Arquivo para Agosto 2004
A pedido de uma fracção de uma família:
A Suécia é um país fabuloso. Tudo funciona de forma perfeita, demasiado para mim. Os ricos têm impostos altíssimos, o que é pouco importante para eles se atendermos aos elevados salários que auferem. Têm dinheiro para levarem uma boa vida, e o estado fica com muito dinheiro para poder equilibrar melhor a sociedade.
As condições dadas aos estudantes são soberbas. Não pagam propinas e têm direito a tudo aquilo com que possamos sonhar. Sauna e piscina incluídas. O Campus Universitário parece um bocadinho de paraíso que alguém pÃÂôs na Terra.
Não sei se foi por ter estado maioritariamente em zonas dirigidas a estudantes, mas os preços pareceram-me bastante acessíveis. Lund é, de qualquer forma, uma cidade de estudantes, um pouco como Coimbra (daqui a muitos anos ).
Copenhaga, na Dinamarca, por outro lado, é MUITO cara. Em alguns casos, cerca de dez vezes mais cara que Portugal. E eles, por muito que ganhem, não ganham dez vezes mais que nós. Por isso, vi mais miséria na Dinamarca do que na Suécia. Mesmo tratando-se da capital de um país, pareceu-me abusivo.
E para terminar este primeiro capítulo, volto ao início. A Suécia, demasiado perfeita.
Sim. Tanto a Suécia como a Dinamarca têm das mais altas taxas de suicídio, especialmente juvenil, da União Europeia. Uma das justificações que se dá é a falta de objectivos e de algo por que lutar, o que me parece compreensível neste cenário. Mas não quero entrar por este caminho, pelo menos não agora. Ontem ao jantar, onde também esteve o Gustavo, falámos também sobre isto e ocorreu-me que provavelmente os Cubanos se consideram mais felizes que os Suecos, sendo mais pobres. No fundo, acho que a questão principal é o que se pretende da vida. E se a resposta é felicidade, não é dinheiro e boas condições de vida.
É bom ser Português. Algumas imperfeições ou coisas que funcionam menos bem fazem parte da nossa cultura e se calhar não é bom carimbá-las de más. É o que somos e mais nada. Se não fÃÂôssemos assim, éramos Suecos.
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Colocado por Paula Simões em Geral
Quando, em determinado período da nossa vida, se conheceu muito bem uma banda, as letrinhas num ecrã de computador ou num papel trazem consigo, agarrada, a música. Também ouvem?:
Interzone do álbum Permanent
I walked through the city limits,
Someone talked me in to do it,
Attracted by some force within it,
Had to close my eyes to get close to it,
Around a corner where a prophet lay,
Saw the place where she’d had a room to stay,
A wire fence where the children played
Saw the bed where the body lay,
And I was looking for some friends of mine.
And I had no time to waste.
Yeah, looking for some friends of mine.
The cars screeched hear the sound on dust,
Heard a noise just a car outside,
Metallic blue turned red with rust,
Pulled in close by the building’s side,
In a group all forgotten youth,
Had to think, collect my senses now,
Are turned on to a knife edged view
Find some places where my friends don’t know,
And I was looking for a friend of mine,
And had no time to waste.
Yeah, looking for some friends of mine.
Down the dark streets, the houses looked the same,
Getting darker now, faces look the same,
And I walked round and round.
No stomach, torn apart,
Nail me to a train.
Had to think again,
trying to find a clue, trying to find a way to get out!
Trying to move away, had to move away and keep out.
Interzone de quando os Joy Division eram Warsaw…
Brrroooh! (2) Brrr-oo-oo-ooh! (2) Broooh!
I walked through the city limits
Attracted by some force within it
Around the corner where a puppet lay
A wire fence
where the children play
And I was looking for a friend of mine
Yeah, looking for a friend of mine
The car screeched
in the sand and dust
Metallic blue turned red with rust
Still defied all by guiding you
Turned on to a night with you
And I was looking for a friend of mine
Yeah, looking for a friend of mine
Down the dark street,
the houses looked the same
I was walking round and round
you nailed me to a train
Had to get away, trying to find a way
To get out — Brrrooh! (2) Brrooh! (3)
Lots of windows stand in a row
The light shined — a deadly glow
No place to stop,
no place to go
I guess they died some time ago
And I was looking for some friends of mine
Yeah, I was looking for some friends of mine
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Colocado por Paula Simões em Geral
Estava aqui a pensar que, agora que o sr. Sacra (ou sr. Paulo?) resolveu dar um arzinho da sua graça nos posts e não apenas nos comentários, é que se vai embora?
