O Blog do Gustavo Felisberto

Paula Simões 0’s e 1’s Print This Post Print This Post
 

Hoje voltei a receber um duche de zeros e uns.
Revigorante.
:)

Gustavo Felisberto Lord of This World Print This Post Print This Post
 

You’re searching for your mind don’t know where to start
can’t find the key to fit the lock on your heart
you think you know but you are never quite sure
your soul is ill but you will not find a cure.

Your world was made for you by someone above
but you chose evil ways instead of love.
You made me master of the world where you exist
the soul I took from you was not even missed.

Lord of this world
Evil possessor
Lord of this world
He’s your confessor now!

Title : Lord of This World
Artist : Black Sabbath
Album : Master Of Reality

Quando eu teria uns 16 aninhos encontrei uma k7 perdida na garagem (original não copia pirata) do Master of Reality dos Black Sabbath, a dita k7 tinha pertencido ao meu pai nos seus tempos de juventude e depois havia sido abandonada. Eu adorei aquele som, e nunca mais ouvi as bandas de hard-rock modernas da mesma forma (pareciam todas velhas pois aquilo ja havia sido tocado na década de 70 :) ).

Hoje com a Internet e os sites de Letras ainda gosto mais :)

Generals gathered in their masses,
just like witches at black masses.
Evil minds that plot destruction,
sorcerers of death’s construction.
In the fields the bodies burning,
as the war machine keeps turning.
Death and hatred to mankind,
poisoning their brainwashed minds.
Oh lord, yeah!

Politicians hide themselves away.
They only started the war.
Why should they go out to fight?
They leave that role to the poor, yeah.

Time will tell on their power minds,
making war just for fun.
Treating people just like pawns in chess,
wait till their judgement day comes, yeah.

Now in darkness world stops turning,
ashes where the bodies burning.
No more War Pigs have the power,
Hand of God has struck the hour.
Day of judgement, God is calling,
on their knees the war pigs crawling.
Begging mercies for their sins,
Satan, laughing, spreads his wings.
Oh lord, yeah!

Title :War Pigs

Esta ouvir a versão dos balck sabbath e não uma cover ou a versao do Ozzie sozinho (eu desta tenho o mp3 gravado do mitico LP quadrofonico….. Ate se sente as “picadas” suberbo)

Paula Simões José Gomes Ferreira Print This Post Print This Post
 

A Minha Solidão

(Durante dias andei ruminar estes versos.)

A minha solidão

não é uma invenção

para enfeitar noites estreladas…

…Mas este querer arrancar a própria sombra do chão

e ir com ela pelas ruas de mãos dadas.

…Mas este sufocar entre coisas mortas

e pedras de frio

onde nem sequer há portas

para o Calafrio.

…Mas este rir-me de repente

no poço das noites amarelas…

- única chama consciente

com boca nas estrelas.

…Mas este eterno Só-Um

(mesmo quando me queima a pele o teu suor)

- sem carne em comum

com o mundo em redor.

…Mas este haver entre mim e a vida

sempre uma sombra que me impede

de gozar na boca ressequida

o sabor da própria sede.

…Mas este sonho indeciso

de querer salvar o mundo

- e descobrir afinal que não piso

o mesmo chão do pobre e do vagabundo.

…Mas este saber que tudo me repele

no vento vestido de areia…

E até, quando a toco, a própria pele

me parece alheia.

Não. A minha solidão

não é uma invenção

para enfeitar o céu estrelado…

…mas este deitar-me de súbito a chorar no chão

e agarrar a terra para sentir um Corpo Vivo a meu lado.

Gustavo Felisberto Sozinho Print This Post Print This Post
 

Solidao

A solidão é sem duvida um dos grandes problemas das sociedades ocidentais no século XXI. Temos a internet que nos aproxima de estranhos a 20.000km mas perdemos os abraços dos amigos que vivem a 2. É neste momento uma e pouco da manhã e não vejo vivalma a coisa de 5 horas, mas ja falei com “amigos” na Alemanha, Estados Unidos e Israel, devo estar feliz? Devo alegrar-me de todos os dias estar a 500 metros da Ana e já não me lembrar do nosso ultimo café no S. José ? Maldita técnologia que nos coloca mais próximos e mais longe.

Paula Simões Lost in translation Print This Post Print This Post
 

Ontem vi o filme da Sofia Coppola. E adicionei-o a um dos melhores filmes que já vi.
Não tinha lido críticas. O único comentário que ouvi antes do filme foi um “estava a espera de outra coisa”, a que foi acrescentado um “mas sim, até gostei”, hesitante e seco.
Percebe-se que o público não goste do filme.
Este filme fala da solidão, mas não da forma habitual. Confundimos muitas vezes o sentirmo-nos sós com o estarmos sós. Por isso, se a realizadora nos falasse da solidão como commumente a entendemos, estaria tudo bem, a resolução do conflito seria fácil: bastaria estar com pessoas para deixar de estar só.
Mas este filme fala-nos da solidão na sua forma mais assustadora: mesmo estando com muitas pessoas, mesmo tendo uma pessoa na nossa vida (a protagonista é casada e nada indica falta de amor - veja-se o carinho que tem pelo marido ou o fax, que este lhe envia) é possível sentirmo-nos sós.
Assim exposta, a solidão (um dos problemas que a sociedade moderna tem mais dificuldade em lidar) não parece ter uma solução à vista. E isto incomoda.
Uma série de técnicas cinematográficas ajuda a criar este desconforto, como sejam os planos quase fixos e longos. O espectador vê a cena, capta a mensagem, mas a imagem mantêm-se. A partir do momento em que percebemos a mensagem, mas o plano mantêm-se, sentimos que estamos a invadir uma intimidade para além do ‘necessário’.
Claro que vamos passar o resto da vida a interrogarmo-nos sobre o que ele lhe terá dito no final, ainda para mais porque gostaríamos que fosse a solução do nosso problema (nem no final a realizadora resolve cabalmente os conflitos que cria no filme, nem o da solidão, nem o do casamento longo). Mas cada vez que isto acontecer iremos lembrar também a paz no sorriso daquelas duas pessoas e perceber que embora a solidão não se resolva estando com pessoas, é passível de solução.
É um filme maduro, com um final demasiado adulto.

Paula Simões Tati Print This Post Print This Post
 

PlayTime em Coimbra.

Uma das pessoas da minha vida, que está em Nice, ía gostar de ver.

Tati Ville

Gustavo Felisberto Revolutions Print This Post Print This Post
 

Acabei agora de ver o Matrix Revolutions. Não tinha ido ao cinema devido a terrivel desilusão com o segundo. Mas este está muito bom, gostei dos efeitos e da história, conseguiram fazer algo com um final minimamente credivel em que…… vão ver :)

Bem, como já aqui não falo a bues tou cheio de novidades. Comprei um carrinho novo/velhinho. Um magnífico “fusca” de 1973 que até anda !! É lindo o meu carocha :) Eu depois mando para ca umas fotos dele :)