Ontem fui ao Porto.
Quando preciso ir dar uma volta, quando fico com aquela sensação de “preciso sair daqui”, é lá que vou.
Percorro as ruas, descanso os olhos nas casas muito juntinhas e nos vidros quadrados das janelas.
Vou, assim, sem horas, nem destino. Espreito as melhores livrarias, procuro os alfarrabistas, deixo-me enebriar pelo cheiro daquela cidade e alerto os ouvidos para os gritos das gaivotas em plena urbe.
Depois, de pernas cansadas, entro numa confeitaria e peço um café pingado com leite frio e adoçante.
Como são confortáveis as cadeiras da Ateneia!
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Café pingado? Um pingo !!!
Ja agora uma bica não?
Quando vivi lá, era um problema. Ninguém percebia o que era um café pingado! Mas passado um tempo, já nem precisava pedir… só sentar. Num café muito simpático, pertinho da redacção do Público.