E esta sensação primeira ou primodial, se quiserem, é muito interessante, porque acabamos sempre por transpor a realidade que vivemos ou que nos é familiar, a realidade física, para este meio virtual… assim, intuitivamente. O que é, evidentemente, uma tolice. O facto do sr. Sacra (ou sr. Paulo?) ir trabalhar para longe daqui (daqui? onde? do lugar onde está esta casa? mas em que lugar está esta casa? estará em algum ‘lugar’?) não significa que não tenha acesso à casa…
Sabemos que este é um meio virtual, mas ao mesmo tempo, fazê-mo-lo nosso, dando-lhe, no nosso modo de ver, as características de meios físicos. Porque não somos uma tábua rasa e construímos a realidade através das nossas vivências.
Terei sido eu a única a ter esta sensação? Isto fará algum sentido?
Suécia/Dinamarca? Conte, conte….
A minha melhor amiga costumava passar sempre as férias em Porto Covo. E em cada ano eu podia contar com um postal e com aquilo que ela me contava. É mais uma estranha sensação: Porto Covo é uma terra que eu conheço apenas pelos olhos de outrém…

A feira dos alfarrabistas, no Porto, era pequenina, mas a viagem valeu bem a pena:
“Crónica de uma morte anunciada” do Gabo, numa (2ÃÂê) edição do “o jornal”.
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Olá a todos!
Depois de 16 dias maravilhosos na Suécia/Dinamarca, que me deram muito para contar, fui passar mais uma semana a Porto Covo, semana esta que aproveitei sobretudo para dormir, porque os supracitados dias na Escandinávia e arredores não foram pródigos nessa actividade tão necessária a estes seres a que chamam humanos, o sono.
Estou agora de volta à Figueira da Foz, a cidade do vento. E o meu futuro também se começa a tornar menos difuso. Em princípio, vou passar os próximos 6 meses a trabalhar para a Agência Espacial Europeia, em Darmstadt, na Alemanha. Ainda não sei quando e até se começo, mas deverá ser para breve.
Esta foi a minha maneira de pedir desculpa por não escrever nada aqui há tanto tempo
Vou tentar escrever mais.
Paulo
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Colocado por Paula Simões em Geral
amanhã no Porto, numa rua bem próximo da Estação de São Bento…

Só para quem não resiste ao aroma do papel…
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Colocado por Paula Simões em Geral
Em breve… e enquanto não… podem ouvir aqui

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Pois é. Se acham que as coisas andam mal…. TOCA A LEVANTAR E FAZER ALGO POR MUDAR
Tool
Hooker With A Penis
“I met a boy wearing Vans,
501s, and a Dope Beastie t,
nipple rings, and new tattoos
that claimed that he was OGT
back in ‘92, from the first EP.
and in between sips of coke
he told me that he thought
we were sellin’ out
layin’ down, suckin’ up to the man
well now I’ve got
some advice for you little buddy
before you point the finger
you should know that I’m the man
and if I’m the man, then you’re the man
and he’s the man as well so you
can point that fuckin’ finger up your ass
all you know about me is what I’ve sold
you dumb fuck. I sold out long before
you ever heard my name
I sold my soul to make a record
dipshit, and then you bought one.
so I’ve got some advice
for you little buddy
before you point your finger
you should know that I’m the man
if I’m the fucking man
then you’re the fucking man as well
so you can point that
fucking finger up your ass
all you know about me
is what I’ve sold you
dumb fuck
I sold out long before
you ever heard my name
I sold my soul to make a record
dipshit, and you bought one
all you read and wear or see
and hear on tv is a product
begging for your fatass
dirty dollar so………
shut up and buy my new record
send more money
fuck you buddy.
