Paradoxos
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Grande audiência nesta casa!
Diz-me o sr. Administrador que batemos o record!
Ah, a fama, a fama…
A fama e a Glória Fácil!
Mas como poderemos ficar contentes? Não podemos.
Entendamos isto como solidariedade. Para assim ficarmos mais descansados.
Amores Perdidos….
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Na quarta feira passada o meu coração teve a sua primeira quebra em longos longos meses. A rapariga tímida de cabelos negros e olhar terno ouviu o seu coração e seguiu por outro trajecto.
Estou para aqui a tentar escrever e não sei como o dizer…. Estou triste. Triste com a sua escolha e contente pela sua felicidade. Triste com os seus olhares demasiado ternos e contente por ainda os receber.
As mulheres são capazes com uma terrivel facilidade de colocar os homens nas suas mãos, enquanto nós, de tão patos que somos, nos deixamos por lá ficar e pensamos que estamos seguros até que nos vemos a cair de uma altura impossível.
Tenho vontade de gritar!!!
TPC1 - Taxi Driver
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Em tempos, um amigo da escritora Agatha Christie disse-lhe que os crimes dela eram sempre muito limpinhos. Este foi o repto para Christie escrever uma história com um cadáver cheio de sangue - “Quem havia de imaginar que o velho tinha em si tanto sangue?”.
Suponho que o tal amigo iria gostar de Taxi Driver.
Quase no final do filme é sangue por tudo quanto é lado, com todos os ruídos que a pressão do sangue a sair do corpo provoca.
Também (só) fala da solidão. A música do sr. Bernard Herrmann (o mesmo das magníficas bandas sonoras dos filmes do Hitch?) dá corpo e avoluma o receio.
Não fiquei com muito para dizer sobre este filme. O que não deixa de ser estranho.
Cadê o resto?
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Sr. Gustavo Felisberto nascido em Coimbra:
Isto apresenta muito pouco.
Cadê o resto?
Aquilo que faz do Gustavo Felisberto, o Gustavo Felisberto.
E não apenas um jovem nascido em Coimbra, que mudou de curso…
O resto, sr. Felisberto, o resto?
Tempos estranhos
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Bem, ao fim de o Blog estar em existência a perto de um ano eu reparei numa coisa:
-Eu ainda não me apresentei!!!!
O que como toda a gente sabe é uma grave falta de educação. Com isto em vista eu vou tratar de me apresentar devidamente.
-Olá, eu sou o Gustavo Felisberto e este é o meu Blog.
Ok está feito!!!
O quê? Não ???
Bem parece que continuam insatisfeitos .
-Olá, eu sou o Gustavo Felisberto e nasci em Coimbra a 13 de Julho de 1977. De onde se conclui que na data deste post eu tenho 26 anos. Estudei na Escola Secundária Infanta D.Maria e entrei com 18 anos na Licenciatura em Eng. Civil
-E gostavas disso? - Pergunta o leitor
-Não !
Por isso acabei por ir trabalhar em uma pequena (startup) empresa de WebDesign
-Deves ter feito bués de guito!- Afirma o leitor mais interesseiro
-Por acaso não…. Problemas de gestão. Após essa experiência voltei ao estudo e sou hoje estudante de Comunicações e Multimédia no Departamento de Eng. Informática da U.C.
-E estás a gostar? - Continua o cusco leitor
-Estou a adorar!
tempos
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“Ainda era do teu tempo?”
“Já não era do teu tempo?”
Decididamente, estou a ficar velha…
idades
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É engraçado como fazemos representações das pessoas com quem convivemos. Talvez a primeira impressão seja, de facto, aquela que subsiste na memória. Vamos ficando à vontade e esquecemo-nos da idade, das ligações dessas pessoas com outras, das vivências.
Depois ficamos admirados por aquela pessoa se lembrar daquele desenho animado, que víamos quando éramos pequenos: “Ainda era do teu tempo?” ou ficamos admirados por aquela pessoa não se lembrar do tal desenho animado: “Já não era do teu tempo?”
Henri Michaux
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A dica é da última revista Ler e o link vai direitinho daqui para Nice:
http://www.adpf.asso.fr/adpf-publi/folio/michaux/michauxSF.htm
nós
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Ir a um casamento quando nos aproximamos dos 30 e a coisa continuar a não fazer sentido para nós, é duro.
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Ok esta letra não é tão poética como outras que cá tenho colocado, mas eu gosto :).
E tenho andado a ouvir bastante Ill NiÃÂño nos ultimos dias.
This Time’s For Real
by Ill NiÃÂño
Why do you tell me all these lies?
I just want to live my life
I don’t want to leave my dreams behind
Tell me
Why am I only getting older?
My patience getting shorter
I’m running out of time
And I hope that I get what I wanted
(Chorus 2*)
This time’s for real
Is there anything I wanted?
Is there anything I needed?
Anything at all?
Why do you make me feel denied?
Always pushing me aside
You do not decide what’s wrong or right
Tell me
Why am I feeling so much pressure?
Am I searching for the answer?
I’m running out of time
And I hope that I get what I wanted
(Chorus 5*)
This time’s for real
Is there anything I wanted?
Is there anything I needed?
Anything at all?
I hate numbers
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“O meu número é 07616″
Um chip implantado num corpo, que diz tudo sobre esse corpo.
Simples?
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Alguém disse que a vida é simples?
Alguém disse que as pessoas são simples?
A mim ninguém disse tal coisa. As pessoas são complicadas, e muitas
vezes más.
E por falar em maldades (estávamos a falar de outra coisa, mas eu posso
mudar de assunto
), qual a pior que nos podem fazer? A mim é ignorar.
Quando alguém nos ignora parece que …… que o mundo desaba, EI!!!! EU
ESTOU AQUI!!! EU EXISTO!!! mas continuamos a ser ignorados. A internet
prometia uma forma de comunicação em que seríamos sempre ouvidos… Mas
nós (99% da população) não queremos que o mundo inteiro esteja a escuta,
basta que uma pequena parte do mundo que nos importa esteja minimamente
atenta.
Desabafo
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Ele há gente que…
às vezes dá uma vontade…
Porque têm as pessoas tantos problemas para dizerem as coisas?
Quer dizer, não estão propriamente a falar com um estranho qualquer que os interpelou na rua…
Porque não há pessoas simples?
Saudade
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Há saudades que nos matam.
Assim, devagarinho, a pouco e pouco.
Há saudades de que não falamos, mas de que nos lembramos todos os dias.
Saudades que nos vêm de um assobio cantado ou de uma bóina vermelha, que acabamos por perceber não pertencer à face da nossa saudade.
Saudades que nos matam, porque não nos pertencem, porque nos negaram, com todas as suas razões, o direito a essas saudades.
Mas que, mesmo não tendo essa pertença ou direito, temos demasiadas saudades.



