Há saudades que nos matam.
Assim, devagarinho, a pouco e pouco.
Há saudades de que não falamos, mas de que nos lembramos todos os dias.
Saudades que nos vêm de um assobio cantado ou de uma bóina vermelha, que acabamos por perceber não pertencer à face da nossa saudade.
Saudades que nos matam, porque não nos pertencem, porque nos negaram, com todas as suas razões, o direito a essas saudades.
Mas que, mesmo não tendo essa pertença ou direito, temos demasiadas saudades.
|
|

Tópicos (RSS)