abertamente, se nao pode faz de forma anónima e o jornalista que investigue se achar que deve. Além de que desculpa que te diga, perigo de vida? Portugal ainda não é a Russia ou Argélia.
    E em verdade vos digo ( :) ), com professoras destas a vos fazerem o condicionamento acho que tá em boa altura de vocês se revoltarem e montarem uma Ordem para vos regulamentar, é que toda a class sofre com estas histórias.

  4. 1. Estava a falar do off em geral e não no caso particular de um determinado país - o perigo de vida é o mais radical mas, no entanto, possível. Mas não é o único: uma pessoa que denuncia determinada situação pode arcar com consequências graves na sua vida (ainda que não de morte) como perda de emprego, pressões, etc
    De qualquer forma, não percebo os teus exemplos. Não me parece que a Rússia e a Argélia sejam os países onde “se denuncias algo, ficas em perigo de vida”, como se fossem quaisquer duas excepções exemplificativas. De todo. O que não seria mau. Só dois países…

    2. O off não tem nada a ver com denúncias anónimas, que me parecem abjectas, de uma forma geral. Mais uma vez vou repetir: o off deve ser encarado como excepção e não como regra e é neste sentido que discuto este assunto. O off advém de uma relação de confiança entre jornalista e fonte. Ou seja, quando recebo uma informação em off, eu conheço a fonte e consigo dar-lhe um determinado grau de confiança. Numa informação anónima isto é impossível. Quando investigas uma história, tens de falar com pessoas, que ficam com informação, obviamente, do que andas a fazer. Se não tens qualquer garantia de que a info pode ser verdadeira, podes estar a lançar a base de um boato que pode prejudicar pessoas. E não tens o direito de levantar suspeitas sobre determinado assunto sem qualquer garantia de que seja verdade. Fazer investigação em jmo é uma enorme responsabilidade: podes sempre estar errado e a reputação de uma pessoa que se destrói hoje, não se limpa amanhã.
    Se o off já pode ser uma ferramenta perigosa, uma informação anónima dada como solução parece-me francamente abjecta.

    Bollocks=não percebo o que é

    Também não percebo o que queres dizer com “professoras”. Que me lembre não mencionei nenhuma professora aqui. A profissão de professora, para mim, é das mais dignas. Não percebo o que poderia ter a ver com este assunto…

    Relativamente à Ordem, há prós e contras. E não me aprece que resolvesse este tipo de problemas