nunca estamos contentes com nada… até no amor.
a res (=coisa) aqui, complica-se.
se nos amam pouco (?!) é porque não nos amam o suficiente.
se nos amam muito (?!) é porque nos amam demais.
a questão do ‘é este(a), o(a) tal’ surge na cabeça como terrífica, provoca ansiedade, nervoso: é, não é? pensa-se, analisa-se, escrutina-se até à exaustão. ‘com o tempo sabe-se’ - alguém nos descansa… quanto tempo?
qual quê!
a verdade é que nunca se sabe.
por isso, o melhor mesmo é ir levando, e se tivermos de fechar portas, deixemos pelo menos uma janela aberta.
o amor não é o fim que se procura na vida.
é o meio. é o processo. é o dia após dia. é a construção de qualquer coisa a dois e só dura enquanto as duas pessoas quiserem…
e, bolas, confessem lá: não é o processo muito mais saboroso do que o fim? Não sabe melhor o ‘tentar conseguir’ do que o ‘conseguido’?
por isso não acredito n’O AMOR.
tal como não acredito n’A VERDADE.
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