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Bem, como alguns dos editores sabem eu já estou de volta ao activo a alguns dias, mas tenho estado mais ou menos escondido. E porque tenho estado escondido? Porque me tem sido difícil recemoçar aqui a escrita, pois não sei por onde lhe pegar. Tinha pensado em escrever algumas coisas sobre o que tinha visto nas férias e sobre o que isso me tinha dito, mas fiquei um pouco chocado com as coisas que se passaram na santa terrinha durante o meu desligar: incêndios, novos governos a férias, k7’s gamadas, k7’s recuperadas e editadas em jornal, conversas que não deveriam existir (Paula: conversas em off com um Jornalista é coisa que não existe, desculpa a comparação mas é tipo ir ter com a comadre e lhe pedir segredo de uma história qualquer. Quando algo não se pode saber não se conta).
Mas prontos, algum dia tem de se voltar ao mundo real. Acho que as histórias de férias vão ter de esperar pelo lançamento do livro – com licença Creative Commons -Attribution NonCommercial NoDerivs 2.0 claro – com as aventuras, vistas e pensamentos ociosos, não é para me gabar pois até considero a minha escrita bem fraca, mas quem tem visto os primeiros capítulos parece que tem estado a gostar.
Deixo apenas um cheirinho: Tive de viajar mais de 6000km para encontrar alguem que estava a menos de 200, mas acho que valeu apena
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Recuperar o lápis azul na última facada no jornalismo é um ultraje àqueles que passaram noites na ‘gesta pequenina de redigir notícias’ para fazerem passar informação pela censura.
Foi buscar, o independente, um dos pais do código penal para dizer que “não é crime” reproduzir o conteúdo das cassetes…
tenho dúvidas, mas mesmo que não seja crime, é ética e moralmente reprovável. o facto de outros cometerem erros, não me dá o direito de também cometer erros
reproduzir uma conversa, da qual surgiram antes dúvidas quanto à sua veracidade é muito diferente de fazer o relato dessas conversas (caso o interesse público o justifique), onde podemos fazer uso de expressões que digam ao leitor que não temos a certeza da veracidade do texto, como “alegadamente”, ou “a pessoa X diz que…, mas a pessoa Y, discorda, argumentando que…” etc, etc
tudo isto é execrável
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“La ética no es una condición ocasional, sino que debe
acompaÃÂñar siempre al periodismo como el zumbido al moscardón”
Gabriel García Márquez
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Os jornais de futebol também são jornais de notícias importantes.
Nos jornais, ditos de referência, como o PÃÂÃ
¡BLICO, o DN e o Expresso, esperamos que as notícias sejam sempre confirmadas. Quanto ao DN e ao Expresso, não conheço as redacções, mas no PÃÂÃ
¡BLICO as informações são sempre confirmadas. Mesmo que o jornalista tenha uma informação que foi dada em off, ele deve procurar outras pessoas que possam saber e fazer o cruzamento de fontes. Outra questão importante é quando o jornalista tem uma ‘cacha’, mesmo tendo toda a confirmação, o jornalista, no fim de reunir a informação deve contactar a ou as pessoas visadas para fazer aquilo a que se chama o contraditório, dando ao ou aos visados a hipótese de se defenderem do que lhes é imputado.
Embora continue a achar que o PÃÂÃ
¡BLICO é o melhor diário que temos, tenho de admitir que também este jornal não está imaculado. Há algum tempo atrás, saíu na comunicação social a informação de que o director do jornal teria ‘censurado’ uma notícia de um jornalista sobra a ex-Ministra das Finanças. Na altura, a Ana Sá Lopes (que participa no blog Glória Fácil), editora da secção nacional, na redacção de Lisboa, demitiu-se, levando o Conselho de Redacção a pedir também a demissão, em solidariedade para com a decisão da editora. Quero acreditar que este foi um caso isolado e uma decisão exclusiva do director, cujas opiniões não são partilhadas pela maioria dos jornalistas, felizmente.
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Colocado por Paula Simões em Arte
Novo programa da ÃÂÃÂntima Fracção – Verão 2004, de Francisco Amaral, na ESECRádio online.
O programa mais antigo de rádio ainda no activo está aqui:
http://www.esec.pt/radio/programas/intimafraccao/if.html
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Sexta-feira 13 foi um dia negro para o jornalismo. Duplamente negro. O Independente decidiu publicar gravações de conversas de um colega (ainda que não do mesmo órgão) com as suas fontes, mesmo depois do jornalista ter enviado às redacções uma carta que não autorizava a publicação das gravações alegadamente roubadas. (ainda não se percebeu muito bem como foi possível roubar “mais de 50 horas de gravações” em cassete ou como, segundo alguma comunicação social, foi possível roubar essas mais de 50 horas de gravações, fazer uma cópia, e devolver de novo)
Duplamente negro, porque nos vimos confrontados com as gargalhadas de Sara Pina, hoje assessora de Souto de Moura, Procurador Geral da República.
