ÃÂÃÂntima Fracção
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O programa de rádio ÃÂÃÂntima Fracção, que completa 20 anos no próximo dia 08 de Abril de 2004, vai ter, em breve, uma emissão aqui.
Por enquanto, fica uma colectÃÂânea que a Janela Indiscreta pediu ao Francisco Amaral.

Partilhar
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Nasci de novo.
Hoje falaram-me de partilha, trocas.
De informação, de conhecimento e de práticas.
Depois de quatro anos numa licenciatura em que cada colega tentava não partilhar informação. Quatro anos numa licenciatura que disponibiliza e-mail, listas de discussão, páginas web para cada cadeira. E tudo vazio ou cheio de uma ou duas pessoas… Nenhum feedback…
Depois disto tudo o Professor Fredric Michael Litto diz-me que o futuro vai ser assim, tal como na Idade Média: trocas, partilha de… ![]()
Linux
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Apetecia-me dizer à Morgana, que colocou um comentário ali em baixo, que sim, que partilho. Foi este conceito, partilha, que me fez apaixonar pelo Linux (com tempo e trabalho a ver se se transforma em amor…)
Mas a verdade é que a única coisa que tenho para partilhar, agora, é o URL do manual de Linux que ando a estudar e que tem exercícios para fazer:
está aqui.
Foi sugerido pelo Gustavo (o administrador da casa e um amigo - já te disse obrigada, Gustavo? -, desgraçado, que se viu e desejou para arrancar o raio do windows do meu fraquinho laptop e colocar lá uma distribuição de Linux)
Um dia… um dia eu vou conseguir usar o Linux tão bem como uso o raio do windows. E só porque no Linux há este conceito: partilhar.
amor
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nunca estamos contentes com nada… até no amor.
a res (=coisa) aqui, complica-se.
se nos amam pouco (?!) é porque não nos amam o suficiente.
se nos amam muito (?!) é porque nos amam demais.
a questão do ‘é este(a), o(a) tal’ surge na cabeça como terrífica, provoca ansiedade, nervoso: é, não é? pensa-se, analisa-se, escrutina-se até à exaustão. ‘com o tempo sabe-se’ - alguém nos descansa… quanto tempo?
qual quê!
a verdade é que nunca se sabe.
por isso, o melhor mesmo é ir levando, e se tivermos de fechar portas, deixemos pelo menos uma janela aberta.
o amor não é o fim que se procura na vida.
é o meio. é o processo. é o dia após dia. é a construção de qualquer coisa a dois e só dura enquanto as duas pessoas quiserem…
e, bolas, confessem lá: não é o processo muito mais saboroso do que o fim? Não sabe melhor o ‘tentar conseguir’ do que o ‘conseguido’?
por isso não acredito n’O AMOR.
tal como não acredito n’A VERDADE.
Sábado
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Quem disse que ao sábado não se trabalha?
Com isto tudo, o manual e exercícios de Linux andam a ficar para trás… à espera de uma calmia que há-de vir após a tempestade…
Novo telemóvel
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Ao fim de alguns anos com o meu querido Siemens lá tive de trocar de telemóvel. Apesar de já ter dito que não me iria converter aos telemóveis com máquina fotográfica acabei por comprar este: 
Porque oferecia a garantia de uma boa agenda e de sincronizar com o evolution (uma agenda muito parecida com o Outlook mas para sistemas Unix (linux, freebsd …..)). É bacano já não andar com o portátil por causa da agenda.
Noutras ondas, estou ebrio de sono e o Spung está para ali a falar qq coisa sobre massagens. Programar a estas horas faz destas coisas. Acho que vou expulsar o Spung e vou dormir.
Resistir
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às vezes somos acometidos por um querer sair.
sair de nós mesmos.
fazer-nos à vida.
ir embora.
para um qualquer lugar onde não estejamos.
não deixaríamos tudo para trás porque sabemos que não temos nada.
…
depois percebemos que há tanta coisa ainda por fazer aqui…
deixamos, então, de ser viventes e sobreviventes.
passamos a ser resistentes.
se olharem com atenção descobrem um destes, aqui e ali.
são raros porque, inocentemente, ainda conseguem acreditar que os vão deixar contribuir para o que falta fazer aqui…
Via procurada
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De quando em vez a nossa vida dá uma volta tremenda num intervalo de tempo bem curto, isto é “facto” bem sabido, mas será que as pessoas podem tambem mudar?
Aqui a dias estava a ler uma pequena história quando um dos personagens se interroga se seria possivel uma pessoa mudar radicalmente num curto espaço de tempo. E a questão era não se um acontecimento especialmente fora do vulgar poderia mudar uma pessoa, mas se o simples dia a dia tinha essa capaçidade. Eu penso que o “dia a dia” durante muitos dias tem essa capacidade, mas será que por exemplo 60 dias têm essa capacidade?