Sara Pina foi jornalista e é autora do livro “A Deontologia do Jornalistas Portugueses” editado pela MinervaCoimbra. Não há estudante de Comunicação Social ou Jornalismo que não lhe conheça as páginas. Para quem ama a profissão, é um livro que se devora com gosto. Depois fica-se a saber que, afinal, a jornalista que o escreveu já não é jornalista: passou para o outro lado, é assessora. E como se não bastasse isso, descobre-se agora que é uma ‘excelente’ assessora, que passa informação aos “colegas jornalistas” (quando trabalhei na profissão sempre me repugnou este tratamento que os demais assessores me davam, como me repugnou as íntimas relações entre assessores e jornalistas)
É o abraço traiçoeiro. “Ao dar-te informação, fico a saber o que tu sabes”.
Depois há a questão do off: se me dizem algo em off, como poderei saber se é verdade? Quando um jornalista dá um off (que hoje mais parece regra do que excepção) fica completamente desprotegido. A fonte, se tiver confiança no jornalista, poderá dizer-lhe qualquer coisa, poderá veicular qualquer informação que lhe interesse…
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Colocado por yagami em Geral
Bem , vou estrear-me. Já agora uma primeira pergunta : como se traduz post para português ?
Como agradecimento por já ser escritor aqui fica uma imagem de arte
Gostaria também de , se não fosse pedir muito ao nosso administrador , adicionar mais categorias , como :
- Arte (se aprovarem , posso começar a colocar aqui , de vez em quando , certas imagens ou outro tipo de arte que penso que mereça destaque )
- Desporto
bem , até á próxima , que tenham um muito bom dia
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Colocado por Paula Simões em Geral
“Sei de fonte segura” (isto nunca se faz em jornalismo ) que o sr. Administrador já autorizou os novos inquilinos a colocarem posts. Assim, sr. Yagami, faça o favor de fazer login e começar a contribuir com posts (e não só comentários) para esta casa! 
Cá fico à espera de ver, em breve, um post seu.
E o sr. Sacra faça o favor de também não se fazer rogado!
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Colocado por Paula Simões em Geral
Ora, ora. Espreitei na secção ‘users’, aqui da casa, e descobri que somos quatro! O sr. Humpback, a srÃÂê Paula, o sr. Sacra e o sr. Yagami!
Uma casa cheia de gente! 
Bem-vindos!
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Colocado por Paula Simões em Geral
O sr. Yagami diz num comentário ali em baixo: “bem , eu descobri este blog hoje. já á tempos que queria ter um blog, mas não queria ir para os normais.
já que este é do felisberto , e eu confio nos méritos informáticos deste , decidi ficar por aqui.
agora ÃÂ⦠eu quero é ser escritor !!! ”
Ainda bem que não considera este blog ‘normal’. Cá em casa vamos tomar isto como um elogio 
Se decidiu ficar por esta casa, seja muito bem-vindo.
Para ser escritor, tem de se registar na coluna do lado e aguardar a decisão do sr. Administrador.
Tendo em conta sua grande participação neste blog, se precisar de um parecer favorável à sua entrada nesta casa, diga.
E já agora obrigada pelo link da belíssima fotografia.
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Cuba é o paraiso na terra. Uma terra linda e cheia de pessoas simples e quentes.
Fui a Cuba apanhar Sol….. e voltei com o coração quente.
Conheci em Cuba uma rapariga interessante e passámos uns dias agradáveis. Mas conhecer alguém num paraiso onde a água do mar esta perto dos 27ÃÂú por volta das 2 da matina é diferente de estar em Portugal.
Moça Lisboeta, vamos a ver onde nos leva o futuro?
PS: (O relátorio das viagens ainda não está pronto )
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Colocado por Paula Simões em Geral
isto dos comentários nos chegarem via email é excelente. foi assim que percebi que o sr. admin está de volta…
Bem vindo!
E então? E então? como foi?
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